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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: TERRITÓRIOS JURÍDICAMENTE PORTUGUESES ILEGALMENTE OCUPADOS PELA ESPANHA
A conquista de terras mouras e a integração definitiva de Olivença em Portugal
Primeira Conquista e Perca das terras oliventinas
Durante o reino de Afonso Henriques, os Portugueses progrediram para o sul, conquistando mais terras aos mouros (1164-1169), ao norte, oeste e este do Rio Odiana (Guadiana), até mesmo chegando aos arredores de Sevilha. Gonçalo Viegas deu o nome a um lugar a este do Odiana (Guadiana) "Vila Real", segundo o nome da localidade do seu nascimento no norte de Portugal.
De 1169 a 1191, surgiu um avanço em grande número dos Mouros para o norte - Afonso Henriques partiu uma perna na luta em Batalywas (Badajós), quando tentava retirar os Mouros daquela praça, que tinham recebido assistencia do Rei de Lião - um Cristão, e genro do nosso Rei! Os portugueses perderam quase todas as terras há pouco tempo ganhas ao sul do Rio Tejo.
Segunda Conquista das Terras oliventinas e Fundação de Olivença
A princípios de 1220, os Templários portugueses ao serviço de Afonso II e de Sancho I, reconquistaram aos Mouros muitas terras na Es(x)tremadura e Alentejo. Em 1228 tomaram um sítio antigo a este de Vila Real e perto de lá, mais a sul, fundaram Olivença(1) (1228-1258). Até essa altura, tanto os Leoneses como os Castelhanos não tinham-se aventurado ao sul nesta região.
Os portugueses como "Cristãos" tinham lutado muito nestas terras contra o "infiel" desde 1169! Continuaram o avanço e capturaram aos mouros todas as terras até a costa algarvia no sul, e o rio Odiel e as montanhas de Aracena a este (que ficam hoje em dia na Andaluzia). Mais tarde os castelhanos muito ansiosos pelo sucesso luso avisaram os portugueses para "não ultrapassarem o Rio Odiel".
Castelhanos Arrancam Olivença aos Templários
Alfonso X de Castela usurpou o trono de Lião em 1230, e as suas forças chegaram ao Odiana (Guadiana) no mesmo ano. Ele decidiu fazer contenda por muitas das terras já na posse dos portugueses, e finalmente aproveitou a ausência dos Templários na Palestina para anexar Olivença (1)em 1258, e outras terras (Alconchel, Burguilhos, etc) que pertenciam aos nossos Templários, que o seu pai Alfonso IX de Lião lhes havia doado em reconhecimento aos serviços prestados na conquista de Badajós e Mérida em 1230. Teimosamente até a sua morte, tentou dominar e controlar toda a região e querer forçar os portugueses a aceitar a margem oeste do Odiana como a fronteira entre os dois reinos. Aqui começou a invenção ou o mito do Odiana (Guadiana) fazer uma fronteira política e "natural" entre os dois reinos! Manias e falsidades do mesmo Afonso X que na verdade ambicionava encurralar o reino de Portugal e tomar para si por força todo o nosso Algarve sem nehuma ligitimidade!
Tratado de Alcanizes
Então, em 1297, pelo Tratado de Alcanizes, Castela* reconheceu os direitos de Portugal a Olivença e outros territórios na margem este do Odiana (Guadiana) "em troca" (!) de Portugal desistir dos seus direitos sobre uma enorme área de território que extendia-se desde a Ribeira de Olivença passando pelas montanhas de Aracena e indo para o sul pelo Rio Odiel até o mar, incluindo assim Alconchel, Arouche, Almonaster, Aracena e Aiamonte.
Usurpação da Coroa de Portugal
Mesmo assim, entre 1297 e 1580 Portugal sofreu e repeliu numerosas invasões do país vizinho que era maior e mais poderoso. Até que a tragédia de 1580 abalou Portugal. O Rei Dom Sebastião morreu numa acção militar catastrófica no norte de Àfrica (Marrocos, de hoje). Philip II de Espanha ( da famosa "Armada espanhola") aproveitando a morte do Rei de Portugal invadiu o nosso país em 1581 depois de haver subornado a maior parte dos nobres e clérigos, e esmagou facilmente a resistência portuguesa oferecida por o Rei António I na Batalha de Alcântara.
Deste modo Filipe II usurpou o trono português como Filipe I numa união dinástica das duas coroas. Esta "captividade" que os portugueses assim descrevem esse tempo, durou até 1640, quando os espanhóis foram expulsos. As hostilidades porem, continuaram durante uma guerra devastadora ("Guerra da Restauração") que levou 28 anos.
Restauração de terras, Cidade e Vilas entre os dois Reinos
No Tratado de Paz de Lisboa, a 11 de Fevereiro de 1668, o Reino da Espanha reconheceu a restauração da nossa monarquia e independência com a sua integridade territorial como era antes da guerra. (Terras, vilas e cidades ocupadas tanto por Portugal como pela Espanha durante a guerra foram restitituidas).
Mesmo que em 1709, durante a "Guerra da Sucessão espanhola", os espanhóis destruiram em parte a ponte manuelina portuguesa sobre o Rio Odiana (Guadiana) que ligava as vilas portuguesas de Elvas e Olivença, a integridade territorial de Portugal foi na maior parte respeitada - apenas Salvaterra do Minho não foi devolvida (sem falar no território de São Felix dos Galegos já ocupado em 1476.) É um facto indiscutível que em todos os tratados subsequentes entre os dois países, a Espanha nunca, nem uma vez, disputou a soberania de Portugal sobre Olivença e os territórios em seus arredores.
A Inglória de Godoy
Tudo mudou em 1801 devido ao inscrupolouso General das Forças Armadas, o Manuel Godoy, que traiçoeiramente quebrou a Aliança Luso-espanhola de 1793. Ele tinha já entrado em tratado secreto com a França em 1796 para dividir Portugal. Isto fez ter o efeito inesperado de deixar as forças portuguesas que lutavam ao lado da Espanha(!), desamparadas no Rossilhão (no sul da França), agora com a sua aliada ( Espanha) desta vez como inimiga! Pelo acordo com Napoleão, Godoy foi prometido o Alentejo e o Algarve.
Em Maio de 1801 com as tropas francesas prontas para penetrar a fronteira de Portugal, as forças espanholas sob o comando de Godoy invadiram Portugal pelo Alentejo. Por o Tratado de Madrid de 1801, numa decisão pessoal, foi imposto uma ocupação de território português - Olivença.
Mais uma invasão espanhola...
Passados mais uns anos, noutra invasão em 1807, novamente apoiada pelos franceses, a Espanha quebrou os Artigos III e IV de 1801 do Tratado de Madrid, e perdeu qualquer direito que poderia ter sobre Olivença.
Os portugueses recuperaram Olivença aos franceses em Abril de 1811 (estes que haviam a tomado aos espanhóis em Janeiro), mas inesplicavelmente os ingleses por meio de Beresford deu ordens para as forças portuguesas sair e as forças espanholas (que não participaram na luta por Olivença) entrar e controlar aquela vila portuguesa!
Mais tarde a população portuguesa veio a ser sujeita a um programa feio e sistemático de etnícidio e colonização. Ainda hoje tanto a maioria dos espanhóis e como dos portugueses desconhecem a verdadeira história de Olivença. Um vergonhoso escândalo que a política portuguesa (e espanhola) tentam esconder, tudo para justificar as "boas relações"!
A Espanha aceita as regras do Tratado de Paris e assina em Viena
Portugal tem o direito de exigir que a Espanha cumpre os seus Acordos Internacionais como o Tratado de Viena, que assinou a 7 de Maio de 1817, e restituir o que não lhe pertence - por meios conciliatórios, e não através de guerra - os territórios ocupados a Portugal.
A Espanha deve acabar com a sua falta de respeito e tácticos de adiamento face à Comunidade Internacional (especialmente a todos os signatórios dos Tratados de Paris e Viena) e começar discussões sobre um processo de restorar a Portugal os territórios ocupados.
"Um inimigo assumido pode revelar-se uma maldição, mas um amigo fingido é ainda pior".
Relações verdadeiras de amizade entre indivíduos ou nações poderão somente ser possiveis quando são fundadas no respeito e na confiança mutual, e não por meios de abuso e do engano.
(1) - A aproveitar a ausência dos Templários na Palestina, Alfonso X de Castela, sob pressões da "diocese" de Badajós arrancou Olivença aos portugueses em 1258 e entregou à Igreja Católica, situação que acabou com o Tratado de Alcanizes em 1297.
*A palavra "Espanha" é derivada de "Hispania" nome que os Romanos deram a toda a Península Ibérica e que estava nesse tempo e mais tarde populada por diferentes povos oriundos de vários cantos da Europa. Passados 400 anos da ocupação moura ou muçulmana, um pequeno número de reinos cristãos formaram-se pelo norte. A dinastia navaresa deu um arranco de força a Castela que veio depois a anexar o reino de Lião (1230), e a seguir Aragão e finalmente conquistar Granada em 1492. Desde este ano o reino de Castela tomou o nome de "Hespanha". Portugal já tinha-se emergido como reino independente em 1143. Isto é, 349 anos antes do novo "reino espanhol" existir!
Todos os esforços possíveis foram feitos para conseguir publicar as datas exactas e os acontecimentos historicos correctamente como aconteceram. Para este fim, notícias actuais, e artigos e livros de história por vários escritores bem conceituados (portugueses e espanhóis) foram consultados.
Olivença - Factos Históricos
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