Olivença e o CIA Factbook
Como é óbvio os espanhóis não gostaram. O governo português, como também é óbvio, fez de conta que não reparou.
É que cá em Portugal, um político pode assassinar a mãe, dedicar-se a práticas pedófilas, meter ao bolso o Orçamento de Estado, etc., que não há problema de maior.
O que é realmente grave é referir qualquer problema com Espanha, isso não!
Acho mesmo que do ponto de vista espanhol a região da península Ibérica que menos problemas causa a Madrid é Portugal. Como eles gostariam que bascos os catalães se portassem como o governo português se porta.
Bom, mas voltemos ao CIA Factbook.
Fui ver a edição deste ano da tal obra (consultar aqui).
Qual é o meu espanto quando descubro que esta disputa internacional desapareceu. Portugal já não tem disputas internacionais.
Isto pode não ser muito grave, o que é grave é saber porque é que o tema desapareceu. Influências do Governo Espanhol? Francamente não sei, mas que gostava de saber, lá isso gostava.
http://cabalas.blogspot.com/2006/03/olivena-e-o-cia-factbook.html
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Disputes - international: |
CIA - Factbook
Last updated on 29 March, 2006 -
http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/sp.html
In 2003, Gibraltar residents voted overwhelmingly by referendum to remain a British colony and against a "total shared sovereignty" arrangement while demanding participation in talks between the UK and Spain; Spain disapproves of UK plans to grant Gibraltar greater autonomy; Morocco protests Spain's control over the coastal enclaves of Ceuta, Melilla, and the islands of Penon de Velez de la Gomera, Penon de Alhucemas and Islas Chafarinas, and surrounding waters; Morocco serves as the primary launching site of illegal migration into Spain from North Africa; Portugal does not recognize Spanish sovereignty over the territory of Olivenza based on a difference of interpretation of the 1815 Congress of Vienna and the 1801 Treaty of Badajoz.
And what was first said on 14 Sept 2003
Transnational
Issues Spain
Disputes - international:
Gibraltar
residents vote overwhelmingly in
referendum against "total shared
sovereignty" arrangement worked out
between Spain and UK to change
300-year
rule over colony; Morocco protests
Spain's control over the coastal
enclaves of Ceuta, Melilla, and
Penon de Velez de la Gomera, the
islands of Penon de Alhucemas and
Islas Chafarinas, and surrounding
waters; Morocco
also rejected Spain's unilateral
designation of a median line from
the Canary Islands in 2002 to set
limits to undersea resource
exploration and refugee
interdiction; Morocco allowed
Spanish fishermen to fish
temporarily
off the coast of Western Sahara
after an oil spill soiled Spanish
fishing grounds;
Portugal
has periodically reasserted claims
to territories around the town of
Olivenza, Spain.
(Nothing more!)
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Alconchel, Já foi português...
"Durante el reinado del lgran Emir Abd-Al-Raman (822-852) se construyo una fortaleza para la defensa del territorio..."
"La fortaleza persistio sea de una forma o de otra hasta 1166, cuando Giraldo Sempavor (sin miedo) Alferes del Rey portugues Don Alfonso Enriquez conquista el castillo al los arabes, segun se indica en la cronica Lusitana, y aprovechando la noche conquisto la ciudad de Evora. El conquistador y sus companeros se la ofrecieron al Rey don Alfonso I de Portugal. Al poco tiempo tomo Moron, Serpa, Y el castillo de Coluchio. En 1170 ante la pretension de Giraldo de conquistar Badajoz, hizo que Fernando II de Leon, se uniera con los Almohades, para combartirle, con su derrota, permitio que el resto de las fortalezas seguieran en manos leonesas."
"Al pasar Alconchel a manos de Fernando II de Leon, la entrega a la Orden de Santiago. En 1174 el Caudillo Almohade Abu-Yacub conquista la fortaleza de Alconchel..."
"Sera Alfonso IX de Leon quien impulsa la conquista de estas tierras y su hizo Fernando III.." (??)
"Fue causa de disputas entre los reyes de Portugal y Castilla, hasta que en 1264, una comision que representaba los intereses de ambas las coronas, hizo un deslinde,(??) pasando a pertenecer a la corona de Castilla, mas tarde (??) quedo en las manos del Orden del Temple."
Tras la disolucion del Orden del Temple su posesiones empezaron a caer en las manos de los nobles. Alconchel pasa al Rey portugues en 1311 y en 1313 se encuentra en las manos de un tal Martim Gil Sousa. En 1343 Alfonso XI de Castilla-Leon, entrega (??) la villa en cambio de un prestamo aunque este no se hizo efectivo; seria despues el Infante Don Sancho, hijo bastardo de Alfonso XI y de Isabel de Guzman, quien recibe todo el senorio en el que se encuentra la villa de Alconchel."
&
..."En la etapa medieval el lugar fue poblado inicialmente por Alfonso I de Portugal, pasando a mediados del siglo XIII a poder de Castilla (???) bajo la Orden del Temple, para volver otra vez a Portugal en 1445, y más tarde de nuevo a Castilla."
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Portugal Afirma: 09 de Dezembro de 2005
(carta escrita à Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença)
"Encarrega-me S Exa o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de agradecer a carta de V Exas datada de 16 de Novembro passado.
No que se refere ao objecto da carta, asseguro a V Exas que não existe qualquer alteração na doutrina seguida pelo governo português relativamente ao território de Olivenca, conforme confirmada pela Constituição da República Portuguesa de 1976.
Com os melhores cumprimentos,
O Chefe de Gabinete
(Bernardo Ivo Cruz)
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"Os
portugueses são um povo estranho. (...)
Queixam-se mas resignam-se. Lutam pouco
pelos seus direitos. Raramente confrontam
directamente os seus adversários. Não
gostam de 'questões fracturantes'. E o que
pensam mesmo, bem lá no fundo, sobre as
questões verdadeiramente importantes
raramente o dizem em público. São
combativos profissionalmente mas não
levantam um dedo para ajudar a fazer
melhor."
Inês Serra Lopes, "Independente",
13-04-2006
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(This article was previously published on 15/April/2004)
15 April - Portuguese Troops Win Back
Olivença
British Betrayal
The French forces who had booted out the Spaniards in January without firing a shot had now surrendered to the Allies. The Portuguese 9th brigade, composed of infantry regiments 11 and 23, and Caçadores 7 entered the town through the São Francisco Gate. The Portuguese flag flew once more over its 40 metre Torre de Menagem, built in 1486 in the reign of King Joao II. Olivença, founded by the Portuguese Templars, always Portuguese from the times of the Christian reconquest had been reunited to Portugal. The 7,000 plus Portuguese population were overjoyed and could finally celebrate their freedom both from French and Spanish occupation.
Unexpectedly, later that day, in one of the most bizarre twists of military decisions in history, word came from Lord Wellesley, Duke of Wellington, the British Commander of all the Allied Armies in the Iberian Peninsula. The Portuguese garrison were ordered to leave Olivença, to be replaced with Spanish forces. This was done by someone of high ranking authority, who made the tricky promise that "at the end of the war the handing over of the town to Portugal will be dealt with". As Olivença had been taken from the French, and not one Spanish soldier had taken part in either the siege or its recapture, this promise was believed.
Spanish Betrayal
With the war over, the European powers set about sorting out the upheaval created by Napoleon's imperialistic ambitions. By the Treaty of Paris 1814, all treaties made during the war were made null and void and borders to return to 1793. This makes the occupation of Olivença illegal, and its systematic colonisation an affront to the international community.
Today, Spain does not abide by its international agreements and publicly dishonours one of its most illustrious sons, Count Fernan Nuñez y Barajas who solemnly signed and ratified the Great Peace Treaty of Vienna 1815, on behalf of his government.
Spanish generals and historians know and undestand the consequences of entering Olivença under those conditions and unjustly taking possession, not having done anything to merit such a reward. Sadly, they pretend not to have knowledge of this fact, and still seek to justify by whatever means, its military jurisdiction over Olivença.
Portugal and its people wait and hope for law and justice to prevail in this beautiful corner of the world, for imperialism and terrorism to fail, so that real peace be given a chance.
Rui A M da Silva
Olivença - Portugal Livre (OPL)
www.portugal-livre.00freehost.com
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4-Abril-2006)
OLIVENÇA ("O DIABO")
Como cidadão português, queria manifestar aos senhores jornalistas e demais pessoas que trabalham na área da comunicação social o desejo de que neste ano de 2006 possam dedicar algum tempo e espaço à questão de Olivença, terra portuguesa ilegalmente ocupada por Espanha desde 1801, por forma a acordar este país de uma anestasia que alguns portugueses com responsabilidades ao mais alto nível continuam a alimentar, simplesmente não fazendo nada ou, pior ainda, como sucedeu recentemente, passando mensagens a Espanha de que está tudo bem nas rela ções com Portugal e referindo-se com agastamento às acções de alguns cidadãos que corajosamente ainda se vão manifestando pela causa da retrocessão daquela parcela de Portugal.
Revejam-se a propósito as declarações proferidas por um cidadão, que foi até há pouco tempo a mais alta figura do Estado Português, ao participar num debate com um conhecido político espanhol: "...devemos ter uma boa relação com o Governo Central Madrileno, não apostar em dificuldades territoriais que me parecem ser um erro dramático de percepção - há uma ou outra pessoa que gosta disso - e felizmente que em geral em Portugal nós queremos que as coisas funcionem bem a todos os níveis".
Com amigos destes por cá, e se todos nos acomodarmos, bem pode a Espanha estar descansada em relação à questão de Olivença, tendo fundadas raz ões para a julgar morta e enterrada, o que lhe permitir á negociar mais tranquilamente com a Grã-Bretanha o problema de Gibraltar, sem receio de que Portugal possa finalmente reagir e seguir-lhe o exemplo, exigindo a devolução do que é nosso.
(...)"La siesta" é uma "instituição" nacional espanhola, mas é em Portugal que se tem andado a dormir demasiado em relação a Olivença. Que o ano de 2006 faça a diferença. Haja quem queira.
Custódio Henriques SACAVÉM
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A QUESTÃO DE OLIVENÇA
OS ARGUMENTOS
Há quem, no que toca à discussão de problemas relacionados com a Questão de Olivença, acuse a Espanha de "abertura", e os polemistas portugueses de estreiteza de pontos de vista.
Esta "imagem", repetida até à exaustão, encontra eco mesmo em meios portugueses... que chegam a proclamar que é Portugal que não quer discutir seriamente o litígio de Olivença, em contraste com os meios espanhóis, que, além de artigos, até publicam livros sobre o tema. E bastantes.
Há aqui uma evidente confusão entre qualidade e quantidade. Com raras excepções, os livros e artigos espanhóis contêm quase sempre argumentos que, se analisados com um mínimo de seriedade, se revelam quase ridículos.
Refiram-se alguns dos mais comuns e menos consistentes, deixando outros de maior ponderação para outras análises.
Assim, ouve-se dizer que a Reclamação de Olivença por Portugal não é feita na O.N.U., nem por um Departamento Oficial do nível, por exemplo, do Ministério dos Negócos Estrangeiros, mas sim por uma "misteriosa" instituição chamada "Comissão Internacional de Limites (C.I.L.).Este argumento, quase hilariante, acaba por revelar-se ofensivo, pois a C.I.L. é UM DEPARTAMENTO OFICIAL do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a ele subordinado. Não se deixando isto bem claro, pressupõe-se que existe no Estado Português um departamento que tem actividades subversivas, funcionando à margem do Conjunto Ministerial/Governamental.
Muitas vezes, é dito que a Reclamação de Olivença é sustentada apenas por "doidos" e "chanfrados", o que leva à curiosa conclusão que desde 1815 a Diplomacia Portuguesa tem sido sustentada por malucos.
Um argumento que parece estar a tornar-se mais e mais vulgar é o de que, em 1297, pelo Tratado de Alcañices, a "Espanha" foi "enganada" e Olivença passou a ser um território espanhol ocupado por Portugal até ser libertado, em 1801, e voltar, de certa maneira, à Pátria-Mãe.
Por esta lógica, Olivença quase se transforma numa ocupação abusiva que durou quase seiscentos anos. Tudo isto é ridículo, e por várias razões. Para começar, a definição de fronteiras de 1297 foi mútua, e livremente consentida, depois de inúmeros conflitos anteriores, entre Portugal e Castela ( e não Espanha, que não existia...). Em segundo lugar, Olivença era então uma aldeia. Após Alcañices, tratado em que se viram envolvidas várias povoações, houve troca de populações, e a fronteira estabilizou-se. Só então cresceram os povoados em clima de Paz, e foi dada Carta de Foral a vários, entre os quais Olivença. A Espanha não colocou a Terra das Oliveiras nos seus domínios durante a União Ibérica (1580-1640), e sabe-se que, na Guerra da Restauração, a população local abandonou em massa a localidade quando esta esteve ocupada (1657-1668).
Talvez a melhor maneira de se compreender a ilogicidade deste argumento esteja na construção de um cenário de ficção. Assim, imagine-se que, por uma causa qualquer, Valência de Alcântara, que já foi portuguesa e que foi cedida a Castela no mesmíssimo Tratado de Alcañices de 1297, ficava sob domínio português, legal ou ilegalmente, em 2006. Que lógica teria alguèm dizer que Portugal RECUPERARA a localidade, que teria estado OCUPADA durante oitocentos anos ? Depois de oito séculos de indiscutíveis vivências históricas, políticas, culturais, económicas, e outras, castelhanas/espanholas, seria absurda e completamente infundamentada uma tal maneira de equacionar a situação.
De qualquer forma, o argumento da "recuperação" de Olivença por Espanha em 1801 leva a que se usem termos como "reintegração", "regresso", e outros de igual carga simbólica e patrioteira. E esses termos são quase sempre adjectivados com adjectivações como "definitiva", ou "indiscutível", e por aí fora... para que não restem dúvidas a quem lê ou quem ouve tais "análises". E, como que em cumplicidade, alguns historiadores e comentadores PORTUGUESES não hesitam, quando escrevem sobre a Guerra das Laranjas de 1801, em dizer que Olivença se perdeu então PARA SEMPRE. Bastaria que se informassem um pouco melhor para ficarem a saber que é uma posição OFICIAL do Estado Português que Lisboa não considera o assunto encerrado e que encara Olivença como território legalmente português !
Argumenta-se também que a União Europeia pôs fim a tais questões. Para além de ser evidente que não é assim que a Espanha encara a Questão de Gibraltar, realce-se também que está excluída uma outra lógica: a de que a criação da União Europeia, pela sua própria natureza, que tanto se apregoa ser democrática, abre caminho para uma resolução pacífica para este tipo de problemas. Assim é defendido a propósito do Ulster (Irlanda do Norte), do Tirol do Sul (Itália/Áustria), e de outras situações pontuais.
Outra opinião muito ventilada consiste em afirmar que Olivença era um enclave português em Terras de Espanha. E, na verdade, assim era um pouco. Todavia, não era o único... e existem enclaves espanhóis rodeados por Terras de Portugal. Basta pensar em Cedillo, não longe do Tejo, que parece separar os distritos lusos de Portalegre e Castelo Branco. Por outro lado, há muitas maneiras de observar uma fronteira irregular. Também se podiam encarar Cheles e Alconchel, até 1801, como enclaves espanhóis entre as regiões portuguesas de Olivença e Moura.
Este argumento é, pois, uma triste actualização da Geopolítica da primeira metade do Século XX... doutrina que serviu às mil maravilhas os expancionismos Mussoliniano e Hitleriano... que consideravam ser seu dever lógico anexar territórios que punham em causa a continuidade geográfica da Itália e da Alemanha. De notar que essa continuidade geográfica era interpretada muito "livremente"...
Aliás, há por toda a Europa vários casos de territórios que constituem enclaves de vários tipos...justificados, evidentemente, por razões históricas diversas. Raras vezes são contestados, pelo menos não com base no facto de constituírem "intrusões" territoriais incómodas. Aliás, sustentar tais argumentos é perigoso para Espanha, já que detém um enclave (Llivia) no Rossilhão francês que não tem qualquer ligação física com o resto da mesma Espanha.
Pelo menos uma vez ( e para finalizar...) ouviu-se, numa Conferência com cobertura jornalística, e segundo o texto publicado nos jornais de Badajoz, a surpreendente afirmação de que eram realizações de carácter civil que caracterizavam a presença espanhola em Olivença, em contraste com as realizações monumentais de carácter militar que caracterizavam a "etapa" de soberania portuguesa. Tais afirmações convertem a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Igreja da Madalena, os Conventos de São João de Deus e de São Francisco a Misericórdia, e o Palácio dos Marçais,
entre outros exemplos, em construções... militares (!!!) .
Haja paciência !
Estremoz, 25-Março-2005
Carlos Eduardo da Cruz Luna, ESTREMOZ
Arquivos/Archives 2006
Março - "AS SENSIBILIDADES NACIONAIS NÃO PODEM VIOLAR AS REGRAS DO MERCADO INTERNO EUROPEU"
Fevereiro - (Olivença)O NOVO PRESIDENTE E A DIFERENÇA PROMETIDA
Janeiro - Olivença:um colonialismo esquecido
Arquivos/Archives 2005
Dezembro - QUESTÕES DE SOBERANIA
Novembro - MAIS UMA CIMEIRA IBÉRICA
Outubro - XV Cimeira Ibero-Americana
Setembro - 708 anos sobre o Tratado de Alcanices
Agosto - Olivença pelos Ares
Julho - ERRO HISTÓRICO
Junho - PONDEROSA QUESTÃO DE ESTADO
Maio - A Espanha não é um país amigo!
Abril - FACE AO COMPLEXO DO «COMPLEXO ANTI-ESPANHOL»
Março - "CONTRA OLIVENZA"
Fevereiro - Olivença: A Espanha, tem Vergonha!
Janeiro - "...A Questão de Olivença Continua Actual..."
Arquivos 2006 2005 2004 & 2003
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Dezembro - «Compilação de Elementos para o Estudo da Questão de Olivença».
Novembro - A Questão de Olivença está pendente desde 1815: De quanto tempo mais é que precisam?
Outubro - GRAVE VIOLAÇÃO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Setembro - Grupo de Amigos de Olivença queixa-se das autoridades espanholas
Agosto - Mapas de Portugal com Olivença e Gravuras Antigas de Portugal
Julho - "Acordem Portugueses: Olivença é Nossa!"
Junho -
Parlamento pede ao Governo esclarecimento
da posição oficial sobre Olivença
Maio -
USURPAÇÃO DE OLIVENÇA: OFENSA À CULTURA E À LÍNGUA
PORTUGUESAS!
Abril - Trindade e Olivença
Março - Haverá um perigo espanhol?
Fevereiro - Olivença: Crime Contra a Humanidade!
29/Dez/2003 - 31/Jan/2004 - "OLIVENZA ES HOY EL ÚNICO TERRITÓRIO EN DISPUTA"
Arquivos/Archives 2003
08/Dez/2003 - 28/Dez/2003 - Sobre a Anexação de Portugal pela Espanha...
01/Dez/2003 - 07/Dez/2003 - Olivença é Portugal!
10/Nov/2003 - 30/Nov/2003 - "¿Ocupación ilegal de Olivenza?"
03/Nov/2003 - 09/Nov/2003 - Cimeira luso-espanhola
27/Out/2003 - 02/Nov/2003 - "...una cosoberanía sobre Olivenza"
20/Out/2003 - 26/Out/2003 - "Ceuta, Melilla, Gibraltar, Olivenza"
29/Set/2003 - 05/Out/2003 - Olivença, Espanha e a CIA
22 /Set/2003 - 28/Set/2003 - Os Espanhóis é que «descongelam» Olivença
15/Set/2003 - 21/Set/2003 - A CIA Anima o Aniversário do Tratado de Alcanizes
01/Set/2003 - 07/Set/2003 - Declarações de Martins da Cruz e as deturpações espanholas
19/Ago/2003 - 31/Ago/2003 - A Velha Ponte da Ajuda
01/Ago/2003 - 18/Ago/2003 - Batalha de Aljubarrota
03/Jul/2003 - 22/Jul/2003 - Lisboa Recebeu Reunião Luso-espanhola para Discutir Ponte da Ajuda
24/Fev/2003 - 02/Jul/2003 - Portugal Rejeitará Sempre o "Facto Consumado"
Arquivos/Archives 2002 & 2001
(em breve/soon) - Por enquanto encontram-se varios artigos ao clicar as paginas no fim desta/Meanwhile various articles are to be found by clicking the pages at the bottom of this one.
The Dispute over Olivença
http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza - gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)
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18-09-2003
Constantemente cuando se trata la
cuestión de Olivença aparecen
demagogos haciendo menciones sobre
el interés general o la voluntad de
los oliventinos.
1.- Lo que aquí está en litigio es
la administración del territorio de
Olivença, y no su propiedad, ni la
nacionalidad de sus habitantes.
España al firmar el tratado de Viena
reconoció y dejó bien claro que era
territorio portugués, por lo tanto
NO HAY NADA MÁS QUE HABLAR en lo que
a este punto se refiere. Sin
embargo, lo que aún está pendiente
es que españa cumpla su palabra y
devuelva la administración del
territorio a Portugal.
2.- Portugal no pretende ser dueño
del destino ni de la vida de los
oliventinos, ya que estos son muy
libres de optar por la nacionalidad
que les dé la gana y vivir en
Olivença de acuerdo con ello.
Igual que hoy en día hay españoles
que viven en Lisboa también puede
haber españoles que vivan
perfectamente en la Olivença
portuguesa como ciudadanos de la
Unión Europea.
3.- Estoy completamente seguro de
que la primera generación que nazca
en Olivença tras su devolución (administrativa)
a Portugal, abrazará la nacionalidad
portuguesa por una simples cuestión
de identidad histórica, y todo ello
sin necesidad de recurrir a los
métodos excluyentes y represivos que
españa ha utilizado durante estos 2
siglos con los oliventinos
portugueses.
4.- Soy consciente de que la actual
población española de Olivença está
muy sensibilizada con respecto a
todo esto, pero deben entender que
el único responsable de esta
situación es el estado español que a
lo largo de estos 2 siglos ha ido
retrasando la INEVITABLE devolución
administrativa del territorio
intentando especular con el futuro
de Portugal y su capacidad para
poder reclamar sus legítimos
derechos.
5.- Es increíble ver hasta donde
puede llegar hipocresía y el cinismo
para defender lo que a uno le
interesa o lo que su orgullo le hace
creer que es justo.
Aquí aparece una pobre criatura
llamada Florencio que empieza a
desvariar con conceptos místicos
sobre la “Europa de la Restauración”
como si ello fuera un “borrón y
cuenta nueva” sobre los derechos de
los países o naciones. Quizás este
señor debería saber que Portugal, al
contrario de los demás países de
Europa, en su formación ya era una
nación que representaba un mismo
pueblo, una misma cultura, una misma
identidad.
Otra cosa que dice este señor es que
el tratado de Viena no tiene vigor
porque europa no se gobierna por el
absolutismo.
Precisamente lo que hizo el tratado
de Viena fue poner freno y orden al
absolutismo que Napoleón y sus
afrancesados amigos españoles (Godoy)
trataron de hacer. La mayor prueba
de absolutismo es negarse a cumplir
el derecho internacional pasándose
en la fuerza. (¡Menudo alarde de
cinismo, sr. Florencio!).
Con respecto a la historia de
Olivença le encomiendo a que se
informe mejor, pero para su
información, la ciudad de Olivença
fue fundada por unos caballeros
cruzados portugueses sobre un
territorio que les fue cedido por el
rey de castilla por haberle ayudado
en su guerra contra los musulmanes.
Pero esto ya es historia y yo estoy
hablando de derechos legales.
RUI
"Libro de visitas de olivenzavisual"
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Outras Notícias/Other News
Neste Mês de Abril /This Month in April
2004
A Questão de Olivença
António Bandeira Oliveira
Passada mais uma longa hibernação, a questão de Olivença volta à tona de agua. Desta vez, não parece querer apenas restringir-se à costumada discussão académica, inócua e inconsequente, mas, ao invés, promete agitar as margens de ambos os lados, que, tranquilamente, se preparavam já para dormir o sono dos justos.
O contencioso fronteiriço entre Portugal e Espanha, tendo por base a disputa de pertença do território de Olivença (os marcos não existem naquela zona da fronteira), tem-se arrastado ingloriamente desde há cerca de 193 anos, sem que se vislumbrasse nalguns deles a coragem e a determinação de encarar frontalmente um problema que às duas nações diz respeito.
A periclitante situação que se vivia no país em princípios do séc. XIX, debilitado pela sanha devastadora das invasões napoleónicas provocando a fuga da Corte para o Brasil, a que se seguiram os avanços e recuos da Revolução Liberal, constituiu razão poderosa e impeditiva que obstou a que Portugal, logo após a Convenção de Viena de 1815, recuperasse o território que, ilegitimamente e pela força das armas, lhe tinha sido extorquido pelo ignóbil Tratado de Badajoz de 1801. O nosso país, aliás, tem patenteado ao longo do tempo uma humilhante postura de fraqueza crónica e de servilismo cortês face a Espanha, inibindo-se por isso de dialogar com firmeza e de igual para igual com o seu parceiro espanhol.
Depois da precipitada e anacrónica intervenção do Almirante Pinheiro Azevedo (1982), ele, um homem temperamental e impulsivo, nunca mais a questão oliventina havia sido debatida ou sequer aflorada. Assunto incómodo, certamente, pois nunca é oportuno nem conveniente molestar o poderoso vizinho com um "problema de somenos importância", para mais, já anquilosado pelo correr do tempo e da História!
Foi em Maio de 1992 que no programa "Contradições", emitido pelo Canal 2, da RTP, se voltou a debater e a falar sobre a mais polémica "terra portuguesa" - Olivença. A televisão estatal, num dos seus raros projectos culturais, teve um rasgo feliz ao promover uma mesa-redonda em torno da questão, fazendo lembrar aos portugueses que existe um grão de areia a emperrar a fraternidade ibérica (o programa apenas teve, aliás, como já vem sendo habitual, o senão de ser transmitido a horas tardias e inconvenientes).
Mais recentemente, Olivença voltou a levantar acesa polémica, cá, mas principalmente lá, pelo facto de o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter em boa hora revogado um discreto acordo assinado em 1990 por autoridades portuguesas e espanholas, tendo como objectivo a reconstrução da ponte manuelina da Ajuda, a qual liga a cidade de Olivença à aldeia do mesmo nome, na margem direita do Guadiana.
A revogação ministerial assentou no facto evidente e inequívoco de que o Governo português não reconhece a soberania espanhola num território que, à face da Lei Internacional, é português, mas que à revelia de todos os tratados e acordos é abusivamente administrado por Espanha.
Finalmente, em Março passado, numa atitude sem precedentes no que se refere ao problema, Portugal decidiu-se a financiar a execução da obra na sua totalidade, disponibilizando para o efeito verbas do plano comunitário INTER-REG. O Governo de Felipe Gonzalez foi compelido a aceitar a posição portuguesa, pois não dispõe nem nunca dispôs de argumentos que pudessem pôr em causa a vetusta legitimidade portuguesa sobre o território oliventino.
Diplomaticamente e de uma assentada, sossegaram-se os oliventinos e salvaguardou-se a posição do Estado relativamente a Olivença.
Mas, é agora, a partir da posição acertadamente tomada, que o Governo português assumirá a grande e ao mesmo tempo dignificante responsabilidade de defender uma postura séria sobre o assunto, convidando para o diálogo o seu homólogo espanhol. De outra maneira, não se compreenderia a posição atrás assumida.
Há que, de uma vez por todas, resolver a questão, colocando ponto final num litígio que ano engrandece nem dignifica nenhuma das partes envolvidas. Aconteça o que acontecer no futuro, nunca se deverão perder de vista os interesses e a situação de algum modo privilegiada da população oliventina. Olivença é e será, indubitavelmente uma terra aberta a duas línguas e a duas culturas. A História assim o quis e a realidade actual comprova-o inteiramente.
No entanto, a manter-se a presente situação, a cultura portuguesa corre sérios riscos de um apagamento total, motivado, por uma lado, pelo processo de aculturação forçado e incentivado pelas autoridades espanholas e, pelo outro, pelo desinteresse e falta de apoios dos organismos portugueses. Daí, a necessidade urgente de solucionar o diferendo, para que ano se torne a cair no ridículo de se assinarem acordos desconhecendo (aparentemente) a situação jurídica do contencioso, para algum tempo depois a mesma governação ser obrigada a indeferir os mesmos por se ter detectado uma situação anómala.
2003
Denúncia criminal
contra obras em ponte
18 April
Tópico: Património
O Grupo dos Amigos de
Olivença vai entregar terça-feira na Procuradoria
Geral da República, em Lisboa, uma denúncia criminal.
Em causa estão as obras em curso na ponte de Nossa
Senhora da Ajuda, margem direita do Guadiana,
trabalhos num imóvel de interesse público que esta
associação diz não estarem autorizados.
O Grupo dos Amigos de Olivença já requereu ao Tribunal
Judicial de Elvas uma providência cautelar que
determine a imediata suspensão dos trabalhos, a
retirada das instalações já efectuadas e a reposição
do local no seu estado anterior.
Esta associação entende verificar-se a prática de
ilícitos criminais, imputáveis, designadamente, aos
ministro do Fomento, director-geral de Estradas e
sub-director geral de Arquitectura espanhóis, aos
administradores da empresa construtora e também a
titulares de órgãos da administração portuguesa.
A denúncia a apresentar, garantem, contém toda a
informação recolhida até ao momento pelo Grupo.
Jornal de Noticias - 18/04/2003


"Crer e Querer para Vencer"












