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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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"Crer e Querer para Vencer"

Publicado desde 12 Setembro 2001

Notícias de Olivença Junho 2007

1. - Este serviço de informação foi iniciado em 2001 (somente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" em todo o mundo através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância de Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal, para reagir a Madrid e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, e fazer o "reino espanhol" respeitar a integridade territorial de Portugal.

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"FALTA DE ESTRATÉGIA", ler:"A Defesa"(Evora)-"MUNDO LUSÍADA"(Brasil)-O Primeiro de Janeiro-NOTÍCIAS DA AMADORA-"A AVEZINHA"-REVISTA "FOCUS"-Jornal de Nisa-"O DIABO"-DIÁRIO DE NOTÍCIAS-NOTÍCIAS DO ALENTEJO-EXPRESSO-PRAVDA(Edição em Português) 

Latest News últimas Notícias

2007-06-18 

Fauna selvagem perturbada por aviões
Espanhóis violam espaço aéreo nas ilhas Selvagens

Um voo rasante de um avião militar espanhol assustou as aves marinhas

Há uma nova ‘guerra’ nas ilhas Selvagens entre a Força Aérea de Espanha e os milhares de cagarras e outras aves marinhas que nesta altura do ano escolhem aquelas ilhas para nidificar”, avançou ontem o Diário de Notícias do Funchal. Em causa está um voo rasante de um avião militar espanhol numa área protegida, reserva integral portuguesa e que “os espanhóis teimam em não respeitar”, acrescenta aquele diário.

Entretanto, o deputado Pedro Quartin Graça fez um requerimento à Assembleia da República, onde pede esclarecimentos aos ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

Aquele responsável do Partido da Terra questiona o Governo no sentido de saber se “o referido avião foi detectado pelos meios de vigilância existentes na região da Madeira?”

É igualmente questionado o Governo sobre “quais as medidas que irá desencadear no sentido de obstar que violações do território nacional, em concreto, do espaço aéreo da Madeira, venham a ocorrer no futuro”.

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=246819&idCanal=90

 Segundo notícia de ontem no Jornal da Noite da TVI, o espaço aéreo
nacional foi novamente violado, com um vôo rasante com aeronaves da
força aérea espanhola sobre as Ilhas Selvagens pertencentes ao
arquipelago da Madeira.

Curiosamente o "incidente" que é repetido com frequência, parece que
é totalmente desprezado quer pelos meios de comunicação social, quer
pelo próprio Estado Português.
São conhecidas as intenções espanholas quanto às ilhas Selvagens, que
é a sua anexação às Ilhas Canárias, o espaço aéreo Português é
violado por esse mesmo país e a reação é um aparente "não se passa
nada". Um acto semelhante feito pelos Portugueses em espaço aéreo
espanhol, daria lugar a um atrito diplomático sem quaisquer dúvidas.

Não esquecer que o Presidente Jorge Sampaio visitou as Ilhas
Selvagens no seu ultimo mandato, para reforçar a soberania do
território, depois de várias violações do espaço territorial e Aéreo.

M. Barros (Fórum Olivença)
 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS,  8 de Junho de 2007
FALTA DE ESTRATÉGIA
A falta de perspectiva estratégica evidenciada por muitos daqueles que ocupam lugares de decisão na administração pública, nomeadamente nos níveis regional e local, acompanhada, habitualmente, de inabilidade e ignorância políticas, implica o desconhecimento do interesse nacional. (PARTE CORTADA:" e acarreta a este, frequentemente, prejuízos de monta.  Infelizmente, na ausência de um pensamento político-estratégico elaborado, conhecido e respeitado por tais decisores, multiplicam-se os casos em que se enfraquece, quando não se abandona, a defesa do bem comum dos portugueses."FIM DA PARTE CORTADA)
É já banal o modo como os meios políticos da Extremadura espanhola têm conseguido encantar e cativar alguns autarcas e outros responsáveis políticos do Alentejo raiano, os quais, aliciados com o novo «Eldorado» da «cooperação transfronteiriça» aceitam - com aparente prazer - colaborar na erecção de uma  «Grã-Extremadura», cujo «epicentro» se situa em Badajoz, como reclama impante a imprensa espanhola. (PARTE CORTADA:" e na qual talvez almejem ocupar o mesquinho posto de agentes, cantineiros ou capatazes."FIM DA PARTE CORTADA) É sintomática a ora realizada «reunión de alcaldes rayanos» em que, felizes e pressurosos, alguns presidentes de municípios norte-alentejanos acorreram à chamada do Alcalde de Badajoz, don Miguel Celdrán, e prometeram repetir a dose de três em três meses...
Não está em causa, naturalmente, a conveniência e a necessidade de serem desenvolvidas relações económicas e culturais entre regiões e espaços distintos mas vizinhos. Nem sequer o incremento de um descomprometido diálogo político entre duas realidades adjacentes, de onde podem resultar ganhos e benefícios para todos.
Mas já haverá de ser visto com reserva um projecto voluntarista que, privilegiando certamente Badajoz e a «Grã-Extremadura», se apresenta, na sua ambiguidade, de ganhos duvidosos para as terras alentejanas. Tudo isto, claro, ainda no pressuposto de que os referidos decisores não estarão, imaginando don Miguel Celdrán como um novo Godoy. (PARTE CORTADA:"conquistados para a ideia de fazerem do Alentejo uma grande Olivença."FIM DA PARTE CORTADA)

António Marques

 

Grupo dos Amigos de Olivença


Divulgação-07-07

O Tratado de Viena na TSF

A passagem de mais um aniversário do Tratado de Viena, que reconheceu
plenamente os direitos de Portugal sobre Olivença e determinou a sua
devolução por parte do ocupante, é tema em apreciação no programa da TSF
«Mais Cedo ou Mais Tarde», a emitir no próximo dia 8 de Junho
(sexta-feira), após as 14:00 horas, com a presença em estúdio do Presidente
da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença.

Lx., 07-06-07.

CI/GAO
___________________
www.olivenca.org

olivenca@olivenca.org

 

 



 29 de Maio
Jornal "BAIXO GUADIANA",(Algarve Oriental)
(Nota: Este jornal NÃO publicava, ´há muito, coisas "a favor" de Olivença. Tem muitos artigos em espanhol, e é distribuído em localidades espanholas !)
VINTE DE MAIO, UMA DATA MARCANTE NA HISTÓRIA DE PORTUGAL (RECORDANDO TIMOR... E NÃO SÓ!)
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Um governador militar, perante um ataque iminente, decide capitular. Afinal, o invasor mais não é que um peão manobrado por uma potência exterior. Lutar para quê ?
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Espera-se que, tal como sucedeu em situações anteriores, tudo volte a ser como antes quando uma verdadeira paz for assinada. O invasor sairá então.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Olivença capitula, sem disparar um tiro. A população inquieta-se, mas confia. Com o tempo, tudo regressará ao normal.
Muitos anos antes, em mil seiscentos e cinquenta e sete, ocorrera algo idêntico. Quase todos tinham fugido, para regressar onze anos depois. Tudo se recompusera.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um.
Não houve sangue. Uns poucos (os pessimistas!) atravessaram o Guadiana. Em Elvas, o invasor encontraria resistência, bem como em Campo Maior. Na primeira, conseguiu uns ramos de laranjeira. Na segunda, acabou por vencer, mas a que preço!!!
E veio uma paz falsa e logo violada. E outras guerras. E uma paz verdadeira, em que se apagou o vinte de Maio de mil oitocentos e um. Para todos. Mas não para o invasor. .
Vinte de Maio de dois mil e dois. Nasce uma nova nação. Gerada no sofrimento. Combatendo a indiferença. Com sangue, muito sangue.
Vinte de Maio de dois mil e dois. Esta data ficará na História. Vinte sete anos depois do seu acto ilegítimo de ocupação, a Indonésia vê surgir nas suas fronteiras um novo país ao qual quis negar a liberdade, apoiada por um grande deste mundo, em nome da estabilidade do seu próprio regime. Como se se pudessem invadir vizinhos só porque o sistema político não agrada. Não há lei que tal contemple. As instâncias internacionais nunca aceitarão a legalidade da acção.
Em vinte de Maio de dois mil e sete, recordemos esta lição. Portugal não pode esquecer o heroísmo de todo um povo, e pode orgulhar-se de o ter ajudado de forma decisiva. Portugal combateu uma situação de violação do Direito Internacional. Sem desfalecimento. Contra (quase)tudo e (quase) todos. Independentemente do peso dos adversários. Apenas porque acreditou que era justo fazê-lo. E independentemente das dificuldades que se lhe deparam, hoje, em dois mil e sete.
Vinte de Maio de dois mil e sete em Olivença. Madrid mantem a posse da cidade. Ali, ao contrário de Timor, não houve duzentos mil mortos.Nem mil. Nem cem. Nesse aspecto, não pode haver comparações. Mas matou-se uma cultura. Ou, pelo menos, ela ficou vazia, moribunda. Em duzentos e cinco anos, muito se consegue. Recorrendo à repressão, quando necessário. Às claras, ou discretamente.
Olivença viu ser sangrada a sua cultura e a sua história. Viu gente sua dispersa, numa sangria dos seus filhos. Não morreu na carne. Morreu no espírito. O passado tornou-se um conjunto de sombras vagas, contraditórias, falsidades contra as quais quase não consegue reagir. Perdeu as referências.
Vinte de Maio. Uma data no calendário. Consoante o ano, o início de uma ocupação persistente, contínua, preocupada em apagar um passado de seiscentos anos, numa população que resistiu com fracos recursos e apoios. Ou o início da vida independente de um povo. Que sofreu, mas venceu. Que a diplomacia nunca abandonou. Corajosamente. Crente em princípios.
Mil oitocentos e um. Dois mil e dois.Dois mil e sete, recordando.
Dois vinte de Maio...

Estremoz, 15 de Maio de 2007 Carlos Eduardo da Cruz Luna



Também:   Jornal "24 HORAS", 27-Maio-2007, Olivença Pág. "CIDADÃO" NÃO ESQUEÇAM !

Passou mais um 20 de Maio.(...) Recordemos que foi a 20 de Maio de
2002 que Timor-Leste se tornou oficialmente um Estado Independente.
(...) Recordemos também que foi a 20 de Maio, mas de 1801, que
Olivença foi ocupada pelo exército espanhol, sob o signo duma
aliança franco-hispana. Ocupação contestada depois, envolvida num
embróglio de ilegalidades, quando regressou a paz à Europa após a
tempestada napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal
britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes
na actual Europa Comunitária.(...)
Carlos Luna ESTREMOZ

(E no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 23-MAIO-2007, Olivença e Timor

O Diário de Notícias "regenerou-se", e publicou agora o texto INTEGRAL que se segue (antes, tinha publicado um resumo em que evitava referir-se a Olivença)

UM DIA HISTÓRICO

Passou mais um 20 de Maio, data que parece ser o símbolo máximo das contradições na História de Portugal. Recordemos que foi a 20 de Maio de 2002 que Timor-Leste se tornou oficialmente um Estado Independente. Mesmo a actual crise que nele se vive não pode por em causa o facto de o seu povo, para o bem e para o mal, poder decidir livremente sobre o seu próprio destino.

Recordemos também que foi a 20 de Maio, mas de 1801, que Olivença foi ocupada pelo exército espanhol, sob o signo duma aliança franco-hispana. Ocupação contestada depois, envolvida num embróglio de ilegalidades, quando regressou a paz à Europa após a tempestada napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes na actual Europa Comunitária.
Num caso e noutro... "não apaguem a memória"!
Carlos Luna ESTREMOZ


(E no JORNAL DE NOTÍCIAS, 20 de Maio de 2007)

VINTE DE MAIO: NÃO O APAGUEM DA MEMÓRIA!
Aproxima-se mais um 20 de Maio, data que parece ser o símbolo máximo das contradições na História de Portugal. Recordemos que foi a 20 de Maio de 2002 que Timor-Leste se tornou oficialmente um Estado Independente. Mesmo a actual crise que nele se vive não pode por em causa o facto de o seu povo, para o bem e para o mal, poder decidir livremente sobre o seu próprio destino. Recordemos também que foi a 20 de Maio, mas de 1801, que Olivença foi ocupada pelo exército espanhol, sob o signo duma aliança franco-hispana. Ocupação contestada depois, envolvida num embróglio de ilegalidades, quando regressou a paz à Europa após a tempestada napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes na actual Europa Comunitária.
Num caso e noutro... "não apaguem a memória"!
Estemoz
Carlos Luna

( TEXTO INTEGRAL ORIGINAL
20 DE MAIO:" NÃO APAGUEM A MEMÓRIA"
Passou mais um 20 de Maio, data que parece ser o símbolo máximo das
contradições na História de Portugal. Recordemos que foi a 20 de Maio de 2002 que Timor-Leste se tornou oficialmente um Estado Independente. Mesmo a actual crise que nele se vive não pode por em causa o facto de o seu povo, para o bem e para o mal, poder decidir livremente sobre o seu próprio destino.
Recordemos também que foi a 20 de Maio, mas de 1801, que Olivença foi ocupada pelo exército espanhol, sob o signo duma aliança franco-hispana. Ocupação
contestada depois, envolvida num embróglio de ilegalidades, quando regressou a paz à Europa após a tempestada napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes na actual
Europa Comunitária.
Num caso e noutro... "não apaguem a memória"!
Carlos Luna ESTREMOZ)



206 anos de ocupação de Olivença

Em 20 de Maio de 1801 - vão passados 206 anos! - Olivença foi tomada pelo
exército espanhol. A NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA encontra-se,
desde então, sequestrada pelo país vizinho.
Sustentando publicamente a posição político-diplomática e o direito
constituído do nosso país (Olivença é, de jure, território de Portugal, não
obstante encontrar-se, de facto, sob administração espanhola), o Grupo dos
Amigos de Olivença vem pugnando, há largas dezenas de anos, pela discussão
e resolução da Questão de Olivença, com a natural retrocessão do território
a Portugal.
Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no
relacionamento peninsular, esta Associação entende que só a assunção
frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português,
colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassá-lo e
resolvê-lo com Justiça.
Pedindo às Autoridades nacionais que tomem as medidas necessárias para a
manutenção da Cultura Portuguesa em Olivença, esta Associação exorta os
portugueses, detentores da Soberania Nacional, a sustentarem e defenderam
uma Olivença portuguesa, repudiando dois séculos de alheamento e dando
satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.
Lisboa, 20-05-2007.
A Direcção.


__________________________
SI/Grupo dos Amigos de Olivença
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org <http://www.olivenca.org> - olivenca@olivenca.org


(E publicado no EXPRESSO, 26-MAIO-2007
CARTAS

Os 206 anos de ocupação de Olivença

Em 20 de Maio de 1801 - vão passados 206 anos! - Olivença foi tomada pelo
exército espanhol.(...)Sustentando publicamente a posição político-diplomática e o direito constituído do nosso país (Olivença é, «de jure», território de Portugal, não
obstante encontrar-se, de facto, sob administração espanhola), o Grupo dos
Amigos de Olivença vem pugnando, há largas dezenas de anos, pela discussão
e resolução da Questão de Olivença, com a natural retrocessão do território
a Portugal.(...)Só a assunção
frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português,
colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassá-lo e
resolvê-lo com Justiça.(...)
GRUPO DOS AMIGOS DE OLIVENÇA, Lisboa)

 

Ponte rodoviária nova, inaugurada em 2000, construída por Portugal para facilitar a ligação das duas margens portuguesas do Rio Odiana (Guadiana) entre Elvas e Olivença

18 de Mai de 2007  
(notícia onde as referências a *"internacional" são da responsabilidade da jornalista=(três gravuras do evento)
ELVAS/OLIVENÇA                         COMEMORAÇÃO DA GEMINAÇÃO
"UMA PONTE ENTRE DOIS POVOS"


Os municípios vizinhos de Elvas e Olivença (Espanha) promoveram na Terça-Feira, 1º de Maio, o segundo encontro no âmbito do protocolo de geminação assinado em 1990. Dezenas de pessoas concentraram-se na Ponte Internacional* da Ajuda, inaugurada a 11 de Novembro de 2000, para assistia a uma cerimónia presidida por José Rondão Almeida, chefe do município elvense e Ramón Rocha Maqueda, Alcalde de Olivença.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Elvas, «é muito importante a união entre estas duas cidades, pois só assim se pode preservar o património histórico e cultural que nos legaram os nossos antepassados», Rodão Almeida salientou o trabalho desenvolvido entre as duas autarquias numa perspectiva de desenvolvimento económico e urbanístico e apontou como exemplo mais importante a Ponte Internacional da Ajuda. Segundo o autarca esta obra sobre o Guadiana «conseguiu colocar mais perto o que, geograficamente, já estava próximo».
Depois de 28 anos à frente do Município de Olivença, Ramón Rocha Máqueda termina o seu trabalho como "Alcalde del Ayuntamiento". Foi com emoção que Ramón Rocha agradeceu aos elvenses e oliventinos todo o apoio que sentiu ao longo dos seus mandatos, pedindo em troca que «esta união entre os dois povos se mantenha, para o bem das duas cidades e dos dois Países, pois um povo unido é um povo mais forte».
As comemorações de Geminação entre Elvas e Olivença integraram um desfile de 50 cavalos e cavaleiros portugueses e espanhóis, uma demonstração equestre de Doma, animação musical e ateliers infantis.
Susana Chambel
jornalaltoalentejo@sapo.pt


 

17 de Maio de 2007

LINHAS DE ELVAS João Góis (secção OPINIÃO, página 13, "EU E AS COISAS")
AINDA A RECONSTRUÇÃO DA ANTIGA PONTE DA AJUDA
Aproveitando a cerimónia comemorativa da geminação entre Elvas e Olivença, realizada no feriado de 1 de Maio, o senhor Rondão Almeida como presidente da Câmara Municipal de Elvas e o senhor alcaide de Olivença Ramón Rocha Maqueda voltaram novamente ao tema da reconstrução da velha Ponte da Ajuda. O senhor Ramón Rocha, que depois de 28 anos de funções autárquicas abandonará o cargo, disse que era com mágoa que deixava as suas funções sem ver a reconstrução do monumento. Rondão Almeida disse que tudo faria para que aquela obra seja uma realidade. Todos nós sabemos que neste impasse de quase 300 anos, em que a ponte foi destruída parcialmente, nem Portugal, nem tampouco a Espanha, preservaram, tanto de um lado como de outro(*), aquele monumento português, que D. Manuel I edificou no seu reinado.
Tratando-se de uma urgência unir mais os dois povos, e nada se fazendo para a reconstrução, os dois autarcas das cidades vizinhas, sabendo das dificuldades que iriam ter, "e as tiveram", construíram a nova ponte. Temos, portanto, acesso rápido e seguro para ir para Olivença como os oliventinos têm para vir a Elvs. E como vou com frequência à nossa cidade irmã, passeio-me pela nova ponte e tenho uma vista para a velha. Analiso e penso: valerá a pena a reconstrução? Preservá-la não seria solução? Ficaria o monumento do século XVIII (**) e o seu historial para os nossos vindouros saberem quem foram os nossos antepassados. E também não deixo de pensar: se endireitàssemos a Torre de Pisa, seria o monumento que hoje é? Se reconstruírem o Templo de Diana seria também o mesmo? E outros tantos que existem. Esta é a modesta opinião de um elvense, amigo e Olivença.

NOTAS IMORTANTES:

(*)PEQUENA INCORRECÇÃO: se hoje se pode discutir se a Esanha poderá ter responsabilidades de reconstrução, e legalmente não terá, entre 1709 e 1801 a culpa de não se ter procedido a uma reconstrução era só e inegavelmente portuguesa, pois a posse das duas margens era então, sem reservas, portuguesa.
(**)PEQUENA DISTRACÇÃO: como disse o autor, se o monumento é manuelino, é do século XVI, e NUNCA do XVIII.

 

 

Garantia dada pelo residente da Câmara de Elvas
Reconstrução da antiga Ponte da Ajuda ainda é possível
Célia Oliveira/LINHAS DE ELVAS/Expresso, 10 de Maio 2007
 
O presidente Rondão Almeida prometeu empenhar-se na recuperação da histórica ponte, que ligava a Espanha e Portugal, durante a cerimónia comemorativa da geminação entre Elvas e Olivença, realizada na nova ponte rodoviária.
 
Reconstrução da antiga Ponte da Ajuda ainda é possível
 
“Tudo farei para que aquela obra seja uma realidade”, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Elvas ao alcaide de Olivença, Ramón Rocha Maqueda, que agora abandona o car­go, após 28 anos de funções autárquicas. “Sei que parte com uma mágoa (e esta obra me encarregarei de levar por diante), não ver aquela pon­te, derrubada há séculos, reconstruída no decorrer do seu mandato”, declarou Rondão Almeida.
Ramón Rocha Maqueda falou também desse desejo e comparou a situação de impasse a uma mãe que “tem os braços abertos, mas não consegue ali reunir os seus filhos”. Contudo, a esperança persiste. “Tem havido muitos impedimen­tos, mas há um mês realizou-se a última reunião sobre a ponte, entre os dois Go­vernos. Creio que muito em breve veremos esta ponte reconstruída”, afirmou.
O alcaide de Olivença aludiu também, na sua intervenção, às dificuldades de ambos os autarcas para conseguir construir a nova ponte, sobre cujo tabuleiro se realizou a cerimónia. A nova Ponte da Ajuda, inaugurada em Novembro de 2000, permitiu reduzir para menos de metade a distância física entre as duas cidades.
Culpa dos narcisos
 
Recorde-se que as obras na velha ponte da Ajuda foram suspensas em 2003 por or­dem judicial quando estavam a ser executadas pelo Ministério do Fomento espanhol.
Uma das questões então levantadas, para além de outras no âmbito da intervenção patrimonial, passava pela protecção da população mais densa a nível mundial de um narciso em vias de extinção, o narcissus cavanillesii.
Encontrando-se protegido por normas internacionais, esta é uma espécie endémica e extremamente rara da Península Ibérica e do Norte de África, só existindo duas populações conhecidas em Portugal. A mais numerosa encontra-se, justamente, no tabuleiro da ponte da Aju­da, segundo se lê no sítio oficial do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
 A recuperação daquele património histórico para uso pedonal havia sido decidida durante a cimeira luso-espanhola do Algarve, em 1990, e o projecto de reconstrução foi apresentado em 1995. Em Novembro de 2006, o assunto voltou a ter novo desenvolvimento judicial, quando o Tribunal da Relação de Évora deu  provimento a um recurso apresentado pelo Grupo dos Amigos de Olivença, que considerava ilegais as obras até ali realizadas. Em Fevereiro deste ano, o próprio GAO anunciou que a velha ligação manuelina “sempre vai ser recuperada”.
O IPPAR, no final de 2006, auto­rizou nova reconstrução do monumento histórico, uma vez respeitadas uma série de normas, nomeadamente não ofender o esqueleto manuelino do monumento. "A Ponte voltará a cumprir a sua função muito em bre­ve”, referiu Carlos Luna, elemento daquele organismo, que defende a soberania portuguesa sobre Olivença.
Edificada no reinado de D. Manuel I, a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda encontra-se arruinada desde o século XVIII (foi parcialmente destruída na Guerra da Sucessão de Espanha em 1709). Situa-se na margem direita do rio Guadiana e permitia a circulação viária entre Elvas e Olivença.

 

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ATLAS DE PORTUGAL 2007

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Comentário/Comment

 Junho 2007

 

25 de Jun de 2007 
POESIA (III)



TRADIÇÃO (EM PERIGO)

Como um oásis numa planície ardente
emerge Olivença no nosso caminho.
O Sol de Verão castiga-nos, quente,
sem dar descanso por um bocadinho.

Olhamos felizes o casario branquinho
e a nossa alma um aconchego sente;
do Alentejo está ali um pedacinho,
naquela terra está uma nossa semente.

Os rodapés pintados, na sua beleza,
fortalecem mais ainda a convicção
de estarmos no Alentejo, com certeza.

Aqui e aém, uma nova construção
faz nascer em nós alguma tristeza,
perante o esquecimento da tradição...

Estremoz, 25 de Junho de 2007
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 

22 de Jun de 2007
DUAS POESIAS


PORTUGUÊS AMEAÇADO

Chamaram-lhe "chaporreo" sem sentido,
disseram ser idioma degenerado,
língua de trapos, veiculo perdido
para se exprimir algo de elevado!

Disseram nunca dever ter aparecido,
quanto mais costumar ser falado
por um povo, num recanto esquecido
que vê o seu passado desprezado.

Oh, fala de Olivença, cru alentejano
falado durante séculos sem fim
pelos teus filhos no trato humano!

Não é possível que termines assim
como se não tivesses passado mundano,
como se nunca foras usado, enfim...

Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz, 21 de Junho de 2007

NÃO ME PEÇAM

Leio a História duma repressão
no nome de cada rua adulterado;
verifico uma consciente intenção
num apelido que foi modificado.

Não posso negar uma omissão
em cada livro que foi rasgado;
não pode merecer uma aprovação
cada facto por má-fé ocultado.

Não me peçam que seja conivente
para calar a voz da memória
apenas porque tal é conveniente

não me digam ser acção meritória,
emnome dum fugaz tempo presente,
apagar de Olivença a sua História!

Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz, 21-Junho-2007

MIGUEL TORGA E OLIVENÇA
23 de Mai de 2007
Soluço à vista de Olivença

Alentejo!
Minha terra total!
Meu Portugal
Aberto,
Eternamente incerto
Nas fronteiras, no tempo e nas colheitas!
Minhas desfeitas
Praças fortificadas!
Minhas insatisfeitas
Correrias,
A contar no franzido das lavradas
As rugas tatuadas
No rosto dos meus dias...

Juromenha, 4 de Outubro de 1976

Miguel Torga,
in "Diário XII", 1977; "Poesia Completa", 2000

 


Nota à Comunicação Social

Bloqueio espanhol à construção da Ponte de Olivença

Em 1990, na Cimeira Ibérica, os primeiros-ministros de Portugal e de Espanha assinaram um convénio para a reconstrução da Ponte de Olivença (Ponte de N. Sr.ª da Ajuda), a empreender conjuntamente pelos dois países, o que pôs em perigo os direitos portugueses sobre Olivença ao poder ser entendido como um reconhecimento da fronteira no Guadiana. 

            Em Março de 1994, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, então presidido por Durão Barroso, bloqueou a execução do projecto de reconstrução da Ponte de Olivença. O Embaixador português Pinto Soares, nosso representante na Comissão Internacional de Limites, recusou-se a discutir o dossier da ponte, afirmando que «o Estado português não se pode envolver em nenhum projecto que envolva o reconhecimento do traçado da fronteira num local em que não há consenso quanto a ela». 

            Em Novembro de 1994, na Cimeira Ibérica do Porto, chegou-se a acordo para a Ponte da Ajuda ser reconstruída por Portugal, sem intervenção da Espanha, de forma a não serem comprometidos os direitos portugueses sobre o Território de Olivença. 

            A 7 de Janeiro de 1997 é assinado, em Elvas, entre a Comissão de Coordenação da Região Alentejo e a Câmara Municipal de Elvas, o protocolo para a reconstrução da Ponte de Olivença, hoje vulgarmente chamada Ponte da Ajuda ou de Nossa Senhora da Ajuda.

            Para resolver definitivamente o problema diplomático suscitado pela pretensão espanhola de participar na concretização do projecto, o Estado Português assumiu o financiamento e a direcção da obra, cuja execução foi entregue à Câmara Municipal de Elvas.
O empreendimento orçado em 1 milhão e 520 mil contos comporta a recuperação da antiga Ponte da Ajuda e a construção de uma nova ponte rodoviária. As verbas provêm em 75% da União Europeia, através do programa INTERREG II, sendo a restante parcela coberta pelo Estado Português.
Ao transferir a execução do projecto para a Câmara Municipal de Elvas, o Governo Português afirmou que Olivença é parte integrante de Portugal e que a ligação entre estas duas cidades não tem uma dimensão internacional e transfronteiriça como a Espanha pretendia.

            Em 14 de Julho de 1999, a Câmara Municipal de Elvas consignou à empresa Conduril a construção da nova ponte rodoviária sobre o Rio Guadiana, pelo valor de 780.000 contos, trabalho que deveria estar concluído no prazo de 9 meses.

            A 18 de Outubro de 1999, a Câmara Municipal de Olivença bloqueia a continuação dos trabalhos de construção da ponte na margem esquerda do Guadiana exigindo um documento escrito onde sejam definidas as competências das duas autarquias, contrariando o habitual procedimento de tratar apenas verbalmente dos assuntos relacionados com o empreendimento por forma a não serem levantadas dificuldades diplomáticas entre Portugal e Espanha em resultado de continuar por resolver o problema da soberania sobre o Território de Olivença.
 
 

            Na sequência deste acontecimento, o Grupo dos Amigos de Olivença considera imperioso produzir as seguintes considerações:

            1.º - Denunciamos veementemente as cavilosas intenções do Estado espanhol que desde 1990 procurou aproveitar o projecto de construção da nova ponte entre Elvas e Olivença para maquiavelicamente alcançar o reconhecimento da sua soberania sobre Olivença, tendo há poucos meses voltado a propor ao Governo português que lhe fosse entregue a reconstrução da antiga Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, erguida no Séc. XVI para ligar as duas localidades e que em 1709 foi parcialmente destruída;

            2.º - Repudiamos a vergonhosa atitude do Alcaide de Olivença cujas reais intenções foram claramente expressas após o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal recusar a participação espanhola no empreendimento, altura em que encerrou os cursos de língua portuguesa em Olivença, afirmou que se recusaria a assistir à inauguração da ponte se apenas fosse construída por Portugal e propôs a edificação de uma estátua de homenagem a Manuel Godoy, o conquistador de Olivença em 1801, comportando-se assim como um mero serviçal do ocupante e instrumento da estratégia usurpadora de Madrid;

            3.º - Esperamos que à exigência do Alcaide de Olivença de ser assinado um documento escrito definidor das competências das duas autarquias seja dada uma resposta adequada à salvaguarda dos interesses diplomáticos portugueses, evitando-se que se caia na nova armadilha espanhola de fazer parecer que a referida ponte tem carácter internacional; e 

            4.º - Exigimos que em circunstância alguma se aceite a participação espanhola na futura reconstrução da velha Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, monumento classificado como Imóvel de Interesse Público que constitui um indelével padrão da portugalidade de Olivença e de todo o seu território.
 

            Lisboa-Leiria, 16 de Novembro de 1999. 

Por Portugal e por uma Olivença Portuguesa

 O Presidente da Direcção


 

 

OPL

1. - Este serviço de informação foi iniciado em 2001 (originalmente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância da Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal, para reagir a Madrid e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, e fazer o "reino espanhol" respeitar a integridade territorial de Portugal.

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