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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 km2 de TERRITÓRIOS JURIDICAMENTE PORTUGUESES ILEGALMENTE OCUPADOS e COLONIZADOS PELA ESPANHA
CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇA
Ligações:
Forum Olivença
Manifesto Portugal
OlivencaOnline
Informação Olivença
Campanha por Olivença
OLIVENÇA
Usurpação/Etnicídio Perfeito
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CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇA
23/Mar/2003
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Forum Olivença - Informação à Comunicação Social
Aniversário do Primeiro-Ministro
Tendo em conta as omissões reveladas pelo Primeiro-Ministro face à violação da integridade territorial cometida há poucos dias por Espanha no concelho de Elvas com o início ilegal das obras de reconstrução da Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda, o Forum Olivença decidiu cancelar a oferta, prevista para hoje, de um precioso mapa de Portugal do século XVIII. A acção visava sensibilizar o Primeiro-Ministro para a imperiosidade de defender um Portugal Inteiro, do qual Olivença é parte inalienável.
A este propósito, o Forum Olivença decidiu publicar a seguinte Carta Aberta:
Carta Aberta
Excelentíssimo Senhor
Primeiro-MinistroCertamente, todos os Portugueses se revêem na aspiração de Vossa Excelência, repetidas vezes professada nas vésperas e após ascender ao honrosíssimo cargo de Primeiro-Ministro, de «transformar Portugal num dos maiores países da Europa».
Mas não menor será o número dos Portugueses que ardorosamente anseiam que antes de Portugal se transformar «num dos maiores países da Europa» comece singelamente por ser um País Inteiro, recuperando o território alentejano de Olivença que tanto a ambição da Espanha e o seu habitual desrespeito pelo Direito Internacional como a falta de coragem dos nossos sucessivos governos tem conduzido a um longo e infame cativeiro.
No dia em que Vossa Excelência comemora mais um ano de vida, o Forum Olivença tinha preparado para oferecer ao Primeiro-Ministro um precioso Mapa de Portugal. Não de um Portugal vil e acabrunhado, sem projectos nem ambições, que internamente vai degradando a sua personalidade colectiva e na cena internacional se vai servilmente anulando; mas de um Portugal Íntegro e Inteiro, honrado e respeitável, que sabe defender os seus interesses e não abdica de pugnar pelos seus direitos: Um Portugal que não esquece Olivença nem abandona ao ocupante os seus concidadãos cativos que sofreram e ainda hoje se angustiam e padecem com a ultrajante ocupação espanhola.
Mas na sequência dos graves acontecimentos ocorridos recentemente na Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, entre Elvas e Olivença, entendemos, por ser mais conforme à nossa dignidade de briosos portugueses que somos, suspender temporariamente tal desiderato, que a efectivar-se feriria a honorabilidade que pauta as nossas vidas e a elevação que marca a nossa postura como cidadãos de Portugal.
A Espanha cercou com grades de ferro um monumento português, violando a lei do património cultural, e nem um simples polícia foi mandado identificar os autores de tal acto. Madrid violou a integridade territorial de Portugal, entrando no concelho de Elvas para iniciar uma obra ilegal e só muito tardiamente, depois das denúncias realizadas por grupos de cidadãos é que o Governo empreendeu algumas tíbias diligências junto da Espanha. Mas em 1999, quando com o seu próprio consentimento uma empresa portuguesa pisou solo oliventino para iniciar a construção da nova ponte rodoviária sobre o Guadiana, a Espanha através da Guardia Civil tomou de assalto o estaleiro e sequestrou toda a maquinaria com o argumento de os trabalhadores terem entrado em território espanhol. Cobardemente, o Governo de então cedeu à chantagem castelhana permitindo de modo escandaloso que Madrid reconstrua a vetusta Ponte da Ajuda com o objectivo claro de destruir definitivamente os direitos que Portugal possui sobre Olivença. A essa mesma chantagem estará o actual Governo a dar o seu aleivoso assentimento se não recusar definitivamente a intervenção espanhola naquela ponte, projecto que apenas visa enfraquecer a posição jurídica e diplomática de Portugal no contencioso oliventino.
Como Primeiro-Ministro tem Vossa Excelência especiais responsabilidades, que em muito devem ultrapassar os projectos pessoais de carreira, as amizades particulares com governantes estrangeiros, os interesses de grupo ou de partido ou ainda certos compromissos individuais que em nada beneficiam o interesse nacional e que em muitos casos podem comprometer o futuro do nosso País.
Oitocentos anos de História atentamente observam o comportamento de quem nos governa. Valores que supremamente se sobrepõem à nossa individual pequenez enquanto servidores de uma Pátria que circunspectamente nos vigia exigem de todos nós, e mormente de quem tem nas suas mãos o destino do Povo Português, a defesa intransigente do seu Património Cultural, a salvaguarda da sua Integridade Territorial e a garantia de perpetuidade da sua Soberania e Independência.
Com justos motivos, são cada vez mais os portugueses que receiam que nenhum destes desígnios nacionais esteja a ser acautelado!
O caso da Ponte de Olivença pode ser a última oportunidade para Vossa Excelência provar que tais temores não têm fundamento.
Um país inteiro, acompanhado da memória de todos os seus ancestrais, aguarda que o actual Primeiro-Ministro tenha a determinação e a hombridade de, em coerência com o passado, reiterar sobre este problema a decisão que muito patriótica e acertadamente, então como Ministro dos Negócios Estrangeiros, tomou em 1994 impedindo a Espanha de fazer soçobrar os direitos de soberania que Portugal possui sobre Olivença. A História, que vale bem mais do que a passageira contingência das circunstâncias mesquinhas do momento, será implacável no julgamento tanto das acções como das omissões de que Vossa Excelência seja responsável. Não desiluda os Portugueses, não vilipendie a sua dignidade e não traia Portugal! Actue em conformidade com a gravidade do caso! Assim o esperamos e ansiosamente desejamos.
A Coordenação
23/03/2003