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OLIVENÇA
PORTUGAL LIVRE

Movimento Patriótico

"Crer e Querer para Vencer"

A Polémica da Ponte Nossa Senhora da Ajuda, Alentejo, Portugal

Notícias Sobre o Litígio de Olivença

Quarta, 01 de Agosto 2003  a  Segunda, 18 de Agosto 2003

Homenagem à arrogância espanhola

Amanhã, dia 14 de Agosto, data em que se comemora mais um aniversário da Batalha de Aljubarrota, pelas 12 horas, uma delegação do Forum Olivença, dirigir-se-á à Embaixada de Espanha em Lisboa, na Rua do Salitre, para oferecer ao Senhor Embaixador Espanhol um quadro da Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda, que liga Elvas a Olivença.


O quadro tem a seguinte legenda: "Monumento à arrogância e à técnica de restauro espanholas". O seu conteúdo explica-se pelo facto de em Março deste ano o Governo espanhol ter ocupado aquele monumento português situado no concelho de Elvas, classificado como imóvel de interesse público, ter violando a integridade territorial de Portugal no distrito de Portalegre e ter iniciado uma obra de reconstrução ilegal, sem licença camarária e contra o parecer vinculativo do IPPAR. Durante cinco meses o Ministério do Fomento espanhol prosseguiu as obras, levando a efeito um pseudo-restauro, usando cimento e betão armado numa ponte de pedra do séc. XVI. Além a aberração arquitectónica que tal obra constituiu, os trabalhos efectuados danificaram gravemente o monumento. Esta acção espanhola, que visa afirmar o Guadiana como limite entre Portugal e Espanha numa região não abrangida pelos tratados de limites em vigor (de 1864 e de 1926), expressa de forma clara a arrogância espanhola e o total desrespeito de Madrid por Portugal e pelos Portugueses.


Pelas 14:30 será entregue no Ministério dos Negócios Estrangeiros outro
quadro da ponte, com a legenda "Monumento à defesa da Integridade de Portugal". O seu conteúdo constitui uma forma de condenação veemente da falta de coragem do Ministro dos Negócios Estrangeiros que durante vários meses nada fez para repor a integridade territorial de Portugal, permanecendo numa cobarde e vergonhosa demissão dos seus deveres políticos e jurídicos.


Ainda na tarde do mesmo dia será entregue ao Director do IPPAR um terceiro quadro, com a legenda "Monumento à defesa do Património Português". Neste caso pretende-se denunciar a inacção do IPPAR que nada fez para embargar administrativamente a obra e que por omissão pode ser co-responsabilizado pelo crime que foi cometido contra o monumento.


A imagem do quadro e as imagens da aberração arquitectónica produzida pelo Governo espanhol podem ser vista em: www.olivenca.online.pt

A Coordenação

13/08/2003

Forum Olivença:   Rua Carlos Eugénio, L. 30 - 1.º Esq.º  -  2410 - 043 Leiria
www.olivenca.online.pt
244824848 / 965565877

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Batalha de Aljubarrota

14 de Agosto de 1385

Portugal mantem a sua integridade territorial estabelecida pelo Tratado de Alcanizes...

 

A Batalha de Aljubarrota marca o momento decisivo da guerra luso-castelhana de 1384-1397...

http://www.terravista.pt/ancora/1627/aljubar.htm

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Pinheiro de Azevedo Morreu Há Vinte Anos
Por PEDRO CORDEIRO
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2003
http://jornal.publico.pt/2003/08/11/Nacional/P20.html

Fez ontem vinte anos que morreu José Baptista Pinheiro de Azevedo. Conhecido
como o "Almirante sem medo", o militar foi, após a "revolução dos cravos",
membro da Junta de Salvação Nacional, ministro da Defesa, primeiro-ministro
e candidato a Presidente da República. Muitos recordam-no pelo grito de
"Bardamerda para o fascista!", que lançou de um Parlamento sequestradro no
PREC pós 25 de Abril.

Nascido em Luanda em 1917, Pinheiro de Azevedo entrou para a Academia Naval
aos 17 anos e para a Guarda Marinha aos 20. Foi professor de Astronomia e
Navegação na Escola Naval e professor do "Curso de Capitães" na Escola
Náutica. Deixou vários livros técnicos sobre Trigonometria, Meteorologia e
Navegação. Durante a guerra colonial comandou a defesa marítima da província
angolana do Zaire. Entre 1968 e 1971 foi adido naval da embaixada portuguesa
em Londres.

Quando se deu o 25 de Abril, era capitão-de-mar-e-guerra e comandante dos
fuzileiros. Foi membro da Junta de Salvação Nacional, o órgão provisório de
governo formado logo após a revolução, e desempenhou um papel importante no
período a que se chamou PREC (Processo Revolucionário Em Curso).

Em Agosto de 1975, foi designado primeiro-ministro do VI Governo Provisório,
substituindo Vasco Gonçalves. O seu Executivo incluiu nomes como Salgado
Zenha, Melo Antunes, Almeida Santos e Rui Machete. Pinheiro de Azevedo
chefiou-o até às eleições de 1976, das quais saiu o I Governo
Constitucional.

"Frases pitorescas"


O almirante proferiu algumas tiradas que ficaram para a História. A 12 de
Novembro de 1975, estando o Parlamento cercado por operários da construção
civil em greve e diversos elementos ligados ao Partido Comunista, alguns
manifestantes chamaram fascista a Pinheiro de Azevedo. A resposta não se fez
esperar: "Bardamerda para o fascista!". Ainda durante o cerco, o "almirante
sem medo"
teve uma atitude inédita: auto-suspendeu-se por falta de condições
para governar. Poucos dias antes, durante uma manifestação de apoio ao
Governo, no Terreiro do Paço, em Lisboa, rebentaram granadas de gás
lacrimogéneo lançadas pela Polícia Militar e petardos do PRP contra os
manifestantes. "É só fumaça!", assegurou imediatamente o primeiro-ministro,
acrescentando que "O povo é sereno". A seu lado estavam os então líderes do
PS e do PPD, Mário Soares e Sá Carneiro.

Soares recordou à agência Lusa a "colaboração estreita" que manteve com
Pinheiro de Azevedo e realçou "a sua importância na estabilidade democrática
do país"
. O ex-Presidente da República assinalou que "apesar das frases
pitorescas, quando entrava em cólera, e de algumas divergências e discussões
públicas"
, sempre lhe teve "muita estima e consideração pelo contributo que
deu para a democracia pluralista em Portugal, num período de pressões muito
complicado"
. Palavras que evocam a posição assumida por Pinheiro de Azevedo,
na RTP, poucos dias após o 25 de Novembro: "Chegou a hora dos partidos
políticos."
Durante o seu Governo, a instabilidade que marcou todo o PREC
esteve várias vezes a ponto de desencadear numa guerra civil. Sobre o golpe
que pôs fim ao período revolucionário escreveu o livro "25 de Novembro sem
máscara"
.

Pinheiro de Azevedo era primeiro-ministro quando a Indonésia invadiu
Timor-Leste, perante a quase inacção e posterior fuga de Portugal, que era
potência administrante daquele território, hoje país independente. Já em
1981, o jornalista Artur Albarran entrevistou o almirante para o programa
"Grande Reportagem" da RTP. Quando perguntado sobre a reacção do seu Governo
à invasão, Pinheiro de Azevedo respondeu: "Foi seguir a lei do menor
esforço..."

Olivença, a última paixão


Depois de deixar o Governo, Pinheiro de Azevedo candidatou-se às primeiras
eleições presidenciais em democracia, disputadas em 1976. Obteve 14,4% dos
votos, atrás de Ramalho Eanes - que foi eleito com 61,6% - e Otelo Saraiva
de Carvalho. Durante a campanha eleitoral, o almirante sofreu um violento
ataque cardíaco, que pôs em risco a sua vida. Mais tarde, chegou a afirmar
que o enfarte fôra encenado por terceiros - que o teriam drogado - para
reduzir as hipóteses de ser eleito Presidente.

A última causa em que Pinheiro de Azevedo se envolveu foi a de Olivença,
território formalmente português que Espanha ocupa há séculos. O almirante
tornou-se presidente do Movimento Patriótico Pró-Olivença em 1981. Autor do
livro "Olivença está cativa pela Espanha. Por culpa de quem?", planeia uma
ocupação pacífica daquela localidade, a que chama "marcha verde".O projecto
caiu na indiferença da opinião pública mas uma visita que Pinheiro de
Azevedo efectuou a Olivença provocou grande tensão e a mobilização de um
grande contingente da Guarda Civil espanhola.

O "almirante sem medo" morreu no dia 10 de Agosto de 1983, vítima de um novo
enfarte do miocárdio. O diário espanhol "El País" noticiou o seu
falecimento, considerando-o um "moderado" que teve "um papel de primeiro
plano no movimento militar de abril de 1974, que pôs fim à ditadura
salazarista"
.

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O Litígio de Olivença

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