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OLIVENÇA
PORTUGAL LIVRE
Movimento Patriótico
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"Crer e Querer para Vencer"

A Polémica da Ponte Nossa Senhora da Ajuda, Alentejo, Portugal
Segunda, 03 de Novembro 2003 a Domingo, 09 de Novembro 2003
Grupo dos Amigos de Olivença
Comunicado
Noticiando a abertura da XIX Cimeira Luso-Espanhola, no passado
dia 07-11-2003, alguns órgãos de comunicação social informaram que «Os
Amigos de Olivença» tinham «recebido com protestos e apupos o
Primeiro-Ministro Dr. Durão Barroso» na sua chegada ao local.
Tal notícia não corresponde à verdade e é errónea.
De facto:
-Uma delegação do Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) esteve
presente no local, para acompanhar a Cimeira e transmitir as suas
perspectivas aos Srs. Jornalistas, tendo entregado a estes o seu comunicado
de 06-11-2003;
-Não se manifestou nem tomou qualquer atitude menos respeitadora
para com quaisquer Personalidades ou Entidades, nacionais ou estrangeiras,
muito menos contra o Governo legítimo de Portugal;
-Não protestou, não apupou, não proferiu sequer quaisquer
«palavras de ordem».
O GAO, que não pratica uma política de «arruaça» ou de
contestação gratuita, leviana e pouco digna, não faz do Governo o seu
adversário e muito menos o faria no decurso de uma iniciativa política de
cariz internacional.
No quadro da legítima participação na vida política nacional, de
modo responsável e sereno, o GAO luta e lutará para que a resolução da
Questão de Olivença seja inscrita na agenda diplomática luso-espanhola.
Nessa perspectiva, o GAO dirige-se a todos os cidadãos e
incentiva-os a continuarem a manifestar, no pleno exercício dos seus
direitos, o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa
Lisboa, 09 de Novembro de 2003.
O Presidente da Direcção.
Rua das Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa - Tlm.
96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77
www.olivenca.org -
olivenca@olivenca.org
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Cimeira luso-espanhola
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Durão e Aznar "abrem" oficialmente reunião com aperto de mãos |
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SIC Online - 07/Nov/2003
http://sic.sapo.pt/article26525visual4.html
.......
Eram 17h30 quando Durão Barroso e José Maria Aznar
saíram dos seus veículos oficiais e entraram no Centro de Artes e Espectáculo –
onde irá decorrer uma parte da cimeira ibérica - tendo sido recebidos pelo
presidente da Câmara de Figueira da Foz, Duarte Silva.
À espera dos dois primeiros-ministros estavam cerca
de 150 jornalistas e fotógrafos, que registaram o momento em que José Maria
Aznar e Durão Barroso apertaram as mãos, num acto simbólico de abertura da
cimeira luso-espanhola.
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....... .......
.......
Questão de Olivença marca presença
A questão de Olivença foi hoje levada até às
proximidades do local onde decorre a cimeira ibérica por dois grupos que
defendem o regresso do território á soberania portuguesa.
O Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) tem afixada nas
grades policiais que delimitam o perímetro de segurança do Centro de Artes e
Espectáculos uma faixa onde afirma que "Olivença é terra portuguesa".
Num comunicado onde sublinha que "Portugal não
reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de
jure, português", o GAO refere, também, que o assunto "é tema na imprensa
internacional e suscita a atenção das chancelarias". A par do documento, o
GAO oferece autocolantes com a frase "Olivença é Portugal".
Em simultâneo, o Fórum Olivença distribui panfletos
nos quais considera que "Olivença é um território português, ilegalmente
ocupado por Espanha".
"É a própria Constituição da República Portuguesa,
pelo seu Artigo 5º, que determina que Olivença faz parte do território nacional",
frisa o Fórum Olivença.
No documento distribuído nas proximidades do Centro
de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, o Fórum Olivença questiona: "se a
Espanha reivindica Gibraltar sem direitos válidos, por que razão não pode o
Estado português exigir o que nos pertence?".
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09/Nov/2003
Diário de Notícias
...Durão está a torcer pela qualificação da Espanha para o Euro 2004."Que ganhe a Espanha" - Aznar
....... E com toda a diplomacia desejou que ganhe o melhor. Já Aznar, que é de Castilha, um "hombre" de poucas palavras espera que a Espanha ganhe.
.......O primeiro-ministro português dirigiu-se a Aznar como «meu amigo José Maria». Já o chefe do Governo espanhol preferiu tratar o seu homólogo como «José Manuel Durão».
Olivença, uma questão histórica e antiga, passou ao lado de tanta cordialidade. Os temas polémicos ficam para mais tarde, noutra altura.
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HOY
09/11/2003
REGIONAL
Olivenza «estuvo» en la cumbre
M.M./F.DA FOZ
Como ya es habitual, los Amigos de Olivenza aprovecharon la reunión a alto
nivel entre gobernantes portugueses y españoles para recordar su
reivindicación: Olivenza portuguesa. Un pequeño grupo de manifestantes
esperaba a Durao Barroso y Aznar a la entrada del Centro de Artes y
Espectáculos, principal sede de las conversaciones, para hacerles llegar su
reclamación.
Subir
http://www.olivenca.online.pt/
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Protestos à porta da cimeira ibérica
TVI, 2003-11-07 19:13
Sindicatos e "Amigos de Olivença" receberam Durão Barroso com apupos.
Quando Durão Barroso chegou ao local da cimeira ibérica, na Figueira da Foz,
tinha à espera um coro de protestos, aliás como já vem sendo habitual onde
quer que apareça em público.
O Primeiro-Ministro foi recebido com apupos pelos sindicatos da Função
Pública, dos Ferroviários, da União dos Sindicatos de Coimbra e também pelo
Grupo de Amigos de Olivença. A uma só voz, os sindicatos pediram melhores
condições de trabalho e denunciaram as tentativas de privatização dos
serviços públicos, por parte do Executivo.
Quanto aos Amigos de Olivença, querem que o Estado português estabeleça em
definitivo fronteiras com Espanha na região de Olivença, assumindo que a
localidade é portuguesa. Uma velha polémica de fronteiras que se vai
reacendendo nestas ocasiões.
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=148241&ed=3
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http://www.portugal-e-espanha.blogspot.com
.......último dia da XIX Cimeira Luso-Espanhola, na Figueira da Foz.
Em frente ao Centro de Artes e Espectáculos, onde pelas 11:30 chegavas as
comitivas dos dois primeiros-ministros, seis membros do Forum Olivença tinham
uma longa faixa com a singela frase: «Olivença é Terra Portuguesa».
O local era estratégico, mesmo à entrada e à saída do edifício. Quem
entrava ou saía via obrigatoriamente a faixa e lia o seu conteúdo.
.......
À chegada da comitiva portuguesa, uma figura destacou-se: o Ministro de
Estado e da Defesa, Dr. Paulo Portas. Respondendo a um gesto de cumprimento de
um dos membros do Forum Olivença, Paulo Portas, com um sorriso, acenou aos
manifestantes, depois de ter lido o texto da faixa.
À saída, depois das 13:30, poucos eram os membros das duas comitivas que
não voltavam a cabeça para ver a faixa. Por trás dos vidros escuros de uma
viatura apressada, quem lá esteve viu bem Aznar lendo a faixa. Ninguém pode
imaginar o que pensou: mas não andaremos longe da verdade se no seu íntimo não
terá pensado: «Olivença puede ser tierra portuguésa. Pero, despues de hoy,
Portugal es un poco más tierra española».......
Também à saída destacou-se o sorriso largo de Carlos Tavares, "el
ministro de los asuntos económicos españoles en Portugal". .......
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mluso 01:59 8 Novembro 2003 , ExpressoOnline
Cimeira Luso-Espanhola - Figueira da Foz
TERRITÓRIO DE OLIVENÇA É SOLO PORTUGUÊS
"O
Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) afixou nas grades policiais que delimitam o
perímetro de segurança do Centro de Artes e Espectáculos, onde decorre o
encontro, uma faixa onde afirma que "Olivença é terra portuguesa".
Em simultâneo, o Fórum Olivença distribui panfletos nos quais considera que
"Olivença é um território português, ilegalmente ocupado por Espanha"."
UM DIA OLIVENÇA VOLTARÁ PARA PORTUGAL,ASSIM COMO OS CUSTOS DE OCUPAÇÃO.
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07/Nov/2003
Diário de Notícias
Madrid e Lisboa evitam temas mais polémicosCARLOS ALBINO
A encenação política escolhida propositadamente por Durão Barroso e José María
Aznar é a do consenso e nesta XIX Cimeira Portugal-Espanha a decisão toma o
lugar da negociação, dispensando-se, por certo, qualquer actividade diplomática.
Aznar, que proximamente abandonará o Governo espanhol, despede-se assim em
grande do principal fórum do relacionamento Lisboa-Madrid.
Para que a despedida de Aznar fosse superiormente coroada, os
primeiros-ministros de Lisboa e de Madrid concertaram numa fórmula ontem
descrita por fonte governamental nestes termos: «Qualquer tema que poderia
criar problemas foi colocado para trás.»
Portanto, não são esperados passes de mágica na Figueira da Foz porque tudo foi
previamente acordado sem dificuldades de monta. Mesmo nos dossiers
técnicos que, à partida, poderiam suscitar algum diferendo ou mesmo «trabalho
diplomático» para as delegações das duas capitais, a Espanha pré-condicionou
faseadamente as opções portuguesas no sentido deste consenso que chega à
Figueira da Foz.
Alguma curiosidade, todavia, poderá ser suscitada pela reunião entre Teresa
Gouveia e Ana Palacio, de entre as onze reuniões de duplas ministeriais dos dois
países, movimentando uma revoada de perto de 200 funcionários. A notória
discrepância da posição de Lisboa face a Madrid quanto à Constituição Europeia e
aos rumos da próxima Conferência Inter-Governamental vai ser debatida entre as
duas ministras dos Negócios Estrangeiros e a questão também deve «ficar para
trás».
Ana Palacio tem uma forte personalidade, testada com as questões territoriais
com Marrocos e Gibraltar. Em matéria simpática com esta, Teresa Gouveia, longe
ainda de ser MNE, já mostrara alguma fibra quando questionou Jaime Gama em
Outubro de 2000, a propósito da Ponte da Ajuda/Olivença. Agora como MNE,
Teresa Gouveia evitou cavar qualquer protagonismo das Necessidades nas semanas
que antecederam a cimeira. Não será agora que vai tomar alguma iniciativa que
retire ou aumente brilho ao consenso e à despedida de Aznar.
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http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc>
07/Nov/2003
O Primeiro de Janeiro (Porto)
Cimeira da concórdia
A cimeira Luso-Espanhola arranca hoje, na Figueira da Foz, com Durão Barroso,
José Maria Aznar e mais de 20 ministros dos dois países. Até domingo, espera-se
consenso em pelo menos dois temas que têm dividido opiniões: o TGV e o Mercado
Ibérico de Electricidade.
A definição do traçado completo do comboio de alta velocidade (TGV) e o
arranque do Mercado Ibérico de Electricidade ficarão acordados na cimeira
Luso-Espanhola que se inicia hoje, na Figueira da Foz, garantiu fonte
governamental.
"Queremos uma cimeira positiva que demonstre o excelente entendimento que
existe entre Portugal e Espanha, e que mostre que, mesmo quando há problemas,
estes poderão ser resolvidos", afirmou a fonte.
Entretanto, o Governo poderá deixar cair» a ligação Aveiro-Salamanca-Madrid, em
detrimento da solução Faro-Sevilha, segundo fonte do Executivo, ontem citada
pelo «Jornal de Notícias». Noutro passo, a revista «Visão» anunciava ontem que
Portugal e Espanha deverão formalizar este fim-de-semana que a ligação
Porto-Vigo estará pronta em 2009 e a de Lisboa-Badajoz-Madrid no ano seguinte.
Electricidade
O arranque do Mercado Ibérico de Electricidade "até 2006" será outro dos
temas em destaque na cimeira Luso-Espanhola, nomeadamente no que respeita aos
prazos de início de cada uma das vertentes do projecto. Os dois governos deverão
acordar na criação de um «reservatório» integrado de energia eléctrica em
Portugal e Espanha, que permita fazer face a eventuais situações de
estrangulamento em relação ao resto da Europa.
A cimeira, a realizar-se no Palácio Sotto Maior, onde se reunirão ainda, para
além dos chefes de Governo, mais de 20
ministros dos dois países, arranca depois de críticas de Jorge Sampaio.
Terça-feira, o Presidente da República esteve em Madrid, onde chamou a atenção
para o que apelidou de proteccionismo espanhol, em claro prejuízo dos
empresários portugueses. O Governo desmarcou-se, no entanto, das críticas do
chefe de Estado, estranhando o «timming» presidencial: tão próximo de uma
cimeira Luso-Espanhola para onde se parte sem litígios.
Paralelamente, o Grupo dos Amigos de Olivença enviou cartas abertas aos líderes
dos governos da península apelando à resolução da "Questão de Olivença". Segundo
o grupo, "Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território
e considera o mesmo, de jure, português". "O Grupo dos Amigos de
Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que tornem público o seu
apoio à defesa da Olivença Portuguesa" apelam os organizadores desta
iniciativa.
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http://www.portugaldiario.iol.pt/noticias/noticia.php?id=147887
Amigos de Olivença escrevem a Durão e Aznar
Portugal Diário, 06-11-2003 16:08
Apelam ao debate sobre a disputa desta região, no âmbito da cimeira Ibérica
O Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) anunciou hoje que enviou uma carta aos
chefes de Governo português e espanhol a apelar ao início das conversações sobre
a questão da disputa de Olivença, no âmbito da cimeira Ibérica.
"Nós sabemos que esta questão não vai ser discutida na cimeira, que se
inicia sexta-feira na Figueira da Foz, mas consideramos que é uma boa
oportunidade para os responsáveis iniciarem conversações que conduzam à solução
justa do litígio em torno da soberania de Olivença", disse à Agência
Lusa o presidente do GAO.
Na missiva, enviada quarta-feira e a que a Lusa teve acesso, o GAO refere que a
"existência política da questão de Olivença e os prejuízos que traz ao
relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural
frontalidade, isto é, que seja inscrita, sem subterfúgios, na agenda diplomática
Luso-Espanhola".
"Este é momento propício para lembrar que Portugal está atento a esta
questão e que está à espera de um sinal de Espanha", afirmou António
Marques, frisando que não há nenhuma manifestação dos Amigos de Olivença
agendada para os dias da cimeira, sexta-feira e sábado.
O Grupo dos Amigos de Olivença aguarda que o Estado espanhol reconheça
publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras de Olivença, que o
Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na
resolução da questão de Olivença, lê-se ainda na missiva.
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Forum Olivença
Comunicado
XIX Cimeira Luso-Espanhola
Carta enviada à Ministra dos Negócios Estrangeiros
Aproximando-se a realização da XIX Cimeira Luso-Espanhola, que decorrerá nos
dias 7 e 8 de Novembro, na Figueira da Foz, o Forum Olivença escreveu à Ministra
dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
Sendo possível que seja abordado o problemático assunto da reconstrução da Ponte
de N.ª Sr.ª da Ajuda, que liga Elvas a Olivença, o Forum Olivença lembrou à
actual MNE o Requerimento que em 19 de Outubro de 2000 a deputada Teresa
Patrício Gouveia, preocupada com a possibilidade de a Espanha vir a reconstruir
este monumento, dirigiu ao então MNE, Dr. Jaime Gama, solicitando informações
sobre o facto e questionando se, relativamente a Olivença, "houve alteração da
posição portuguesa no plano jurídico-diplomático".
Por ironia da História, o problema da Ponte está agora nas mãos da antiga
deputada e a censura que então dirigiu ao MNE Jaime Gama pode agora cair sobre
si se não tomar a decisão que a honorabilidade de Portugal impõe e que o Direito
Internacional e o Direito Português exigem.
O Forum Olivença afirmou à Dr.ª Maria Teresa Pinto Basto Gouveia que "a
dignidade de Portugal e a conservação dos nossos direitos sobre Olivença não
consentem senão uma decisão coerente com a resolução do Ministro dos Negócios
Estrangeiros Dr. Durão Barroso em 1994 e consentânea com o Requerimento da
deputada Teresa Patrício Gouveia em 2000": o encerramento de quaisquer
negociações com Espanha sobre o assunto da Ponte, recusando completamente o
envolvimento de Madrid num empreendimento que visa apenas, de forma
maquiavélica, obter o reconhecimento pelo Estado português de que o Guadiana
constitui limite entre os dois países e de que Olivença é território espanhol.
Sobre este assunto, recordamos aos senhores jornalistas que, no início do ano, o
Ministério do Fomento espanhol tomou ilegalmente de assalto aquele monumento
português, empreendendo nele uma monstruosa obra de restauro em cimento, apesar
da falta de autorização do IPPAR num primeiro momento, e desrespeitando
posteriormente o Parecer negativo emitido por esta entidade. Neste momento a
obra encontra-se suspensa. Mais pormenores sobre o problema podem ser
consultados na nossa "página" na Internet.
06/11/2003
A Coordenação
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TSF. 20:00
http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF133571
06 de Novembro 03
PORTUGAL ESPANHA
Figueira da Foz acolhe cimeira ibérica
A definição do traçado do comboio de alta velocidade (TGV) e o
arranque do Mercado Ibérico de Electricidade são os temas centrais da
cimeira luso-espanhola que decorre, sexta-feira e sábado, na Figueira
da Foz.
(...)
O Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) não deixa passar a oportunidade
de ver Durão e Aznar juntos e apelou, numa carta enviada aos chefes
de Governo português e espanhol, ao início das conversações sobre a
questão da disputa de Olivença.
www.olivenca.org
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06/Nov/2003
Grupo dos Amigos de Olivença
Comunicado
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o
Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o
Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma
carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a
soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure,
português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em
Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o
conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois
Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites
entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das
chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos
autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar,
Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo
abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade
política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que
«mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do
território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior
Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos
de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto
Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses
sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza,
desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos
no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é
certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes
da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de
Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de
esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao
relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural
frontalidade, isto é, que seja inscrita - sem subterfúgios - na agenda
diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em
causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros
interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados
não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal)
consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a
artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços
políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de
aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que,
sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é
chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática
peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os
dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo
Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos
de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de
tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a
ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português
sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da
Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes
que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o
seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa - Tlm. 96 743
17 69 - Fax. 21 259 05 77
www.olivenca.org -
olivenca@olivenca.org
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