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"Crer e Querer para Vencer"
OPL - Movimento Patriótico/Patriotic Movement
Publicado desde 12 de Setembro de 2001/Published since 12th September 2001
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CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇA
A Polémica da Ponte Nossa Senhora da Ajuda, Alentejo, Portugal
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Mapa dos Territórios Portugueses (em azul) de Olivença e Vila Real (Alandroal) ocupados ilegalmente pela Espanha
15 de Outubro de 2002
Semana de Olivença
- Defensores do Retorno Mantêm-se Activos
No passado Sábado, dia 12 de Outubro de 2002, encerrou-se com um Jantar/Debate/ Convívio a «SEMANA DE OLIVENÇA» realizada pelo Grupo de Amigos de Olivença, na sua sede histórica - a Casa do Alentejo. O evento coroou uma série de encontros/debates que se sucederam ao longo dos seis dias e uma exposição documental, bibliográfica e artística.
A exposição, amplamente visitada e apreciada, compunha-se de vários e diversos documentos, publicações, mapas, gravuras e fotografias alusivos a Olivença portuguesa, muitos inéditos e agora dados a conhecer aos visitantes.
Muito a enriquecia a presença de 6 magníficos painéis em madeira, esculpidos pelo artista elvense João Góis, que esteve presente, representando, cada um deles, as mais emblemáticas fachadas dos edifícios históricos da Olivença portuguesa: Ponte manuelina de Nossa Senhora da Ajuda, Igreja de Santa Maria do Castelo, Igreja da Madalena, Porta do Calvário, escudo municipal de Olivença (actual) e Porta manuelina do Palácio dos Duques de Cadaval.
O Jantar de encerramento contou com a presença de mais de 90 pessoas, entre as quais se contavam várias personalidades e representantes de algumas instituições convidadas, nomeadamente, o Dr. Carlos Luna, presidente do Comité Olivença Portuguesa, o Ten. Cor. Brandão Ferreira, presidente do Movimento 10 de Junho, a Sr.ª D.ª Luísa Sá-Carneiro Beirão, vice-presidente da Real Associação de Lisboa, o Sr. António Valentim Marques, em representação da Direcção da Casa do Alentejo, o escultor João Góis, além de representantes das delegações distritais e núcleos concelhios do GAO, muitos associados, convidados e, realce-se, uma significativa presença de jovens apoiantes da Causa de Olivença.
Após uma intervenção do Vice-Presidente do Grupo dos Amigos de Olivença (que adiante se transcreve), teve lugar um debate aberto em que foi mote a questão de Olivença e o «tabu» que a envolve, a notada ausência de uma posição pública dos órgãos de soberania portugueses, aparentemente conformados com a não inscrição do diferendo na agenda política e diplomática luso-espanhola (em claro contraste com a determinação do país vizinho relativamente aos litígios de Gibraltar, com o reino Unido, e de Ceuta-Melilha com o Reino de Marrocos). Com uma vivacidade, empenho e civilidade notáveis, a discussão incidiu sobre a actualidade da Questão de Olivença, como exemplo do relacionamento entre Portugal e Espanha num difícil ambiente de manifesto desequilíbrio estratégico entre os dois países, no quadro do Sistema Internacional em busca do seu ponto de equilíbrio desde o fim da Guerra-Fria e no âmbito da tão falada «globalização».
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