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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  Ainda hoje a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu,  todo o nosso país. 

Mesmo em 2005, continua vivo, sempre à moda castelhana, a política imperialista de Madri.

Notícias de Olivença  Janeiro 2006

Portugal - 'de Jure'  Fronteira/Border

 

 22 de Janeiro de  2006
   
 JORNAL DAS FREGUESIAS (em versão digital)

Olivença: um colonialismo esquecido 

   
 Em 27 de Fevereiro de 1801, a Espanha, com o apoio francês, declarava Guerra a Portugal. Logo em 20 de Maio, Olivença capitulava, sem combate, enquanto Campo Maior resistiu com bravura dezoito dias, e Elvas não se entregou. Em 6 de Junho de 1801, portanto após pouco mais de um mês de Guerra, era assinada em Badajoz a paz, que punha termo à ironicamente chamada Guerra das Laranjas, nome que lhe foi dado em virtude do Primeiro Ministro Espanhol, Manuel Godoy, ter enviado para Madrid alguns ramos de laranjeiras... que foi tudo o que conseguiu arrebatar nos arredores de Elvas!

Nascia assim, há duzentos anos, a Questão de Olivença.
O Tratado de Badajoz, de que os Historiadores espanhóis só costumam citar o Artigo 3º, desde logo foi violado por falta de concordância da França e, igualmente, porque, prevendo a cedência de Olivença e do seu Termo, não contemplava a entrega da aldeia de Vila Real a Espanha, apesar desta se situar na margem esquerda do Guadiana, por esta pertencer ao Conselho de Juromenha. E, contudo, foi o que se verificou.
Contavam muitos oliventinos e portugueses em geral que, à semelhança de Guerras anteriores, tudo voltasse à situação anterior. Enganavam-se, desta vez...

Entre 1801 e 1807, pouco há a registar... salvo, em 1805, a adopção do castelhano como língua na Câmara de Olivença... o que levou à demissão do vereador Vicente Vieira Valério, que, segundo a tradição, morreria na penúria por se negar a abandonar o uso do Português. Perante alguns protestos populares, ocorridos nomeadamente em 1805, Godoy prometeu ir meditar sobre o destino final de Oliven ]ça. Não o fez.
O ano de 1807, com a invasão franco-espanhola de Portugal e a violação do pre âmbulo e do Artigo 4º do Tratado de Badajoz, restituiu legalmente Olivença a Portugal. Os liberais espanhóis, 1810, dispuseram-se a fazê-lo, em Tratado não ratificado.

Em 15 de Abril de 1811, tropas luso-britânicas expulsaram os franceses de Olivença. Todavia, Wellesley mandou devolvê-la a Espanha, comprometendo-se a ajudar Portugal a recuperá-la em futuras negociações.
O Tratado de paris de 1814 declarou nulo o Tratado de Badajoz, mas sem resultados práticos. Em 9 de Junho de 1815, em Viena de Áustria, e em, resposta a um memorando português, era assinado um Artigo (o 105) em que se reconhecia a pretensão portuguesa. Note-se que este artigo só pode ser totalmente compreendido em função do Memorando português, que quase nunca é citado e muito menos transcrito.

O governo espanhol só em 1817 (7 de Maio) aceitou sem reservas a Acta Final de Viena, mas ainda assim, não abandonou a região de Olivença. E, em 1818, tentou criar uma manobra de diversão, argumentando com a ocupação de Montevideu pelo Brasil. Elaboram-se alguns projectos de tratados, nunca ratificados e, portanto, sem valor. Em 1820, a força espanhola destinada a seguir para o Uruguay rebelou-se.... e derrubou o Governo Absolutista espanhol. Montevideu tornar-se-ia, em 1828, a capital dum estado independente.

As diligências portuguesas no sentido de recuperar Olivença chocavam-se sempre com o silêncio de Madrid. Algumas excepções houveram, como o chefe de Governo Mendizabal, em 1835. Todavia, no mesmo ano era apeado do cargo!
Enquanto isso, em Olivença vivia-se alguma incerteza. Alguns locais foram-se acomodando ao Poder. Outros refugiavam-se em Portugal. Outros ainda mantiveram-se na expectativa.

Com um cinismo e uma sinceridade desconcertantes, encontravam-se no Arquivo Municipal de Olivença instruções bem claras visando a imposição, pela força de uma política, de uma educação, e de uma orientação económica, espanholas, visando a ruptura violenta com a tradição lusa. Foram as medidas de carácter económico as que mais minaram a moral portuguesa dos oliventinos, já que, em 26 de Janeiro de 1805, suspende-se o uso da moeda portuguesa em Olivença, e comunica-se a vários ofícios, nomeadamente aos aguadeiros, a obrigatoriedade de usar medidas espanholas (comprimento, peso, volume).

No que se refere à educação, a vinte de Fevereiro de 1805, decide-se suprimir toda e qualquer escola portuguesa, bem como, logicamente, o ensino do Português. Nesse mesmo ano de 1805, recorde-se, em 14 de Agosto, as actas da Câmara Municipal deixam de ser escritas em Português. Um pouco antes, em 1802-1803, Olivença, em termos religiosos, passava da jurisdição de Elvas para Badajoz.

Nomeadamente no campo do ensino, regista-se a oposição dos oliventinos a estas medidas. As Escolas privadas continuam a ensinar Português, até que são fechadas a 19 de Maio de 1813, '³com o objectivo de evitar qualquer sentimento patriótico lusitano'´ (A.M.O.leg/Carp 7/2-18, 19-05-1813, nº 1324).
Eram, todavia, muitos os oliventinos que queriam que os seus filhos fossem educados na língua materna, tentando encontrar professores particulares para tal, o que obrigou o '³Ayuntamiento'´a tomar medidas restritivas,... '³Proibindo-se as aulas particulares sob pena de multa de 20 Ducados'´ (A.M.O. leg/Carp 8%1-171,7-10-1820, nº 1704), ou impondo, uma e outra vez, a absoluta obrigatoriedade de ensinar em Espanhol e não em português.

Era crença geral em Olivença, em 1801 e anos seguintes, que, tal como se passara no final da Guerra da restauração (1668), com a normalização da vida política, social, e económica, e feita a Paz geral na Europa, o território voltaria para Portugal.
De qualquer forma a Tradição Lusitana manteve-se entre as gentes que, apesar das proibições, continuavam a usar os pesos e as medidas portuguesas, bem como as suas relações com Portugal, sobretudo no momento de importar cereais e outros produtos, e ainda no uso de impostos tradicionais ('³Terça'´;  '³Impozição '´, etc.)

O tempo ia passando. E, por motivos vários (crises, guerras, lealdade nacional), vários oliventinos foram emigrando, principalmente a partir de 1815. Foi um movimento mais selectivo que massivo. De qualquer forma, só a partir da Segunda Metade do Século XIX se regista um ligeiro crescimento demográfico em Olivença.  É também nesta época que se acentua a chegada em maior n úmero de família procedentes do Norte de Espanha (principalmente de La Rioja, região de Camero), da Extremadura Espanhola, e até  alguns portugueses, interessados na exploração de Grandes Propriedades, o que contribuiu para ir alterando a composição  '³étnica '´da região.

Em 1840, o uso da Língua Portuguesa é proibido em todos os lugares de Olivença, incluindo as Igrejas. E, procurando dividir para reinar, o Estado espanhol dá a São Jorge de Alôr o estatuto de Concelho independente (1843). Perdê-lo-ia em 1862, enquanto Táliga (ou Talega), emancipada em 1850, não mais seria reintegrada em Olivença, passando a partir de 1871 a ter registos totalmente separados e próprios.
Algumas das pessoas vindas para Olivença no século XIX tiveram importância em Trabalhos Históricos de relevo sobre a '³terra das oliveiras'´. Cite-se, como exemplo, Victoriano Parra Garcia (Cádiz, 23-03-1808; Olivença, 07-02-1869), que, em 1844, escreveu '³Ensayo sobre la topografia e História de la plaza de Olivenza'´, publicada em 1909 somente, este trabalho contém muitos dados de interesse, historicamente correctos. Naturalmente pró-espanhol, Victoriano Parra conseguiu escrever um texto de inegável valor.

O ano de 1855 veria grandes mudanças na posse da terra. As leis de desamortização alteraram de vez a realidade. Forasteiros castelhanos, riojanos, e leoneses, e mesmo três famílias portuguesas, chamaram a si imensas propriedades, abandonadas, vendidas, ou expropriadas, algumas desde logo a partir de 1801. Também se sucederam os matrimónios de recém-chegados com a população local. E, contudo, quem pouco beneficiou foi o trabalhador oliventino, que sem terra continuou.

A Rainha Isabel II, entretanto, concederia em 1858 o Título de Cidade a Olivença. Em 1868, num gesto popular, ofereceu uma túnica para cobrir a Estátua do Senhor dos Passos à qual os oliventinos manifestavam tradicionalmente grande devoção. Esse ano, todavia, assistiria ao Pronunciamento de Cádiz (30 de Setembro), cujos reflexos em Olivença se traduziram na destruição do Arquivo Municipal, perdendo-se importante documentação da Época pré-espanhola.
Antes, em 1864, a Comissão de Limites Hispano-portuguesa não logrou colocar delimitações internacionais no troço do Guadiana diante de Olivença, por a parte portuguesa não o consentir, atitude que se repetiria em 1923 e 1952... continuando a não existir hoje em dia fronteira legal na Região.

Entre 1820 e 1895, teve a sua existência um Professor destinado a desempenhar um importante papel na castelhanização de Olivença: Francisco Ortiz López. Descendente de espanhóis de Valverde de Leganés e homem de indiscutível cultura, dedicou-se a alfabetizar o povo oliventino, tendo todavia o cuidado de o fazer só e arrogantemente em castelhano. Combateu denodadamente a língua portuguesa, criando com isso o incrível paradoxo de a instrução popular em Olivença, corresponder a uma acentuação duma situação colonial. Mais, os conflitos de geração tornaram-se muito importantes. Os jovens escolarizados, falando castelhano e tendo aprendido como sua a História de Espanha, defrontavam-se com as suas famílias, falando uma língua considerada inferior, incorrecta em termos sociais, nada útil, antes pelo contrário, em termos profissionais, por outro lado, as referências históricas, orais e difusas, da população, perdiam solidez perante o Ensino organizado da História do Ocupante... para já não falar nas falsidades históricas que, consciente ou inconscientemente, iam sendo divulgadas!

Ainda no século XIX, era evidente que o Estado Espanhol jogava com o factor tempo. Quando Lisboa referia a Questão de Olivença, chegando a falar-se (até cerca de 1930) em plebiscito, Madrid não respondia ou ostensivamente ignorava a existência de um diferendo. Assim foi em 1903, quando, em Vila Viçosa, num encontro entre os Soberanos Ibéricos, se falou no problema, bem como da possibilidade da Reconstrução da Ponte da Ajuda sobre o Guadiana.

Em 1910, o Presidente Teófilo Braga respondeu a insinuações espanholas sobre o reconhecimento da legitimidade espanhola (em troca, consta, do reconhecimento do Regime Republicano por Madrid) com ironia, propondo a anulação do Tratado de Alcanizes de 1297 e o regresso, por exemplo, de Aroche e Aracena à posse portuguesa. O episódio é muito referido, mas deve-se ter algum cuidado, pois não está documentado, em aceá-lo, sem reservas, como verídico.

Na assinatura da Paz de Versalhes, em 1919, Olivença esteve presente, já que a delegação portuguesa, presidida por Afonso Costa, tentou incluir a questão de Olivença, em vão, no texto do Tratado.
Acrescente-se que chegou a Olivença a notícia das diligências portuguesas em 1919. Alguns intelectuais oliventinos pronunciaram-se com entusiasmo perante a acção da Delegação Portuguesa. Logo as autoridades oliventinas, preocupadas, produziram um texto que, não respeitando minimamente os factos históricos, circulou como abaixo-assinado. A burguesia espanhola ou espanholizada, bem apoiada pelas autoridades, esforçou-se por conseguir o máximo de assinaturas.

Em 15 de Abril de 1880 nascera, em Badajoz, Jesús Rincón Giménez. Filho adoptivo de Olivença, escreveu duas obras de indiscutível valor sobre a cidade (Memorial Oliventino, 1916; Menudenciais históricas de la Muy Noble, Notable y siempre Leal Ciudad de Olivenza, 1920), sendo, depois de Victariaça, numa visão que, não sendo imparcial, não deixa de ter méritos, pelos cuidados e tentativa de rigor científico. Faleceu em 1937.
Em Portugal, refugiara-se o oliventino Ventura Ledesma Abrantes (1883-1956), homem que, em vida, encarnou o ideal de reintegração daquela parcela de território em Portugal. Chegado a Lisboa, tudo o indica, em 1903, para não cumprir serviço militar em Espanha, integrou-se na vida intelectual portuguesa, e, para além de ser o fundador do Grupo de Amigos de Olivença (1945) que não foi o Grupo Conservador que alguns julgam, esteve ligado, à primeira Feira do Livro de Lisboa.

Sabe-se que no início do Século XX existia em Olivença um grupo pró português, com homens como Manuel Gonçalves Verão, Firmino Martins Rui, Manuel Justo Gonçalves, António Ramos, e Francisco Lemos, entre outros.
A castelhanização de Olivença prosseguia. A Guerra Civil de Espanha (1936-1939) veio acelerar o processo. Muitos oliventinos içaram bandeiras portuguesas nas suas casas, mas Salazar nada fez por eles. Apenas a G.N.R. tinha ordens de deixar ficar em Portugal refugiados da Guerra que provassem ser oliventinos. Quando regressaram a Olivença (1939-1940), foram vítimas da Repressão Franquista... que, no seu caso, apenas chegou com três ou quatro anos de atraso.
Refira-se ainda que, em 1938, o Coronel Rodrigo Botelho se propusera avançar com tropas de Elvas sobre Olivença, sendo disso impedido por ordem de Salazar.

A atitude portuguesa de então, de nem sequer se aproveitarem as semelhanças entre os Regimes de Franco e Salazar, para já não falar do triste apoio deste ao ditador espanhol, foi muito sentida em Olivença, cuja população, agora mais reprimida, se sentiu abandonada.
O Franquismo continuou as tendências anteriores, dando-lhes um carácter mais repressivo e eficaz. É significativo, e vem na sequência de intenções e procedimentos anteriores, que o diplomata Franquista José Ibañez-Martín escrevesse, em 16 de Setembro de 1959, no final de uma informação para Madrid: (...) '³a nossa preocupação no interior da Espanha deve ser, como é de facto, cuidar ao máximo da Cidade de Olivença para que ninguém possa objectar no sentido de que, se fosse portuguesa, estaria melhor cuidada, e, no que respeita ao interior de Portugal, ESPERAR QUE O TEMPO VÁ, A POUCO E POUCO, VARRENDO O QUE RELAMENTE NÃO É OUTRA COISA SENÃO UM PROBLEMA ARTIFICIAL.

Alguns dos oliventinos que defendiam Portugal tiveram problemas. Manuel Gonçalves Verão acabou por vir para Portugal, e outros o fizeram também, sendo quase sempre ajudados por Ventura Ledesma Abrantes. Os que ficaram, tiveram de se calar. Um deles, Francisco Lemos, ceramista, imitador da cerâmica '³vegetalista'´ das Caldas da Rainha, foi '³chamado'´a Madrid na década de 1950, falecendo, amargurado e silenciado, em 16 de Setembro de 1963, em Olivença.
Não é por acaso que aumenta na época o número de oliventinos que se refugiaram em Portugal, principalmente na zona raiana e em Lisboa.
A pressão franquista, mais ou menos constante, recorria tanto às ameaças como ao desprezo.

O Português foi considerado a Língua dos inclusos, um³chaporreo'´ ('³patois'´) anacrónico... que mais não era que o Português Alentejano. O prestígio e o status social predominante estavam nas mãos de quem se exprimia bem em '³espanhol'´. Os apelidos, os nomes das ruas, dos lugares, das localidades, tudo foi profundamente castelhanizado. A História, completamente esquecida, falsificada, proibida.
Tornou-se comum, em Olivença, haver gente a falar português entre si, mas a falar só em castelhano para os filhos... e até a proibirem estes de se expressarem em Português!

Salazar, tão chegado a Franco, nada fez para influenciar o Ditador Espanhol. Tolerava o Grupo de Amigos de Olivença, mas nunca o deixou legalizar-se. Permitiu mesmo que a Espanha proibisse, a partir de 1954, a deslocação de crianças de Olivença à Colónia Balnear Infantil de '²O Século. Nada disse quando, em 1960 foi proibido aos portugueses tirar fotografias a oliventinos. Apenas se negou, sempre, a reconhecer a posse do território por Madrid.

Os relatos da polícia Politica Espanhola dessa época surpreenderam os estudiosos . Por exemplo, o grupo de Amigos de Olivença é classificado como maçónico, sob influência inglesa, e liberal. Chega-se a identificá-lo como próximo do partido Comunista Português. E sem dúvida que o seu presidente à data do 25 de Abril de 1974, o Professor Hernni Cidade, não era de forma nenhuma afecto a Salazar. Curiosamente, após 1975, vários círculos espanhóis passam a classificar o Grupo como... Salazarista!


Também o General Humberto Delgado esteve ligado ao Grupo de Amigos de Olivença. mesmo possível que tenha sido atraído ao local do seu assassinato na Ribeira de Olivença (e não,omo costuma pensar-se, em Villanueva del Fresno) com uma qualquer promessa de insurreição a planear em Olivença. No-se que, ainda na década de 1970, era impossível encontrar professores, polícias, funcionários vários, em Olivença... que tivessem nascido na cidade!

A Democracia em Espanha aliviou a pressão sobre as gentes de Olivença.
Todavia, o processo de espanholização não foi verdadeiramente posto em causa. Não foi publicada nenhuma obra com a versão integral dos tratados de 1801-17. A população não começou a aprender a sua História, antes continuou a saber apenas a História d panha. Não foram substancialmente alterados topónimos ou apelidos, que mantiveram as formas castelhanizadas. O Português, ensinado como uma Língua Estrangeira muito especial, não se tornou  íngua, no mínimo, co-oficial, e se desde 1999-2000 o seu ensino se generalizou ( com excepção de Táliga). E de forma nenhuma se procurou contrariar, na fundamental, os traumas psicológicos, as inibições, e os preconceitos criados.

O oliventino continua a seu alguém muito dividido. Por um lado, depois de duzentos anos, as suas referências são quase só espanholas. Por outro lado, os seus apelidos, a presença monumental portuguesa, a reacção que vê os espanhóis das localidades vizinhas ter perante as suas afirmações de '³espanholidade'´, algumas vagas tradições colectivas e familiares que não sabe explicar, fazem-no sentir-se de alguma forma diferente, reagindo, todavia, muitas vezes, como foi ensinado: com um nacionalismo espanhol agressivo e não fundamentado, facilitado pelo facto de o nível de vida espanhol ser, actualmente, um pouco superior ao português.
Note-se que este drama foi muito bem equacionado, poeticamente, por um autor local, em 1989 (Narciso de la Torre-Velver y Banco), um descendente de agentes de La Rioja, que, tal como a maioria dos outros, se integrou perfeitamente na realidade oliventina, cantando-lhe a '³alma'´ com discernimento:

DOS LEALTADES

'³A Mui Nobre, Notável e sempre leal vila de Olivença'´

Olivenza, ciudad noble
reducto de dos alientos
silencio de dos verdades
para un solo sufrimento

Olivenza, por notable,
te dueles en monumentos
que amurallan dos mitades
de un único desaliento.

Hija de dos voluntades
y esposa de un rompimiento,
Olivenza, dos lealtades
desgarron tu sentimiento.

Ninguém informa também o oliventino de que não se pretende agredi-lo, já que uma reintegração em Portugal respeitaria os seus níveis de vida e privilégios administrativos. Por outro lado, diz-se-lhe que não é Portugal que reclama Olivença, mas sim alguns grupos de '³loucos'´.
Na verdade, o Estado Português não abdicou de Olivença. Ainda recentemente ( 11 de Novembro de 2000) foi inaugurada uma Nova Ponte da Ajuda sobre o Guadiana, feita exclusivamente por intermédio do estado Português, e que não é uma Ponte Internacional... o que é no mínimo insólito, pois, oficialmente, e Estado Espanhol finge ignorar a situação... e o Estado Português não tenta levar esta posição de relativa força mais além, às Nações Unidas, por exemplo, como faz Madrid em relação a Gibraltar!

Por outro lado, as autoridades espanholas estão a tentar que seja Madrid a restaurar a Velha Ponte Manuelina da Ajuda, de forma a contrariar o efeito do impacto diplomático que teve a construção portuguesa da Nova. Espera-se que as autoridades portuguesas estejam atentas.
Entretanto, Madrid prossegue na orientção que data do Século XIX. José Maria Aznar, em entrevista no Diário de Notícias de 28 de Janeiro de 2001, e depois de reclamar com vemência Gibraltar (pág. 8 ), declarava, a propósito da Questão de Olivença, '³uma maneira de solucionar os problemas é deixar sempre a solução para o ano que vem... Portugal não é um problema para Espanha, e gostaria que o inverso também fosse verdade. É certo que são precisas muitas décadas para mudar as mentalidades, e poderemos aproveitar a Europa para resolver problemas como estes (pág. 9 )'.  Até que ponto terá significado histórico tal declaração é discutível, mas não pode deixar de se reparar como ela se assemelha às palavras de José Ibañez-Martin de 16 de Setembro, de 1959, e já referidas (...'´... esperar que o tempo vá, a pouco e pouco, varrendo o que realmente não é outra coisa senão um problema artificial'´). Pelo menos, esta foi uma das poucas vezes em que um chefe de Estado Espanhol falou do assunto!

É urgente que não mais se faça silêncio sobre a Questão de Olivença, e que este colonialismo esquecido seja, pelo menos, colocado ao mesmo nível das ainda muitas situações coloniais que quase diariamente são denunciadas um pouco por todo o mundo.
Após Duzentos Anos de Aculturação Forçada, que em muitos dos seus aspectos se mantém, não é possível manter o silêncio por mais tempo!

Carlos Eduardo da Cruz Luna


Publicada por p neves, Domingo 22 Janeiro de 2006 às 00:40:58 |  Ler/Publicar 


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     Olivença-Portugal Livre

        Movimento Patriótico

"Portugal should help its neighbour finish the empire with dignity".

An article recently  published  in the Portuguese current affairs magazine "SÁBADO",  raises the impertinent question  "Does Spain Exist?", and  curiously suggests that "Portugal should help its neighbour finish the (Spanish) empire with dignity".

Interestingly, this not so new idea comes hot on the heels of several reports in the international media about the unrest created in Spain's military concerning Catalonia's push for greater freedom from the old Castilian grip in Madrid.  General Mena Aguado went as far as publicly invoke military intervention in Catalonia, quoting article 8 of the Spanish constitution.  Such a forthright outburst regarding a very sensitive situation coupled with the central government's threat of house arrest, and the General's dismissal has caused considerable division in public opinion.

There is increasing popular restlessness in all of Spain's* historic regions that include nations such as Euskadi (the Basque country), Galicia/Galiza, Andalucia (Granada), Aragon, Navarre, Leon, who are unafraid to raise their voices demanding greater self-rule.  This increasing activity has been resisted in Castilian minded Madrid which has promptly sent out the military to demonstrate its might in intimidatory local manoeuvres.  In those regions where "Spanish" parties such as the PP and PSOE hold control they have sought to undermine public resolve by curtailing freedom of speech with imprisonment, and in the case of Galicia/Galiza effectively censoring or corrupting their language which is akin to Portuguese in the public domain contrary to established European linguistic rights.  Despite this, the hunger to break away from the clutches of an oddly anachronistic 21st century empire built on force and suppression is now irreversible. 

Portugal, on the western flank of "Hispania" and a sovereign state since 1143, naturally looks on the developing situation next door with misgivings.  On one hand, the current Spanish line of total economic and political control in the peninsula poses a significant threat to Portugal's right to exist as an independent country within the European Union.  The other side of the coin is that an orderly break-up of the "empire" would probably provide a more balanced opportunity for all parts of the area to develop and grow without the menacing ever long arm of Madrid.  Unity imposed by force has always been doomed to failure.  A different "Spain", built on a more equal relationship between its nations, could then more easily be achieved.

Portugal, despite the over optimistic inclinations of its seemingly naive or maybe just plain greedy political leaders, cannot ignore the constant  problems that a "Spanish Empire" next door has created through the course of its 865 years.  As recent as 20 January 1801 , in an act of gross treachery, Spain, supported by France, turned on its neighbour and declared war to satisfy its insane ambition to rule roughshod over all the peoples of the Peninsula.  The Portuguese resisted, but part of its territory, Olivença, was snatched and annexed illegally.  Not giving up,  another invasion came 6 years later on 30 October 1807, again with French help. This time the aim was to erase Portugal once and for all from the map of Europe. The attempt largely failed, but imperialism is not dead.  Despite Spain's signed agreement at Vienna in 1817 to restore Olivença to Portugal peacefully, this has not happened and its successive government relations with Portugal remain ambiguous. 

Based on factual, past historical events, it is not unreasonable to question Spain's good faith and respect for international law, in and out of the European Union.  And it is not untimely to ask if a "Spanish Empire" bent on economical, linguistic and cultural dominance is any more desirable today.   There are Spaniards who still cling to the Visigothic myth created by careless and misinformed chroniclers and pursue a false reality of "their" country.  There are Portuguese who have forgotten who they are and are happy to rely on outside salvation as they go about with wide eyes shut.  Who will change their perception of events and come up on top?

Rui A M da Silva

*The Romans called the whole Peninsula "Hispania".  The "Spaniards" have hijacked the name for themselves in the same way that more recently the ex-Yugoslav Republic of Macedonia gave itself the name that belonged to a much larger, historic and mainly Greek region.

Olivença - Portugal Livre, Movimento Patriótico
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18 January 2005
 
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REVISTA "SÁBADO", 13-Janeiro-2006
Relatório minoritário


A ESPANHA EXISTE?
Nuno Rogeiro,Politólogo, (pág.46)

È assim a Espanha viável? Claro que sim, por agora. Portugal deve ajudar o
vizinho a acabar o império com dignidade.


Os números sobre o espectacular crescimento económico espanhol são
conhecidos. Os dados sobre o admirável equilíbrio governamental espanhol são
conhecidos. As provas da pujança internacional das empresas espanholas são
conhecidas. A potência global da Hispanidade é conhecida. A força militar de
Espanha é conhecida.
Menos conhecida, ou menos falada, é a detrioração da "identidade nacional"
espanhola, construída com o tempo, à base de engenho, violência, persuasão,
ouro, inteligência e espada.
Veja-se o caso da dramatização em torno do Estatuto da Catalunha. O General
José Mena Aguado, número dois do exército de terra, homem honrado e militar
prestigiado, teve a coragem, a ousadia e, provavelmente, a insensatez, de
advertir ( na presença do Rei ) que as forças armadas não poderiam ignorar o
artigo 8º da Lei Fundamental ( onde se lhes comete a garantia da sobertania,
independência e unidade nacionais ), se o processo de Barcelona fosse demasiado
longe, e chocasse com a Constituição de Espanha.
As declarações, feitas na "Pascua Militar" de Sevilha, levaram rapidamente
Mena à prisão domiciliária. Mas o chefe de estado-maior, Félix Sanz Roldán
(JEMAD), acrescentou imediatamente que "um homem em uniforme não é um homem
mudo". E as associações militares mais importantes (AME e AMARTE) protestaram
contra a "ofensa" ao general preso. Talvez mais significativamente, 50 oficiais
superiores enviaram uma carta à imprensa, salientando serem as palavras de aviso
"um reflexo do sentir e das preocupações de muitos subordinados".
Claro que o PP, que devia ter juízo, veio imediatamente trazer o incidente
para a pequena luta partidária, salientando que não se ouvia tanto barulho de
espadas desde Tejero de Molina e a invasão das Cortes pela Benemérita. A
questão, muito simoles, é: tem o general razão de alarme?
Os factos são claros. O Parlamento catalão apresentou a "Proposta de Reforma
do Estatuto de Autonomia", que afirma, no seu preâmbulo: "A Nação Catalã tem-se
construído, ao longo do tempo, com a contribuição de energias de muitas
gerações, de muitas tradições e culturas, que encontraram nela terra de
acolhimento." Mais à frente se explica que se trata de recuperar o "direito
inalienável de autogoverno".
A Catalunha passará a ter símbolos nacionais plenos, determina fronteiras e
cidadania, e está representada em organizações internacionais. Tem um presidente
e uma língua. Quanto a Zapatero, que precisa de olhar pelas finanças,
preocupa-se sobretudo com o avanço para a "autonomia fiscal", que, para Madrid,
deverá ser "gradual".
É assim a Espanha viável? Claro que sim, por agora. Aliás, Portugal não pode
viver de costas voltadas para ela: sabe-se lá o que é que pode acontecer.
E, claro, importa ajudar o vizinho a acabar o império com dignidade. FIM


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01 de Janeiro de 2006

 Apelo à comunicação social

“erro dramático de percepção”

Como cidadão português, queria manifestar aos Senhores Jornalistas e demais pessoas que trabalham na área da comunicação social o desejo de que neste ano de 2006 que acaba de se iniciar possam dedicar algum tempo e espaço à Questão de Olivença, terra Portuguesa ilegalmente ocupada por Espanha desde 1801, por forma a acordar este País de uma anestesia que alguns portugueses com responsabilidades ao mais alto nível continuam a alimentar, simplesmente não fazendo nada ou, pior ainda, como sucedeu recentemente, passando mensagens a Espanha de que está tudo bem nas relações com Portugal e referindo-se com agastamento às acções de alguns cidadãos que corajosamente ainda se vão manifestando pela causa da retrocessão daquela parcela de Portugal.
 
Revejam-se a propósito as declarações proferidas por um cidadão, que é nem mais nem menos do que a mais alta figura do Estado Português, ao participar num debate com um conhecido político espanhol, ocorrido no dia 25/11/2005 na RTP 1. Cito com fidelidade a seguinte passagem dessas deprimentes declarações: "...(devemos) ter uma boa relação com o Governo Central Madrileno, não apostar em dificuldades territoriais que me parece ser um erro dramático de percepção - há uma ou outra pessoa que gosta disso - e felizmente que em geral em Portugal nós queremos que as coisas funcionem bem a todos os níveis".
 
Com amigos destes por cá, e se todos nos acomodarmos, bem pode a Espanha estar descansada em relação à Questão de Olivença, tendo fundadas razões para a julgar morta e enterrada, o que lhe permitirá negociar mais tranquilamente com a Grã Bretanha o problema de Gibraltar, sem receio de que Portugal possa finalmente reagir e seguir-lhe o exemplo, exigindo-lhe a devolução do que é nosso. 
 
Note-se que em 18/11/2005, uma semana antes daquele debate, tinha decorrido em Évora uma jornada de luta pela causa de Olivença dirigida pelo Grupo dos Amigos de Olivença - a quem Portugal muito deve - enquanto se desenrolava na mesma cidade mais uma Cimeira Luso-Espanhola, daquelas em que nunca há espaço na agenda nem tempo extra para tratar da Questão de Olivença. E assim se vão somando os anos de ocupação ilegal (e são já 204 anos), anestesiando-se os Portugueses que já não tenham a memória tão viva e consumando o etnocídio cultural em Olivença e seu termo.
 
Um "erro dramático de percepção" será, não o de ainda haver em Portugal revolta e indignação por parte de Portugueses que remam contra a maré do nada fazer por Olivença, mas antes o de se conferirem as mais altas condecorações portuguesas ao Presidente da Junta da Extremadura Espanhola ou ao rei de Espanha, ao mesmo tempo que se apoucam os que com muita dignidade e coragem ainda ousam sobressair da modorra nacional. O que seria justo e digno era que essas personalidades, que representam o nosso País aos mais diversos níveis, acarinhassem todos os Portugueses que ainda não vergaram perante o peso da indiferença. Esses, sim, mereciam ser condecorados, em vez de menosprezados e silenciados.
 
Outro "erro dramático de percepção" parece-me ser o facto de as lamentáveis declarações que atrás referi terem passado despercebidas ou sido indiferentes ao País, uma vez que não se ouviram manifestações de indignação. O que, sem prejuízo de ter havido cidadãos que se sentiram traídos e revoltados, denota de alguma forma uma anestesia bastante generalizada. Para ser justo, devo porém referir que vi o assunto tratado, e bem, num semanário publicado em 06/12/2005, pelo Dr. Mário Rodrigues, a quem felicito.
 
Um último "erro dramático de percepção"  que desejava realçar é, na minha modesta opinião, o que (não) se passa no ensino escolar oficial obrigatório em relação a Olivença. Por isso me permito apelar também aos Senhores Professores que ensinam História, bem como aos que elaboram os programas e os manuais, no sentido de que o ano de 2006 possa ser um ano de viragem, de inversão do défice que nesta área também temos.
 
Aos Governantes de Portugal, aos Deputados da Nação e demais responsáveis do Estado, nada peço. Eles sabem, todos sabemos, que têm o especial dever de zelar activamente pelos legítimos interesses de Portugal. Confio em que, pelo que fizerem, ou não, no futuro e pelo que não fizeram até agora, sejam julgados com rigor pelo Povo Português, porque pela História seguramente que o serão.
 
"La siesta" é uma "instituição" nacional espanhola, mas é em Portugal que se tem andado a dormir demasiado em relação a Olivença. Que o ano de 2006 faça a diferença. Haja quem queira.
 
01/01/2006 
 
Custódio Henriques
Cidadão inconformado
Cartão de eleitor n.º B----- Sacavém-Loures
 
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=12836&catogor

http://port.pravda.ru/portugal/2006/01/13/9726.html

____________________________________________________________________
 
OLIVENÇA É PORTUGUESA, à luz do Direito Internacional e da História!
1. "A usurpação de Olivença, contra a História, a Cultura, a Moral e o Direito, impõe aos Portugueses e, em particular, aos responsáveis políticos e ao Estado, que sustentem efectivamente a retrocessão daquela parcela de Portugal."
   (Grupo dos Amigos de Olivença - 01/12/2005 -
http://olivenca.org/ )
2. O que é "A QUESTÃO DE OLIVENÇA"?
   Siga os links (sites, foruns, grupos, blogs, etc.):
  
http://www.olivenca.org/links.htm
   http://jornaldeolivenca.blogs.sapo.pt/
3. O QUE POSSO FAZER POR OLIVENÇA?
   Veja sugestões em
  
http://forum-olivenca.web..pt/fazer.htm
   e "materiais de propaganda" em
  
http://forum-olivenca.web.pt/propagar.htm  

=
Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com

 

27-Janeiro-2006 - Semanário Jornal DIÁRIO DO ALENTEJO

Distrito de Beja, propriedade da Ass. Mun. Distr. Beja, sob influência das forças políticas dominantes localmente, a C.D.U.)
     CARTOON de Carlos Rico
   Vêem-se dois populares, com ar alentejano. Atrás, um grande cartaz eleitoral de Cavaco Silva, com a frase "PORTUGAL MAIOR" em destaque. Um dos populares diz para o outro: "Nada me tira da cabeça que este homem (o dedo aponta para o cartaz) é que nos vai devolver...OLIVENÇA!!"

 

  EL PAÍS, 15-Agosto-2005

Faz referencia a OLIVENÇA:

".....el gaseamiento de los rifeños por el ejército español hace ochenta años o la colonización del Sáhara antes de 1975, acumulan reproches invocando el carácter colonial de Ceuta y Melilla o convirtiendo la reivindicación portuguesa de Olivenza en algo que separa profundamente los dos países ibéricos.".....


          
             

Jornal "TERRAS BRANCAS" (Borba), 19-Janeiro-2006

Olivença na campanha presidencial no Alentejo 
 POR CARLOS LUNA

A todos os candidatos à Presidência da República (Cavaco Silva, dia 3 de Janeiro, em Évora; Jerónimo Sousa, dia 7, em Arraiolos; Mário Soares, dia 8, em Reguengos de Monsaraz; Manuel Alegre, dia 14, em Portalegre; Francisco Louçã e Garcia Pereira, em Lisboa, entre 16 e 21 de Janeiro) tem vindo a ser entregue um "Dossier" sobre Olivença, pessoalmente. Todos o têm recebido com manifestações de gratidão.

Ao entregar o dito "Dossier", o elemento que o faz procura também de viva voz destacar a ligação da posse das águas do Alqueva à questão da fronteira no Guadiana na região, apontado os elementos documentais que o provam; tem realçado o carácter "frentista" dos grupos que continuam a lembrar-se do problema, que abrangem todo (mas todo, mesmo!) o espectro partidário português; tem procurado fazer notar que, por exemplo, um dos presidentes do Grupo dos Amigos de Olivença (curiosamente, à data do 25 de Abril) foi o conhecido anti-salazarista Prof. Hernâni Cidade; tem chamado a atenção para a hipocrisia que tem consistido em não se falar do problema, quando é sabido que ele existe, dentro dos limites da Democracia e da salvaguarda de boas relações diplomáticas com Madrid, e aproveitando mesmo, se necessário, o quadro da União Europeia... como o fazem, por essa Europa fora, outros Estados com problemas de definição de soberanias, sem que tal signifique que entre eles ocorram sérios problemas de relacionamento; tem procurado apelar a saudáveis sentimentos patrióticos e de auto-estima, que não devem ser confundidos com nacionalismos serôdios; tem, finalmente, chamado a atenção para a necessidade de se estar informado sobre o assunto... para evitar, no mínimo, "gaffes" diplomáticas.

Tem-se, desta forma, procurado sensibilizar os candidatos para um assunto que, por ter alguma importância, não deve ser ignorado, principalmente se o for por manifesta falta de informação, ou por preconceito.
 

    19/Jan/2005 - Nunca Desista -Lute!

            

         "Uuuh, Qué?"

The Spanish "Banco Santander" has caused both anger and amusement amongst the Portuguese.  Apparently, in its advertising blurb on the net it calls the language spoken in Brazil as "Brazilian", when in fact they speak Portuguese.

Some see it as another political swipe at trying to weaken Portuguese in South America and its stand in the world at large.  Spain has demanded and succeeded in having "Spanish" - in reality, Castilian, the official national language of Spain - a mandatory language taught in Brazilian schools. This was done under the pretext that Brazil, with a population near to 200 million would feel isolated (!) speaking just Portuguese.  But then not all countries in South America speak Castilian anyway.  There's Guyana (English), Suriname (Dutch), and Cayenne (French) which are much more difficult for Castilian speakers to understand.

Then there are those who point out that in Argentina they don't speak Argentinian or in Venezuela, Venezuelan, but Castilian.  The executives of the Bank Santander should consult their own country's constitution. They will find that the "Spanish" language doesn't  exist.  All the official languages are there and "Spanish" is not one of them!

I wonder what they consider the national language of the USA to be.  American?

Here's a letter sent to Bank Santander to enlighten them and a petition requesting that they amend the misleading article.

Rui A M da Silva

http://www.petitiononline.com/197322/

Fronteira interrompida  em Juromenha devido                           a ocupação  espanhola de Olivença

10 de Janeiro de 2006

Jornalista troceiro da SIC    coloca a Questão de Olivença   na televisão

Embora o Dr Carlos Luna não tivesse planeado, e sem saber que na altura seria de forma tão visivel, ao entregar um dossiê sobre a Questão de Olivença a Mário Soares , milhares de telespectadores iriam seguir o curioso encontro.

Jornalista da SIC: "(...) campanha de Soares em Reguengoss de Monsaráz, a caminho da histórica vila de Monsaraz. A paragem reservou-lhe uma surpresa pela mão de uma eventual apoiante da segunda volta."
 

Mário Soares candidato a Presidência da Republica encontrava-se no Alentejo, quando foi surpreendido pelo Dr Carlos Luna que lhe disse:  "(...)estou encarregado pelo Grupo dos Amigos de Olivença, cuja Direccção vai do Bloco de Esquerda ao C.D.S., de lhe entregar...é esquisito, mas é assim mesmo ...de lhe entregar a si, COMO ALIÁS A TODOS OS CANDIDATOS, um dossiê sobre a Questão de Olivença.

 (nota: há aqui um corte, importante, em que mostrava, no dossiê, mapas de Portugal com a fronteira interrompida em Olivença, bem como documentos legais a provar a ligação da posse das águas do Alqueva à Questão de Olivença)."


Prossegue Carlos Luna, "É só entregar isto, dou a minha tarefa por concluída...não sou seu apoiante, mas numa segunda volta, de certeza que votarei anti-Cavaco, a quem já entreguei documentos também."


Jornalista da SIC: "Não é conhecido que Soares alguma vez tenha pedido Olivença aos espanhóis (nota-se que em 1990, Soares negou-se a visitar Olivença, convidado pelo Alcaide, por causa da posição do Estado Português...ainda que não seja um simpatizante da reivindicação), e não seria agora que se ia entusiasmar por um Portugal Maior". (note-se a inten   ção do "trocadilho").


Mas, curiosamente, é Soares que troca as voltas ao jornalista, que queria "gozar" com a "maluqueira" de aparecer uma pessoa a falar duma futilidade como Olivença a Mário Soares. Surge Soares a dizer: "Vou ler, pois não vou dar nenhuma opinião antes de ler. Só depois de ler".

Jornal "24 Horas", 09-Janeiro-2006

   "OLIVENÇA É NOSSA"
    Candidato presidencial que passe pelo Alentejo tem de levar para casa um dossiê sobre a Questão de Olivença. Carlos Luna, do Grupo Amigos de Olivença, lá esteve ontem para cumprir a regra e assegura que já só falta entregar os papéis a Manuel Alegre. Soares prometeu prestar-lhe atenção. "Vou ler para depois emitir a minha opinião" , disse o candidato aos jornalistas. Luís Maneta


http://www.regiaodeleiria.pt/?lop=conteudo&op=

2838023a778dfaecdc212708f721b7

«à sua espera estava também um partidário da causa de Olivença, que lhe
entregou um pequeno envelope de documentação sobre o assunto. "Vou ler e
depois darei a minha opinião", prometeu Soares.»

 

PREVISÕES PARA 2006

(...)
REVISTA "GAIOLA ABERTA", J.Vilhena, n.º30,2.ªsérie, Janeiro de 2006
Graças ao realismo político e à iniciativa diplomática do Governo a praça forte de Olivença volta à soberania portuguesa.

 

O exemplo vem de cima


ANTÓNIO BARRETO  Público, domingo, 8 de Janeiro de 2006

O BCP, o BES, o PS e a Iberdrola estão de parabéns. Após longos meses, talvez anos, de negociações difíceis, conseguiram desenhar uma solução para a EDP, com repercussões a prazo para toda a energia portuguesa.
Os esforços concertados de Manuel Pinho, deputado socialista, de Manuel Pinho, ministro socialista da Economia e de Manuel Pinho, ex-funcionário do Espírito Santo; de António Mexia, presidente indigitado da EDP, de António Mexia, ex-ministro social-democrata da Economia, de António Mexia, ex-presidente da Galp, de António Mexia, ex-presidente da Transgás e de António Mexia, ex-funcionário do Espírito Santo; de Joaquim Pina Moura, presidente da Iberdrola, de Joaquim Pina Moura, deputado socialista, de Joaquim Pina Moura,
ex-ministro socialista e de Joaquim Pina Moura, ex-funcionário do BCP, deram frutos neste início de ano novo, em cima da grande festa da Epifania!


O Grupo Espírito Santo, em particular, merece felicitações. Dia após dia, acumula vitórias. É um grande grupo económico e financeiro português. Um centro de decisão nacional. Tem ganho sucessivamente todas as partidas em que se tem envolvido. Na PT. Na Galp. Agora na EDP. Nos diamantes. No off shore. No Brasil. Na venda à ENI das suas partes na Galp, nos tempos de Pina Moura no governo. Na compra de
participações na EDP, nos tempos de Pina Moura na Iberdrola e de Manuel Pinho no Governo. O BES sabe o que faz. Sempre.
Também Pina Moura merece especial saudação. Este homem não brinca em serviço. Nunca. Mesmo quando muda de serviço.
Finalmente o governo e os socialistas. Foram eles que conceberam, desenharam, escolheram e nomearam. Tentaram, modestamente, convencer a opinião de que o mercado produzira esta solução, mas toda a gente percebeu que tudo se deveu à sua decisão e aos seus interesses. Na ausência de uma política energética conhecida, na falta de um plano de
longo prazo para a energia portuguesa, o governo e alguns socialistas decidiram, corajosamente, substituir o mercado e tomar as decisões que se impunham.

Já a acção do Presidente da República pode ser considerada ambígua. Teve uma intervenção no processo, mas não se sabe qual. Pode concluir-se que ficou esclarecido e que juntou os seus esforços aos do governo, dos socialistas, de Manuel Pinho, Pina Moura, António Mexia, BCP e Espírito Santo? É razoável pensar isso.

Só fica uma sensação estranha: como classificar este método
presidencial? "Ser chamado a Belém" é uma coroa de glória. Significa que algo de importante está em curso e que esse alguém tem alguma coisa a dizer. Para a imprensa, saber que alguém foi chamado a Belém, é o princípio de uma grande notícia. Há qualquer coisa no ar. Para o Presidente da República, chamar alguém a Belém é mostrar o seu poder,
exibir a sua preocupação. Quando alguém é chamado a Belém, o país retém a respiração. É de tal modo importante chamar alguém a Belém, que a maior parte dos candidatos à presidência revelou já, entre as páginas em branco dos seus programas, que tenciona chamar alguém a Belém cada vez que haja preocupação de maior. Mas não escondo uma conclusão: quando alguém é chamado a Belém, não só não se sabe o que
se passa, como é certo que nada se passará.

Todo este caso, da EDP à energia, faz ressuscitar o saboroso problema das nossas relações com Espanha. O que estimula as reacções emotivas. Ora, se os espanhóis tomarem conta da electricidade, paciência! É porque merecem. E porque os empresários portugueses são ignorantes e preguiçosos. E talvez tenhamos melhores serviços e energia mais barata! Se os espanhóis tomarem conta das telecomunicações, paciência.
É porque podem. E porque os capitalistas portugueses não têm meios nem visão. E é quase certo que teremos serviços de mais qualidade e chamadas mais baratas. Se os espanhóis tomarem conta do gás e dos petróleos, paciência. É porque têm capacidade. E porque os capitalistas portugueses gostam pouco de trabalhar e de correr riscos. É bem possível que venhamos a ter gasolina mais barata, gás mais em conta e assistência a domicílio mais competente.

A conquista económica de Portugal pela Espanha tem sido desejada pelos portugueses e apoiada pelos governos. Os espanhóis compram imobiliário porque há quem o venda. Vendem mercadoria de toda a espécie porque há quem lha compre e quem, nos supermercados, prefira os produtos
espanhóis de superior qualidade. Adquirem acções nas empresas que lhes interessam, na banca, no comércio, na construção civil, na celulose e nas obras públicas, porque encontram vendedores e governos complacentes.

Entraram ruidosamente na electricidade, no gás, na energia eólica, na imprensa, nos telefones e na televisão porque encontraram parceiros fáceis, assim como governos rendidos. O principal destino dos portugueses em férias é a Espanha. O maior grupo de visitantes estrangeiros em Portugal é o de espanhóis. O principal fornecedor das nossas importações é a Espanha. O primeiro cliente dePortugal é a Espanha. O principal investidor é a Espanha. Talvez seja a Espanha o principal destino actual da emigração temporária portuguesa. Há também milhares de trabalhadores que, todos os dias, se
deslocam para trabalhar em Espanha. Assim como inúmeros portugueses que, vivendo perto da fronteira, escolheram as cidades espanholas para comprar as suas casas, mais baratas, para se fornecerem nos supermercados, mais variados, para festejarem nos restaurantes espanhóis, mais acessíveis. Sem falar nos nossos concidadãos que vão a Espanha ao médico, à farmácia e ao analista. Já há mais portugueses no Prado do que nas Janelas Verdes. E no museu de Arte Antiga, são mais
os visitantes espanhóis do que portugueses. Todos estes são sinais de que o mercado, o consumidor, o bom povo, a classe média e o utente ratificam a conquista. O agrado é generalizado. As vantagens para o consumidor indiscutíveis. É provável, como já se viu com o Corte Inglés, que os costumes portugueses, graças à influência espanhola, mudem mais rapidamente. A longo prazo? Não sabemos. O que acontecerá
com as liberdades e a independência? Não sabemos. Para já, sabemos que eles são melhores e mais ricos. Porque trabalham para isso e defendem os seus interesses. E nós não. Nem uma coisa nem outra.

http://www.agal-gz.org/modules.php?name=

Forums&file=viewtopic&t=1603&sid=

9d95de5152f4c2a80d4699f5158879bf


«TE FÓSTIS DA VILA»

Um poema em português oliventino (1986), de Curro Gadella (emigrado na Catalunha), dedicado aos emigrantes oliventinos:

TE FÓSTIS DA VILA

Te fóstis da Vila,
desta Vila nossa,
deixando a tua génti,
fechando a tua porta,
chorando calado
co a maleta as costas,
olhando pra o campo
de azinheiras postas
no chão e no barro
desta terra morta.
Despedindo amigos
co a mão às avessas,
foram-se contigo
morrendo saudades
na mesma Estellesa.
Passou Ramapalhas,
passou o Catrapôs;
despois as Pedrêras,
ponte da ribêra,
costas das Contreras,
o monte dos Frades,
despois Badajoz.
Cada vez mais longe
fugiam contigo
saudades de amigos
e ficavas só.
Assim, desde então,
sozinho, sem nenguém,
deixaste o coração
tirado no chão
da mesma estação
quando abalava o trem.


Notas:
Te fostis: foste-te.
Vila: Olivença.
Génti: gente.
Maleta: mala.
Estellesa: camioneta ou autocarro (da empresa "La Estellesa").
Despois: depois.
Nenguém: ninguém.
Tirado: deitado.
Trem: comboio.

(do «bolindri na tarrafa») - Fonte: António Marques
 

O Litígio de Olivença

Arquivos/Archives 2006

Janeiro - Olivença:um colonialismo esquecido

Arquivos/Archives 2005

Dezembro - QUESTÕES DE SOBERANIA

Novembro - MAIS UMA CIMEIRA IBÉRICA

Outubro - XV Cimeira Ibero-Americana

Setembro - 708 anos sobre o Tratado de Alcanices

Agosto - Olivença pelos Ares

Julho - ERRO HISTÓRICO

Junho - PONDEROSA QUESTÃO DE ESTADO

Maio - A Espanha não é um país amigo!

Abril - FACE  AO  COMPLEXO  DO «COMPLEXO ANTI-ESPANHOL»

Março - "CONTRA OLIVENZA"

Fevereiro - Olivença: A Espanha, tem Vergonha!

Janeiro - "...A Questão de Olivença Continua Actual..."

Arquivos/Archives  2005  2004  &  2003

 

The Dispute over Olivença

Archives 2005  &  2004

 

http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza - gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)

http://s9.invisionfree.com/Free_Olivenca_Forum/ - open to readers comments and to offer constructive argument about Portugal's just claims to Olivenca and what both countries can do to resolve this anomaly.

 

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Outras Notícias/Other News

 Neste Mês de Janeiro/This Month in January

12/Jan/2002

344 Anos do Aniversário da Batalha de Linhas de Elvas 14 de Janeiro de 1659

Elvas está ligada fortemente a muitos importantes momentos históricos de Portugal.

Tomada aos árabes em 1166 por D. Afonso Henriques, foi perdida depois; reconquistada em 1200 por D. Sancho I, novamente voltou ao poder dos mulçumanos.

D. Sancho II retomou-a em 1226, abandonando-a logo a seguir, mas em 1229, ano em que lhe concedeu foral, ficou definitivamente incorporada no território português.

Em 21 de Abril de 1513, D. Manuel I confere-lhe o título de cidade e em 1570, D. Sebastião elevou-a a Sede Episcopal, extinta em 1882.

Celebraram-se no Castelo de Elvas, em 1361, umas Cortes que ficaram históricas por nelas ter falado, pela primeira vez, o povo.

A cidade de Elvas também está ligada à Independência. Em 1336, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas mas não conseguiu tomá-la (Batalha do Salado).

Quando das guerras entre D. Fernando e Castela, a Praça de Elvas teve papel de relevo. Em 1381, D. João Rei de Castela, concentrou tropas e cercou Elvas...Leia mais: Uma Batalha com Historia

Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com

 

2003-01-16 16:17:17 - Jornal Digital

Fórum Olivença Envia Queixa à AACS por Falta de Rigor Histórico em Programa

Lisboa - O Fórum Olivença apresentou uma queixa na Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), denunciando alguns factos que consideram ser de «enorme gravidade por violarem o rigor e a isenção da informação» e também por «evidenciarem uma perigosa falta de independência perante interesses económicos e políticos, designadamente estrangeiros». Em causa está um programa emitido no passado dia 27 de Dezembro de 2002 no Canal História, da TV Cabo, sobre o tema «Passado Imperfeito: Espanha e Portugal, Tão Distantes, Tão Próximos».

Lembrando a obrigação legal da AACS «providenciar pela isenção e rigor da informação» e de «zelar pela independência dos órgãos de comunicação social perante os poderes político e económico», o Fórum refere que em vez de «um programa histórico rigoroso e documentado sobre as relações luso-espanholas», assistiu a «uma autêntica emissão de propaganda castelhana fazendo uma apologia da futura união ibérica»....Leia mais: Forum Olivenca envia queixa

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23 Janeiro 2003 - ExpressoOnline

Em Abril Sampaio nas Ilhas Selvagens

O Presidente da República, Jorge Sampaio, visita em Abril as Ilhas Selvagens, onde acompanhará acções da Marinha de patrulhamento da Zona Económica Exclusiva, anunciou ontem a Presidência da República.

Segundo a nota da Presidência da República, a visita às Ilhas Selvagens incluirá uma passagem pelo Funchal, não havendo ainda programa definido.

Nas Selvagens, Sampaio acompanhará acções da Marinha, que realiza naquelas águas missões de soberania e de patrulhamento da Zona Económica Exclusiva portuguesa....Leia mais: selvagens

Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com

 

Portugal and Spain Should Talk about Olivença

Spain's (New) Amabassador Interview With the Newspaper Diário de Notícias (DN) on 21 January 2003

During the course of this interview a number of topics were raised including: Portuguese -Spanish relations, NATO, the sinking of the Prestige, the fishing dispute between the two countries, and the new high speed train link. Then it was the turn of Olivença!...Leia mais: Time to Talk

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Diário de Notícias - 30/01/2002

Parlamento Propõe Comissão para a Questão de Olivença

- CARLOS ALBINO

"...Olivença é parte de Portugal"

A comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais reiterou que "de jure, Olivença é parte de Portugal, nunca tendo as autoridades portuguesas reconhecido qualquer direito soberano de Espanha sobre aquele território". ...Leia mais: Parlamento propoe Comissao

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30/January/2002

Parliament Affirms Olivença is Part of Portugal

The Report this week from the Commission on Parliamentary Matters, referred to a group of over 5,000 citizens that in June of last year submitted a Petition to the Assembly of the Republic, and is decisive, in affirming that "de Jure Olivença is part of Portugal, and never has the Portuguese Authorities recognized any sovereign right by Spain over that territory."  ...To Read More: Parliament Affirms

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24/01/2003

É Hora de Portugal e Espanha Falarem de Olivença

No passado dia 21 de Janeiro, o Embaixador de Espanha em Lisboa, Carlos Carderera Soler, em entrevista ao Diário de Notícias, reconheceu a existência do diferendo de Olivença que opõe Portugal e Espanha.

Admitindo o problema, o Embaixador de Espanha justificou o facto de existir "uma diferença de opiniões" quanto aos limites territoriais luso-espanhóis na região de Olivença com o argumento de que "foi impossível chegar a um acordo".

Face a tal declaração, que contraria a realidade história e jurídica dos factos, ...Leia mais: E Hora

A Coordenação

Forum Olivenca

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