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20/Dez/2002, 11:33:16, Correio do Leitor - Diário do Alentejo - Mario Rodrigues (& 14:44 24 Novembro 2002 - Expresso)

Por um Conceito Estratégico de Independência Nacional

As profundas transformações verificadas nos últimos anos na comunidade internacional e as alterações constatadas ultimamente no sistema de alianças e nas organizações internacionais de que Portugal faz parte justificaram a modificação do conceito estratégico de defesa nacional que o governo português elaborou e recentemente apresentou para discussão pública e apreciação dos restantes órgãos de soberania. Louva-se tal iniciativa pelos seus indiscutíveis méritos e pela sua indiscutível pertinência.

Mas, esse documento, pelas suas insuficiências nos domínios não estritamente militares, longe de constituir apenas a base para o nosso sistema de defesa e segurança, tem de ser visto como o ponto de partida da elaboração de um verdadeiro conceito estratégico de independência nacional, sobre cujas bases assente um autêntico projecto nacional que mobilize todos os portugueses no imperioso e vasto esforço colectivo que a realidade presente nos exige no sentido de preservarmos a nossa identidade como nação e a nossa continuidade como estado independente.

Compreendendo a imprescindibilidade e a urgência de se proceder a uma ampla reflexão sobre os perigos e ameaças que hoje se colocam à sobrevivência de Portugal, em Março de 2002, alguns cidadãos portugueses – exercendo um direito democrático e um dever cívico de empenhamento na solução dos problemas nacionais, orientados pelo único interesse de contribuir para o bem comum de Portugal, totalmente afastados de quaisquer opções político-partidárias e completamente descomprometidos com qualquer ideologia política –, redigiram o “Manifesto por um Portugal Livre e Independente” onde se analisam muitos dos elementos essenciais que podem ou devem integrar esse conceito estratégico de independência nacional que urge elaborar.

Este documento pode ser consultado, na Internet, em www.manifestoportugal.net Nenhum português – e especialmente aqueles que democraticamente foram incumbidos de gerir os destinos colectivos do nosso País – se pode eximir a esta ingente e irrecusável tarefa de pensar e planear o futuro de Portugal. Sobre nós pesa uma herança histórica de mais de 800 anos que não podemos trair nem renegar.

Mário Rodrigues
Leiria