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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801. Com Az(n)ar ou sem ele, ainda a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu, todo o nosso país.
Mesmo em 2005, continua vivo, sempre à moda castelhana, a política imperialista de Madri.
Portugal - 'de Jure' Fronteira/Border
Notícias de Olivença Novembro 2005
Nov 19, 2005
Missa em português em Olivença!
No dia 1 de Dezembro haverá Missa em português na Igreja de Santa Maria Madalena, em Olivença.Nov 26 - Infelizmente, devido à falta de fé do pároco de Olivença, esta missa não será agora realizada. Todos estão convidados a participar na Missa da Novena da Imaculada Conceição, celebrada às 16:00 em Elvas, na Capela de Nossa Senhora da Conceição. Um novo Horário do Programa poderá ser consultado no Forum Olivença.
Nov 19, 2005
http://news.google.pt/
Grupo de Amigos de Olivença promovem protesto em Évora
Jornal da Madeira -15 horas atrás
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em Évora, onde ...
Grupo de Amigos de Olivença faz protesto em ÉvoraJornal Digital
Cimeira: "Olivença é nossa"Rádio Renascença
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http://news.google.pt/news?hl=pt-PT&ned=&q=oliven%C3%A7a&btnG=Search+News
Jornal da Madeira :: Nacional : Nov 19, 2005
Aproveitando a realização da Cimeira Luso-Espanhola
Grupo de Amigos de Olivença promovem protesto em Évora
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em Évora, onde, ontem, começou a XXI Cimeira Luso-Espanhola.
Ao lado da estrada de acesso à unidade hoteleira onde se reúnem os primeiros-ministros português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, elementos do GAO colocaram duas faixas, presas às árvores.
"Olivença é terra portuguesa", pode ler-se numa delas, de dez metros de comprimento e de fundo branco, escritas a verde garrafal.
Quatro dirigentes do GAO estiveram no local, empunhando uma bandeira de Olivença (verde e amarela) para reivindicar a "portugalidade" daquela localidade.
Fernando Castanhinha, responsável pela delegação de Évora do GAO, justificou, ontem, à agência Lusa a realização do protesto com a necessidade do Estado português "adoptar uma atitude mais activa na defesa de Olivença como parte do território nacional".
"Queremos sensibilizar a opinião pública para este problema e pressionar o governo português, pois, após 200 anos de ocupação espanhola de Olivença, já é tempo de acabar com a passividade e ter atitude mais activa para que esse território seja devolvido a Portugal", disse.
Nov 19, 2005
Grupo de Amigos de Olivença faz protesto em Évora
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=8308
Évora - O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) protesta, esta sexta-feira, em Évora, onde decorre a partir de hoje a XXI Cimeira luso-espanhola, contra os«200 anos de ocupação espanhola de Olivença».
O GAO, que reclama que «Olivença é terra portuguesa», colocou faixas junto à estrada que será percorrida pela comitiva que participa na cimeira, a primeira entre os chefes de Governo José Sócrates e José Luís Zapatero.
Segundo este grupo, a questão de Olivença continua por resolver, «uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português».
Aliás, lembram os Amigos de Olivença em comunicado, «o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que `mantém aposição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional´ e que `Olivença é território português´».
Para o GAO, o litígio em torno da soberania de Olivença tem «efeitos reais enegativos» no seu relacionamento: «Se o confronto se evidencia em episódios`menores´, também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados emáreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença».
Assim, lança um desafio aos governantes dos dois Estados «para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações qu conduzam à solução justa do litígio» e apela ao Governo de Portugal para que «leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal».
Nov 18, 2005
Amigos de Olivença fazem protesto em Évora
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em Évora, onde hoje começa a XXI Cimeira Luso Espanhola.
Ao lado da estrada de acesso à unidade hoteleira onde vão reunir-se os primeiros-ministros português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, elementos do GAO colocaram duas faixas, presas às árvores.
"Olivença é terra portuguesa", pode ler-se numa delas, de dez metros de comprimento e de fundo branco, escritas a verde garrafal.
Quatro dirigentes do GAO estão já no local, empunhando uma bandeira de Olivença (verde e amarela) para reivindicar a "portugalidade" daquela localidade .
Fernando Castanhinha, responsável pela delegação de Évora do GAO, justi ficou hoje à agência Lusa a realização do protesto com a necessidade do Estado português "adoptar uma atitude mais activa na defesa de Olivença como parte do território nacional".
"Queremos sensibilizar a opinião pública para este problema e pressionar o governo português, pois, após 200 anos de ocupação espanhola de Olivença, já é tempo de acabar com a passividade e ter atitude mais activa para que esse território seja devolvido a Portugal", disse.
Segundo Fernando Castanhinha, Olivença "sempre foi portuguesa e assim d eve continuar a ser".
"Foi conquistada pelos espanhóis uma ou duas vezes, ao longo dos séculos, durante as guerras, mas depois, já em tempo de paz, regressou sempre a Portugal", frisou, garantindo que Espanha, em 1815, "assinou um tratado comprometendo-
se a devolver o território aos portugueses, o que não aconteceu".
O GAO esclarece ainda que se limita a "dar visibilidade e voz a uma pos ição que é a do Estado português", já que "Portugal, desde 1817, não reconhece queOlivença seja espanhola e nega a delimitação da fronteira nessa zona".
Com as faixas que já se encontram penduradas junto à estrada que vai ser percorrida pela comitiva que participa na XXI Cimeira Luso Espanhola, o GAO quer que este problema "esteja à vista de todos", principalmente de José Sócrates e de José Luis Rodriguez Zapatero.
Agência LUSA
2005-11-18 14:41:13
Cimeira: "Olivença é nossa"
http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=150396
18/11/2005
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em
Évora, onde hoje começa a XXI Cimeira Luso- Espanhola.
Nov 18, 2005
RTP: Amigos de Olivença fazem protesto em Évora
http://www.rtp.pt/index.php?article=208505&visual=16
MAIS UMA CIMEIRA IBÉRICA
Vai decorrer, em Évora, nos dias 18 e 19 de Novembro de 2005, mais uma Cimeira entre Portugal e Espanha. Dado o bom relacionamento entre os dois países, não se prevêem grandes debates ou decisões inesperadas. As duas diplomacias, num clima de grande abertura, terão feito tudo para que os documentos a discutir em Évora mais não necessitem do que meia dúzia de ajustes simbólicos e de algumas assinaturas para se tornarem "efectivos" e se poder por em prática o que neles se estipula.
É comovente, e é bonito. Na verdade, é em clima de amizade que os
problemas devem ser resolvidos...sabendo-se como outros caminhos, já
dolorosamente percorridos ao longo dos séculos nos inúmeros e sangrentos conflitos entre os dois maiores Estados Ibéricos, nada produziram de bom para os respectivos povos.
Só se deseja é que a Diplomacia Portuguesa seja merecedora da
confiança que nela se deposita, e que não dê a imagem, que muitas vezes surge perante a opinião pública, de a tudo o que Madrid pede acabar por ceder. Não é assim que se constroiem amizades sólidas e duradouras, pois acabam por surgir os mais inconvenientes ressentimentos.
Não se pode esquecer que Évora fica a cerca de 70 quilómetros, em
linha recta, da cidade de Olivença. O problema da posse deste território
vê a sua discussão, e portanto a sua resolução, adiada de cimeira para
cimeira.Desde há duzentos anos. Quase desde que foi cedida, em 1801. Desde que foi devolvida a Portugal...por tratado assinado pela Espanha e por todas as Potências europeias em 1815, em Viena de Áustria. Dado o actual clima de amizade e confiança, não se vê muito bem por que razão não se pode encarar este litígio de frente, sem os
costumados subterfúgios.
É infelizmente inevitável fazer comparações com as atitudes de
Madrid perante um caso semelhante. Na verdade, a Espanha não hesita, quando tem lugar qualquer evento, pequeno ou grande, em que se encontrem representantes seus e da Grã-Bretanha, em recordar o problema de Gibraltar. Fá-lo sempre, aproveitando a amizade reinante com Londres. Tem vindo sempre a fazê-lo, independentemente dos regimes, desde o século XVIII, porque considera estar a bater-se por algo justo.
E nem se esquece de argumentar que as questões de justiça devem ser
vistas pelas suas razões históricas, políticas, e diplomáticas. Não aceita razões económicas (como as de que em Gibraltar se vive melhor do que em Espanha, e de que as leis de Gibraltar vão mais ao encontro da Globalização), nem políticas (como a existência de um Tratado de 1713/14 em que o Rochedo era cedido a Londres, ou como as leis vigentes no mesmo permitem uma Democracia mais "avançada" do que a praticada em Espanha), nem outras (por exemplo, considera que a população local, ao exprimir sérias dúvidas em relação a uma eventual soberania espanhola, está a ser vítima de manipulações e de visões distorcidas da História...)..
Madrid propõe-se apenas minimizar eventuais impactos negativos nas
populações de um regresso de Gibraltar a Espanha, mas lá vai
defendendo que "a soberania não é negociável" e que se possam decidir "pertenças nacionais com base em meros interesses económicos".
Talvez a proximidade de Évora em relação a Olivença inspire alguns
participantes da Cimeira a referir a questão que rodeia a posse da
cidade transodiânica. Talvez, se referirem as águas do Alqueva, se lembrem de que, por causa da problemática de Olivença, foi possível a Portugal dispor dovale do Guadiana e do lago artificial criado com bastante liberdade, complicações diplomáticas.
Talvez, no meio de atitudes hipócritas, alguém destoasse, e recordasse que é com os amigos mais chegados que se discutem todos os problemas, sem complexos e sem mentiras.
Todavia, tal não sucedeu. Apenas um grupo de cidadãos, à margem da Cimeira, no dia 18, esteve a 200 metros do local da mesma,protestando, com faixas a lembrar a questão, e distribuindo alguns comunicados, em que se pedia para, dentro da maior concórdia, se abordar o litígio. Cerca das 17:00, depois da passagem das individualidades portuguesas, mas antes da chegada da comitiva espanhola, foi dada ordem, muito delicadamente, para que se pusesse fim ao protesto.
Tal presença, não obstante, foi positiva. Ajudou a que ficasse claro que
ainda existe Memória em Portugal, e que há gente que a procura preservar. Num clima de amizade e concórdia claro... ainda que politicamente um tanto incorrecto...pelo menos para alguns.
Carlos Eduardo da Cruz Luna, Estremoz(Notícias do Alentejo (Jornal Digital), 17-Novembro-2005, Mais uma Cimeira Ibérica…)
Jornal "O DESPERTADOR"(Elvas), 09-Novembro-2005 (OLIVENÇA)
O PERIGO ESPANHOL: MITO OU REALIDADE?(o exemplo de um caso concreto..)Carlos Eduardo da Cruz Luna
Prof. História do Ensino Secundário
Não pretende este "trabalho" analisar profundamente o problema do "Perigo Espanhol", mas tão só reflectir sobre um caso CONCRETO, poucas vezes ( o que é mau) relacionado com a problemática de se tentar adivinhar qual poderia ser o futuro de Portugal se, por qualquer motivo, ficasse sob o domínio de Madrid. E penso haver motivos para reflectir...
Antes, não resisto a recordar as palavras de Jordi Pojol, então dirigente da Catalunha (ainda não estava no Poder o mais nacionalista Pascual Maragall), ao "Expresso" de 12 de Outubro de 2002 : "...imagine que em 1640 a sublevação portuguesa tinha sido derrotada, e que desde então até hoje Portugal estivesse (...) incorporado em Espanha; Portugal teria sofrido a pressão das Instituições políticas, do Poder Administrativo Espanhol, a perseguiçáo da sua cultura e a proibição do ensino do Português nas escolas, na administração, na comumicação social e, inclusivamente, durante muitas e muitas décadas, a proibição de que se editassem livros em Português ou até mesmo que se desse catequese em português. Imaginem (...)que hoje a Praça dos Restauradores se chamasse Praça Felipe III e a Alameda D. Afonso Henriques se chamasse Alameda Felipe I."
Seria interessante discutir se Jordi Pujol estaria ou não a exagerar. Não nos é possível saber o que sucederia exactamente o que sucederia se Portugal tivesse sido derrotado no conflito de 1640-1668. Mas, ao fim e ao cabo, há um caso concreto, e é esse que vou tentar analisar, de um território de cultura portuguesa submetido a Madrid. É raro estudar-se sob este ponto de vista, mas penso ser importante fazê-lo. Trata-se da Região de Olivença ( e Táliga...).
Uma vez mais, é impossível saber se, unido a Espanha, Portugal seria transformado numa Gigantesca Olivença. Talvez a dimensão da território e o peso da população não tivessem permitido tal. Todavia, mesmo sem se chegar à situação do "Território das Oliveiras", causa muita apreensão pensar somente que se poderia chegar a uma situação intermédia, de tal forma negativa ela se apresenta em certos aspectos hoje em Olivença. É que...intermédia seria ainda bastante má...
Já se sabe. Olivença foi conquistada pela Espanha em 1801. Segundo a interpretação diplomática portuguesa, o Tratado que se seguiu foi anulado em 1807, e tal anulação foi reconhecida pela Europa em Paris (1814), em Viena de Áustria(1815), e em documento assinado por Madrid em 1817.
O problema começa aqui. Mais de 80% dos oliventinos desconhece tais factos, e acreditam que Olivença foi trocada por Campo Maior, ou que veio para Espanha no dote de uma Rainha, ou em qualquer outra historieta sem fundamento histórico.
Mas há mais. Em nenhuma escola de Olivença (e Táliga, aldeia independentizada no Século XIX) se ensina a verdadeira História da Região, mas tão só a História de Espanha. E isto desde há duzentos anos. O Oliventino cresce a aprender ( e a lutar por ) uma História que NÃO É A SUA.
É verdade que se ensina actualmente português em Olivença, mas só no Ensino Primário, já que no Secundário tal não foi autorizado. E, claro, aprende-se o Português como algo um tanto "folclórico", algo de um tanto exterior à região. O velho Português alentejano, falado pelos idosos, é desvalorizado. Não há continuidade geracional.
A nível de consciência colectiva, o oliventino tem poucas referências. Os seus apelidos e a toponímia, sempre que possível, foram adulterados, traduzidos,"mudados". E não se vislumbram esforços no sentido de reverter tal situação.
Os apelidos " sobreviventes" são explicados das formas mais engenhosas possíveis. Por exemplo, é comum dizer-se que se tem um antepassado vindo de Portugal. Após falar aí com vinte oliventinos, quase metade afirma ser essa a origem do seu nome. Donde se conclui, com espanto, que das duas, uma: ou os locais têm pouca consciência de que os seus nomes eram todos portugueses na sua terra durante séculos e séculos, ou que vagas de imigrantes portugueses escolheram misteriosamente a região ~de Olivença para se instalarem...opção obviamente sem lógica.
Como se poderá imaginar, é desconcertante ouvir dizer que nomes como "Vidigal" ou "Valério" são espanhóis... principalmente nesta último caso, pois um dos heróis da resistência lusófona em Olivença chamava-se Vicente Vieira Valério, que, por não querer escrever em castelhano, ficou sem recursos para sobreviver. Contam-se pelos dedos das mãos os oliventinos que conhecem este facto histórico.
É chocante ouvir um professor de História de Olivença, de apelido Silva, dizer que os portugueses não devem reclamar o território, tal como os espanhóis não reclamam Campo Maior...mostrando ignorar que está a referir-se a uma falsificação da História.
Muitos outros exemplos poderiam ser dados, como o de se argumentar que o nível de vida é superior em Espanha ( nunca se diz que já foi superior em Portugal; nessa época, a Ditadura Franquista reprimia todo o sentimento português; e, claro, esquece-se que o nível de vida de Gibraltar é superior ao de Espanha), o de se dizer que Olivença só cresceu sob domínio espanhol (recorde-se que, em 1801, segundo autores espanhóis, Olivença era comparável a Elvaqs e Badajoz, e que no século XIX decresceu...mesmo porque muita população foi obrigada a refugiar-se em Elvas, Alandroal; Vila Viçosa, etc. ), ou o de se dizer que entre 1297 (Tratado de Alcañices) e 1801 Olivença foi território espanhol ocupado por Portugal...
Apenas os monumentos dão aos oliventinos alguma noção clara de que algo não-espanhol existiu na localidade... e mesmo assim com algumas confusões. O casario, tradicionalmente igual ao meridional português, vai sendo demolido ou abandonado. As chaminés alentejanas vão desaparecendo... bem como as janelas estritas e os "poiais".
As autoridades locais, mais "abertas" em Democracia que noutros tempos, não conseguem resolver tais contradições. Pelo menos os monumentos estão muito bem cuidados e aproveitados, o que só pode merecer rasgados elogios. Mas... são corpos sem "alma".
Todavia, mantêm-se vivos inúmeros preconceitos antiportugueses, baseados em concepções "culturais" absurdas, falseadas, mesmo xenófobas. Que não nasceram do acaso. Houve uma "desportugalização" intencional e legislada ( não esquecendo a proibição da língua desde o século XIX), variando de intensidade, mas sempre presente, e nunca esquecendo a repressão franquista, época em que tal política foi particularmente intensa.
É espantoso o que se pode encontrar em Olivença, se se aprofundar a Análise Histórica aos aspectos sociais, culturais, económicos, ou outros. É toda uma destruição de uma cultura, uma negação da História, uma perversão das consciências.
Dir-se-á que Olivença (com Táliga) é uma região de 453,61 quilómetros quadrados, e um caso pontual; como alguém já disse, uma "borbulha" nas relações luso-espanholas. Mas, todavia, uma "borbulha" com duzentos anos, tratada com tanto desrespeito na sua substância, submetida a tantos atropelos, não permite encarar com qualquer optimismo uma eventual União de Portugal e Espanha.
Talvez Madrid ainda não tenha compreendido, mas a sua persistência em não reconhecer dúvidas (diplomáticas ) sobre a posse do Território, em "calar" qualquer queixa portuguesa, alimenta, e muito, aquilo que alguns consideram como um mito: o "Perigo Espanhol".
Mas diga-se também, em abono da verdade, e quase a concluir, que o "Perigo Espanhol", se existe, deverá ser também fruto do pessimismo português. O hábito de por tudo e por nada se descrer das capacidades portuguesas, de se considerar que o País "não vale a pena", e que os portugueses são pouco inteligentes ou incapazes, não ajuda em nada à afirmação, saudável e NÃO CHAUVINISTA, de Portugal.
Veja-se o Caso de Olivença: há duzentos anos que se chora a sua ocupação, mas, para além do NÃO reconhecimento da legalidade espanhola no local, pouco se tem feito para corrigir a situação. Salazar, que tão nacionalista surge no pensamento de tantos, sabia o que o Franquismo estava a fazer na região: descaracterização total. E, todavia, nunca interpelou Franco a tal propósito.
Políticos e elites ( escritores, jornalistas, etc. ) continuam a evitar falar de Olivença. Como se receassem um anátema. Continuam sempre a considerar que não é o momento oportuno. E há duzentos anos que pouco se faz. Porque é politicamente incorrecto. Porque se conota com a Direite. Porque é de Esquerda. Porque as relações com Espanha são desfavoráveis ou más. Porque as relações com Espanha são óptimas. Porque não devemos perseguir ilusões.
"Não. As ilusões nunca são perdidas."- dizia BENTO DE JESUS CARAÇA - "Elas significam o que há de melhor na vida dos homeñs e dos povos. Perdidos são os cépticos que escondem sob uma ironia fácil a sua impotência para compreender e agir; perdidos são aqueles períodos de História em que os melhores, gastos e cansados, se retiram da luta sem enxergar no horizonte nada a que se entreguem."
Talvez o "Perigo Espanhol" esteja, afinal, nas limitações de cada um dos portugueses, que, abusivamente, as estendem a todo um povo.
Estremoz, enviado a 25 de Fevereiro de 2005
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Divulgação 12-2005Vila Nova de Gaia, Conferência sobre a Questão de Olivença
Numa realização da ASSOCIAÇÃO CULTURAL AMIGOS DE GAIA, terá lugar no
próximo dia 26 de Novembro, às 15h00, no Auditório da Biblioteca Pública
Municipal de Vila Nova de Gaia, uma Conferência sobre a Questão de Olivença.
O Dr. Carlos Luna, investigador e professor de História, membro da Direcção
do Grupo dos Amigos de Olivença, desenvolverá o tema «Situação Colonial de
Olivença: Um Anacronismo no Séc. XXI».
O GAO convida todos os seus apoiantes e todos os que se interessam pela
Questão de Olivença a participar na iniciativa.
Contamos com a sua presença!
Lx., 06-11-2005.
SI/Grupo dos Amigos de Olivença
Assunto: HISTÓRIA DE TÁLIGA (INÉDITO)
História de Táliga (Talega)
Táliga é uma vila de pouco mais de 720 habitantes, nas margens da ribeira de Táliga ou de Alconchel , a cerca de 20 Km a sudeste de Olivença, cercada ainda pelos concelhos de Bancarrota, Higuera de Vargas e Alconchel, embora em relação aos dois primeiros a separe territórios do concelho de Olivença. A áerea do concelho é reduzida (31,55 Km2) e a densidade populacional é de cerca de 2 3 hs/Km2.Táliga fez parte do concelho de Olivença até 1850, e é só em 1871 surgem os primeiros registos municipais. A sua História, portanto, confunde-se com a de Olivença, que por vezes a ofusca.
Todavia, por ser a aldeia mais distante da sede do concelho, por já haver noticias da sua existência no século XIII, talvez antes, e por ter sido mais povoada que outras aldeias da mesma região, tem bastante mais registos históricos que outras localidades em situação semelhante.
Fazendo parte, com o Olivença, da Tayfa muçulmana de Batalyaws (Badajoz), terá caído em mãos cristãs com as conquistas de D. Afonso Henriques por volta de 1170, voltando à posse muçulmana por volta de 1189.
Na época de D. Sancho II, por volta de 1228, terá sido conquistada por templários portugueses. A tradição histórica refere-se a Olivença e Táliga como duas fortificações templárias. No caso de Táliga, tem-se contestado a existência de qualquer verdadeira fortificação. E, todavia, até hoje, os taliguenhos chamam a uma zona da vila "O Castelo".Muitas discussões se têm levantado ultimamente sobre a tradição de terem sido templários portugueses a arrebatar Táliga (e Olivença) aos muçulmanos. Teses recentes referem a pouca lógica geográfica de tal facto, e insistem na probabilidade de terem sido templários Leoneses a fazê-lo, vindos de Badajoz, em 1230, ou um pouco depois.
Muito ainda se escreverá sobre o assunto. Todavia, as fontes espanholas até à pouco tempo, não hesitavam em considerar correcto que tinham sido ordens militares sob obediência portuguesa a conquistar a margem esquerda do Guadiana, desde Olivença até Huelva, incluindo Cheles, Alconchel, Aroche, Aracena, El Almendro, Lepe, e Ayamonte (história do mundo, José Pijoan, Salvat Editores, 1973, página 250 [mapa]; História Universal, 1985, Salvat Editores, 1985, volume III, Jacinto Boch Vilá, página 252 [mapa idêntico] ). Mesmo as obras muito célebres do oliventino de adopção Victoriano Parra (1808-1869) falam da origem Templária Portuguesa de Olivença e Táliga.
Nada impede que todos estes autores estivessem enganados. Mas dever-se-á ter muito cuidado com este assunto, para que não se esteja perante um caso de revisão nacionalista da história, neste caso no sentido de provar a espanholidade remota da margem esquerda do Guadiana na região em questão. O Chauvinismo, seja português ou espanhol, é sempre reprovável.
Os reis portugueses, no século XIII, tentaram "cortar" o caminho aos reis de Leão e Castela, apoderando-se do máximo de terras para Leste do Guadiana. A guerra civil, em Portugal , entre o rei Sancho II e o seu irmão, futuro Afonso III, enfraqueceu o país, tanto mais que Castela apoiava o primeiro, derrotado, o que acabou por levar a revindicações de Toledo sobre o Algarve e a um tratado, em 1257 (Tratado de Badajoz) em que toda a margem esquerda do Guadiana ficava sob domínio Castelhano. Afonso III nunca se conformou com tal decisão, e tanto ele, como seu filho D. Dinis, apoiavam núcleos portugueses na região cedida.
Em 1295, é Castela que está a braços com a guerra civil. Aproveitando a ocasião, D. Dinis melhora, dilatando-a para leste, a fronteira portuguesa, o que conduziu ao Tratado de Alcañices de 1297. Ouguela, Campo Maior, Olivença, e outras praças ficariam portuguesas.
E Táliga? A sua posse ficou em dúvida. O rei D.Dinis pediu aos governantes de Badajoz que analisassem a questão, e se consideravam ou não que a região de Táliga era parte do Termo de Olivença. Em 1314, Táliga era reconhecida como portuguesa. o que sabemos graças a um documento descoberto em Badajoz pelo já citado Vitoriano Parra, datado de 1575, e que a tal se refere.
Táliga e Olivença ficaram pois em terras templárias portuguesas, até 1311. Com a extinção dos Templários, passaram a ser terras da ordem de Avis desde 1315 até 1801. Note-se que pertenceram, com Ouguela e Campo Maior, ao Bispado de Badajoz até 1415.
Sem dúvida que Táliga viu então crescer a sua população. O próprio rei D. Dinis promoveu o povoamento da Raia, enfim definida e estabilizada.
Havia, contudo, em Táliga, um sentimento de diferença em relação a Olivença. Embora dependentes desta, os taliguenhos manifestavam o seu espírito independente afirmando-se orgulhosamente "vizinhos [homens livres] de Táliga, reino de Portugal", sem referirem ligações a Olivença.
Também desde muito cedo a justiça em Táliga era quase autónoma em relação a Olivença, pois a localidade dispunha do direito a "um juiz de pé", o que em relação a outras povoações da região, era único. Só no séc. XVIII há notícias de igual direito para São Bento da Contenda e Olor (São Jorge).
O nome Táliga continua a ser um mistério. Virá do árabe, e quererá dizer "separada", "dispensada" ("talaq"), por, em tempos muçulmanos, ter deixado de depender de Alconchel? Significará que foi uma "Vila Itálica"? Virá da portuguesa/alentejana táliga ou talega (saca), por nela se produzir farinha que era depois ensacada? Eis algo de difícil resposta.
O sentido de "saca" foi , com o tempo, aquele que foi assumido pelos habitantes, já que o nome da vila surge muitas vezes como sendo Talega (designação que ainda hoje é ouvida a alguns idosos). Decerto o sentido original se tornou incompreensível.
Sabe-se que Táliga, como as restantes aldeias de Olivença, sofreu bastante na guerra desencadeada a partir da revolução de 1383. O Alcaide de Olivença apoiou a facção favorável a Castela (como os de Campo maior, Vila Viçosa, Noudar, Mértola, e outros), e só em 1390 a nova dinastia portuguesa recuperou a região, na qual se incluía Táliga. É de supor que vários ataques, destruições várias, roubos, e incêndios, terão ocorrido na povoação. Talvez a sua população, como sucedeu em Olivença, se tenha dividido, lutando alguma, talvez fugindo para Elvas e para Alandroal, ao lado da revolução.
Terá sido nestes séculos mediavais que nasceu a Táliga Alentejana, com as suas casas características. Ainda hoje as encontramos por todo o lado, este tipo de construção popular, em especial na zona conhecida como o "Castelo". É urgente as autoridades locais se disponham a proteger as casas ainda existentes da chamada "Táliga Alentejana", antes que os tempos modernos engulam esta riqueza, património histórico e memória da velha Táliga, herança deixada aos taliguenhos modernos, que simboliza quinhentos anos da sua história, ou até mais, pois até ao século XX as edificações realizadas pelas gentes mais simples obedeciam à tradição.
Também da época mediaval deverá ser a chamada "Ponte Romana" de Táliga. É muito mais provável do que ser de facto romana. E, todavia, aqui há que proceder a estudos mais aprofundados.
Assinale-se que alguma Igreja ou Ermida terá existido já no século XIII. Poderá ter estado situada debaixo da actual? Considerando os muitos estragos a mudanças que a história produziu em Táliga, é também possível que tivesse sido noutro local.
Em 1510, houve confrontos fronteiriços com a espanhola Alconchel resolvidos em 1511, pelos governos centrais. Os problemas contudo, verificam-se, quase todos, na região de São Bento da Contenda.
Muitos portugueses do interior alentejano participaram na aventura dos descobrimentos iniciada no século XV. Isto significa que bastantes taliguenhos terão percorrido os mares, e chegado ao Brasil, a África, à Ásia. e sabe-se lá mais aonde.
Os mesmos descobrimentos ter-se-ão feito sentir em Táliga. Assim ao lado da partida de locais, produtos vários terão alcançado a localidade, bem como, inevitavelmente, alguns escravos africanos, e pessoas de outras origens.
Em 1527, o Numeramento (censo) da população portuguesa, o primeiro de que há notícia, cita Táliga, dando a como povoação "aglomerada", isto é, com a população concentrada num centro bem definido, talvez herança de um núcleo templário. São citados 53 fogos, (cerca de 220 habitantes). Algo que muito nos diz da importância da povoação, pois raras são as localidades sem autonomia municipal que vêem citados os fogos nesse documento. Na verdade, apenas três ou quatro no Alentejo.
É curioso que algumas sedes de concelho tinham uma população inferior (Noudar, Vila Boim, Vila Fernando, Capelins, Canal, Montoito, Aguiar, Ervedal, e outras). Olivença teria então 4800 habitantes, Elvas 8800, Évora 12100.
Uma leitura apressada no Numeramento de 1527-1532 parecia indicar 133 fogos para Táliga, graças ao texto pouco claro e arcaico. Todavia, uma leitura atenta não deixa margem para dúvidas. São só, mesmo, 53 fogos.
Táliga era conhecida por ser montanhosa e ter muitos matos; também se fala em moinhos de água e na produção de farinha, o que pode ser mais ou menos provado pela abundância do apelido "Farinha" nos habitantes. Logicamente, o contrabando foi uma actividade florescente até 1801.
Pouco se sabe do Século XVI (a partir de 1527) até no XVII (até 1640). Táliga terá vivido as hora de glória da expansão portuguesa, bem como a decadência vivida a partir da metade do século XVI. Provavelmente, terá perdido alguma população, alguma da qual terá ajudado a povoar o Brasil. É possível que tenha existido uma Táliga no Brasil, no estado do Piaui, mas hoje não se encontram vestígios. Das duas, uma: ou era uma povoação já desaparecida, ou terá mudado de nome no século XIX. Eis algo a investigar.
Táliga volta a ser (tristemente) notícia em 1641. Tendo-se Portugal proclamado de novo independente em 1640, o exército espanhol tratou de recuperá-lo. Em 1641, Olor (São Jorge) e Talega foram queimadas. Como escreveu o conde da Ericeira, " tiveram os moradores aviso a tempo, que puderam retirar-se a Olivença; perderam a pouca roupa com que pobremente se reparavam, vitória de que os castelhanos nas gazetas fizeram ridícula ostentação. Retiraram-se deixando queimadas as aldeias, e nas igrejas delas sacrilégios testemunhos da sua irreverência. Os moradores das aldeias se dispuseram a satisfazer o agravo e a recuperação a perda. Um e outro efeito conseguiram em muitas entradas que fizeram em várias partes de Castela." (História de Portugal Restaurado, 1710, pelo Conde da Ericeira.)
Por outras palavras, a guerra (1640-1668) levou á destruição a portugueses e espanhóis, perdendo ambos. Eis a principal lição a tirar de tais eventos.
A guerra, na região, atingiu o auge em 1657/58, quando Olivença, onde de novo se tinham refugiado os habitantes das aldeias em redor, e, portanto, taliguenhos, foi ocupada pelo exército espanhol. Sabe-se que a população oliventina, salvo 30 pessoas, se refugiou em Elvas, Alandroal, Estremoz, e outras localidades. Presume-se que entre eles houvessem muitos taliguenhos.
Até 1668, muitas gentes de Cheles e Alconchel, vieram tomar o lugar dos oliventinos, só regressando á origem na citada data, estabelecida a paz. Os oliventinos tiveram que construir muito do que fora destruído (o que também sucedeu, naturalmente, em localidades espanholas), e em Táliga as coisas não foram diferentes.
No meio de tanta destruição/reconstrução, não é de estranhar que muita coisa se perdesse. Talvez fosse então, ou já, no século XIV, que algum eventual vestígio, se existiu, de uma fortaleza templária, se perdeu.
A tradição popular diz também que Táliga foi reconstruída várias vezes em lugares diferentes. Um exagero. ou a memória de algo real?
De novo em 1709, e por volta de 1750, Táliga foi perturbada por guerras entre Portugal e Espanha.
Do século XVIII, há várias informações. Assim no livro "Corografia Portuguesa", de 1708, de António Carvalho da Costa, tomo II, fala-se de "Nossa senhora da Assumpção de Aldeia de Talega". Diz-se que a sua terra é menos abundante que a de São Domingos de Gusmão, por ser "montanhosa, e de maiores matos"; que tem cem vizinhos (460 habitantes?) com o seu juiz de Vintena",que é atributo também de São Jorge de Alor, apenas um pouco menor. Cita-se haver em Tálega grandes herdades, com destaque para a de Alparragena, "que está dividida em tantos quinhões, que os mesmos lavradores lhe ignoram os donos; a [herdade] de Val-Moreno, cujos matos passam de dois mil cruzados de renda a seu dono; a [herdade] de Mentilhão, e monte da Vinha, e outras muitas."
Táliga era, ainda, a aldeia mais populosa de Olivença.
Porque se celebram (passe a ironia) 250 anos de terramoto de Lisboa de 1755, cabe aqui referir que Táliga foi atingida, ainda que levemente, pelo mesmo. O relatório de 1756 de São João de Spinha Cordeiro, cura da localidade, afirma que nove minutos antes das dez de 1 de Novembro de 1755 se ouvira grande estrondo, que durou cinco minutos; nenhuma casa se arruinou, ninguém morreu, nem surgiram fendas. Todavia, na herdade de Vale de Gameiros, bem como na de Vila Velha, rebentaram nascentes de água. O cura refere que a 11 de Dezembro houve um abalo de terra sem importância bem como tal sucedera cerca de trinta anos antes. Refere, finamente, que havia em Táliga 250 homens e 166 mulheres.
Um texto de 1758, do cura José Joaquim Guerra ("Memória Popular"), dizia existirem na localidade 104 vizinhos e 277 pessoas. o que quase certamente significará 450 habitantes e cerca de 257 pessoas consideradas como de fora (jornaleiros? Escravos?).
Na "Memória Paroquial" de 1758, e no que se refere a Vila Viçosa, destaca-se um parágrafo sobre a freguesia calipolense de Cilada, onde se lê "a serra (.) criar piorno, arruda (.) ; e pelas fontes avenca, erva saboeira, e também erva coroa de rey, TÁLIGA, cardo arzol (.)"(Citado em "O Montado no Alentejo, séculos XV a XVIII), de Ana Fonseca, Colibri, 2004). Pelos vistos existia uma planta com o nome de " táliga".
Datará talvez do século XVIII a traça actual da Igreja de Táliga, embora talvez seja mais correcto dizer que estamos perante uma mistura de estilos. O telhado, esse, tem uma forma muito encontrada em igrejas rurais alentejanas.
Em 1801 (20 de Maio), o exército espanhol ocupou Olivença e, portanto, todo o município, incluindo Táliga. Talvez alguns taliguenhos estivessem dentro das muralhas da sede do concelho. Não há muitas informações sobre a época mesmo porque quase não houve derramamento de sangue na Região. Note-se que a actual aldeia de Vila Real não pertencia então a Olivença, mas sim ao depois extinto concelho de Juromenha.
Em 1811, espanhóis, franceses, portugueses e ingleses, defrontaram -se na Região. Há noticias de novas destruições nos arredores, o que significou sofrimento para os taliguenhos.
Como se sabe, a Questão da Posse da Região de Olivença-Táliga nunca foi considerada como resolvida por Lisboa. o que não impede que se dialogue, se estabeleçam muito boas relações Portugal-Espanha, Extremadura-Alentejo, e Concelhos dos dois países. Deixemos, pois, de lado o aprofundamento e discussão deste problema, e continuemos o nosso esboço histórico.
Coube a Miguel Ángel Vallecillo Teodoro, de Olivença, escrever um livro "Olivenza en su História",Olivença, 1999), onde se relatam os dramas que no inicio do século XIX as populações da Região (Táliga incluída, claro) viveram, ao tentarem forçá-las a abandonar costumes, língua, e cultura ancestrais. O Português, mesmo assim, segundo me disseram habitantes idosos em 1994, era ainda falado pela maioria dos taliguenhos em 1950.
É possível que alguns taliguenhos se tenham refugiado em Portugal no século XIX. O aparecimento de gente, por exemplo, com os apelidos "Farinha" e "Isaac" na Raia (Borba, Alandroal, Reguengos) assim o indica. Em contrapartida, famílias de várias regiões de Espanha foram-se fixando em Táliga principalmente quadros de funcionalismo e de ensino.
Administrativamente, não houve grandes alterações iniciais. São Jorge de Alor foi transformada em concelho independente a partir de 1843 (voltou a integrar-se em Olivença em 1862), mas Táliga só em 1850 viu a sua autonomia concedida. Mesmo assim só em 1871 surgem os primeiros registos feitos em Táliga, e já não em Olivença.
A Guerra Civil de Espanha (1936-39) produziu os seus dolorosos estragos, mortos, e anátemas. Táliga não foi muito afectada, pelo menos directamente, mas a nível de mentalidades assistiu-se a uma oficialização de um tipo de espanholismo chauvinista e xenófobo.
A localidade chegou a ter 1200 habitantes na década de 1950, mas a emigração reduziu este número para pouco mais de 700 (2001).
Há algumas notas sobre a história de Táliga que serão úteis divulgar. Por exemplo, temos o testemunho do oliventino Ventura Ledesma Abrantes, de cerca de 1940, publicado no livro " O Património da Sereníssima Casa de Bragança em Olivença" (Lisboa, 1954) em que se refer o seguinte nas páginas 290-291: "O Orago da freguesia (Táliga) é N.S. da Assunção, imagem moderna, que brilha numa disposição reconfortante e a sua festividade realiza-se em 15 de Agosto. Do lado do Evangelho existe uma pia de água benta, que serve de baptistério. Numa das arrecadações encontramos uma formosíssima Imagem do século XVI ou XVII, que, por ter a base bastante carunchosa, não é exposta ao culto: é uma N.S. dos Santos de Talega, cuja reprodução se faz para melhor se avaliar do seu valor. O tempo de uma só nave tem de fundo 28 m por 6m de largo."
Hora a gravura do livro mostra uma imagem igual á da de N.S. dos Santos hoje presente na Igreja de Táliga.
Todavia, é voz corrente na povoação que "os portugueses roubaram a imagem de Táliga, não é a verdadeira a que lá está".
O velho sacristão Florêncio Silva, de mais de 90 anos, com quem falei em 1994, dizia-me que não tinha havido roubo nenhum. Confidenciava ele que a imagem de N. S. Santos tinha sido muito mal restaurada, mas que era a mesma (o que se verifica, sem grande esforço, comparando com esboços ou fotografias da Imagem actual). Mais, dizia que ainda existira outra imagem, nova, na Igreja, que não era de Táliga, nem de N. S. Santos, e que tinha sido retirada. E, finalmente, declarava, um tanto a medo, que havia pessoas que, ou por falta de cultura, ou por serem afectas ao franquismo, queriam por culpas nos portugueses para criar má vontade em relação aos mesmos.
Ignoro até onde vai a verdade e a mentira em toda esta história da "santa roubada". É, contudo, urgente esclarecer o que se passou, pois, e de uma forma muito em desacordo com os tempos que hoje se vivem, o "roubo" continua a ser encarado por muitos taliguenhos como demonstração do mau carácter dos portugueses. Pior, dizem que a velha (antiga) santa da igreja é uma substituta do da original, o que, dada a antiguidade que apesar de tudo a mesma evidencia, é absurdo.
Não resisto (e as minha opinião vale o que vale ) a chamar a atenção para o que considero ser um erro histórico no Escudo de Táliga, o primeiro conhecido da povoação, aprovado em 2003. Nele está inscrita uma cruz vermelha, que é classificada como "templária", mas que não o é, pois a Cruz Templária era diferente e inconfundível (ver gravuras). Na parte inferior do mesmo Escudo, vê-se um ramo de laranjeira com duas laranjas, representando a Guerra das Laranjas (1801), que, segundo o texto oficial aprovado, representou a libertação de Táliga em relação a Olivença e a Portugal.
Não se contesta a importância que teve para Táliga a Guerra das Laranjas. Mas, tendo sido esta em 1801, e tendo-se autonomizado Táliga só em 1850, é difícil compreender porque se classifica como "libertadora" a primeira data.
Por outro lado, e passando agora a referir, na minha opinião, outro erro histórico, convém não esquecer que, entre 1315 e 1801, Táliga esteve integrada nas terras da Ordem de Avis. Assim, não se ter colocado no Escudo uma cruz da mesma ordem traduz-se num silenciamento do Passado Histórico da nova Vila, e no desrespeito da vivência de inúmeras gerações de taliguenhos que viveram, e muitas vezes morreram, por Portugal, durante quase 500 anos. Que razões se poderão apresentar que obstem a que se coloque uma Cruz de Cristo, ao lado de uma Cruz Templária correcta, no Escudo?
Menos pertinente, mas não absurda, seria a colocação de uma torre, ou de um castelo, no centro do Escudo, talvez de cor negra, dada a tradição persistente sobre a existência de uma primitiva fortaleza templária em Táliga. Talvez não passe tudo de uma lenda. mas as lendas têm muita importância em Heráldica! E, claro, nada obsta a que as laranjas continuem na parte inferior do Escudo. Por que não?
Assim, e repito que é uma opinião, se respeitaria a História de Táliga e do seu Povo, assumindo-a. em vez de se dar a ideia de haver vergonha em relação a uma parte dela (basta consultar os apelidos taliguenhos numa Lista Telefónica para se perceber que não se podem ocultar as origens.). Trata-se de um modesto apelo ( e não se contesta que a Câmara Municipal/Ayuntamiento/Casa Consistorial de Táliga é soberana/o ), mas ficaria bem dar-lhe resposta positiva num contexto de crescente amizade e colaboração entre Portugal e Espanha, entre o Alentejo e a Extremadura, entre povoações raianas. Ninguém seria obrigado a abdicar de coisa nenhuma, mas poderia considerar-se historicamente correcto e visto como um gesto "bonito", que mostraria a realidade da existência de só, e apenas, boas intenções.
Por outro lado, parece importante lembrar que o uso do Português está quase extinto em Táliga. Em 60 anos, passou de língua ainda e teimosamente maioritária por uma língua falada por 10 ou 20 por cento da população, e quase só dentro de casa, na
maior privacidade. Pessoalmente, só na terceira visita que fiz a Táliga pude verificar que o Português é ainda falado.
Toda a vivência histórica/cultural de Táliga, desde 1297 ou 1314 até 1801, e até cerca de 1930/1940, se fez em Língua Portuguesa. Se ela se extinguir, morre uma cultura, morre muito da alma taliguenha. Há que ensinar o Português na Vila, pelo menos em moldes semelhantes ao que se faz em Olivença.
É também necessária uma Biblioteca em Táliga que contenha bastantes livros portugueses. Talvez nela venham a ter lugar, por exemplo, edições modernas dos Registos Paroquiais da localidade, dos séculos XVII e XVIII, cujos originais se encontram actualmente na Biblioteca de Elvas.
Cabe aos taliguenhos, e aos seus dirigentes municipais, eleitos democraticamente desde 1975, "fazer" o futuro, que se deseja próspero. Cabe-lhes também a responsabilidade, de acordo com princípios expostos publicamente tantas vezes, de preservar um longo passado, que existiu independentemente dos homens e mulheres de hoje.
Pessoalmente, estou, e tenho a certeza que muitos portugueses e espanhóis estarão também, à disposição para dar uma ajuda, dentro das minhas capacidades e possibilidades. Repito, sem que ninguém tenha de abdicar de princípios.
Espero que se possa dizer que este texto não foi escrito, nem tornado público, em vão!
Estremoz, 3 de Novembro de 2005
Carlos Eduardo da Cruz LunaJornal "ALENTEJO POPULAR"(Évora, Beja)(jornal PROGRESSISTA),17-Novembro-2005
DEBATE SOBRE OLIVENÇA NA CASA DO ALENTEJO (Lisboa)
O Grupo dos Amigos de Olivença realiza durante o ano corrente um ciclo decolóquios/debates subordinado ao tema "Portugal, Olivença, e a Dinâmica Peninsular", no qual participam personalidades reconhecidas da política e da
cultura.
No próximo debate, a ter lugar no próximo dia 24, às 18:30, na Casa doAlentejo, em Lisboa, estará presente Ana Paula Fitas (doutorada em Estudos
Portugueses/Cultura Portuguesa do Século XX, pela Universidade Nova de Lisboa,autora da primeira tese de doutoramento sobre Olivença, docente do Ensino Superior e investigadora na área das Ciências Sociais), que proferirá uma
conferência intitulada "Olivença: continuidade cultural e Mudança Social". Émoderador Francisco Bélard, jornalista do semanário "Expresso".
O PRIMEIRO DE JANEIRO 19-Novembro-2005
Amigos de Olivença fazem protesto
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em
Évora, onde começou a XXI Cimeira Luso Espanhola. Ao lado da estrada de acesso à unidade hoteleira onde estão reunidos os primeiros-ministros português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, elementos do GAO colocaram duas faixas, presas às árvores. "Olivença é terra portuguesa", podia ler-se numa delas, de dez metros de comprimento e de fundo branco, escritas a verde garrafal.
"CORREIO DA MANHÃ", 19-Novembro-2005
Cimeira Ibérica de Èvora(p.33):
PROTESTO
O Grupo dos Amigos de Olivença colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" no local onde decorre a Cimeira
Ibérica.
No final do artigo "Espanhóis compreendem e aceitam atrasos no TGV,
Diário de Notícias de 19-Novembro-2005, pág. 14, lê-se:
(...) (...)A questão de Olivença também nunca falta na agenda paralela destas cimeiras. Na estrada que leva as comitivas até ao convento, lá
estava uma faixa a defender que "Olivença é portuguesa" e um grupo de "amigos" a distribuírem panfletos em que insistem na necessidade
de "recuperar" uma localidade espanhola que um dia foi território de Portugal.
O ADVOGADO JOSÉ MARIA MARTINS, ESTÁ NA CORRIDA A BELÉM NAS PRESIDENCIAIS DE 22 DE JANEIRO DE 2006.
VOTE CONTRA O SISTEMA CORRUPTO E PELA DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA.
Subscrição da candidatura de José Maria Martins: Já decorre o processo de recolha de assinaturas da sua candidatura à Presidência da República. O impresso de subscrição está disponível no sítio oficial da sua candidatura.
Visite: http://www.darvozaoscidadaos.orghttp://josemariamartins.blogspot.com/
Mandatário da juventude de José Maria MartinsO Dr. José Maria Martins, cuja candidatura às eleições presidenciais - segundo consta e a circunstância da desgraça vertiginosa do Estado proporciona,- está de vento em popa, constituíu um mandatário para a juventude.É o Luís Simões, aqui numa fotografia de campanha, que amavelmente me enviou, com o candidato José Maria Martins. O Luís Simões, lisboeta dos Olivais, tem a qualidade do enorme entusiasmo da juventude e a vantagem da liberdade face ao sistema - ainda que o defeito irrecuperável de ser meu aluno... Também, por isso, felicidades para o seu trabalho.![]()
Eventos este Mês
Cimeira Luso-Espanhola - Évora - dias 21 e 22 de Novembro (2ª e 3ª feira).
Conferência pela Doutora Ana Paula Fitas na Casa do Alentejo, em Lisboa, na 5ª feira, dia 24 de Novembro, pelas 18h 30m.
Conferência pelo Doutor Carlos Luna na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, no Sábado, dia 26 de Novembro, pelas 15 horas.
Domingo, 13 de Noviembre 2005
http://www.regiondigital.com/periodico_alentejo/noticias/
mostrar_noticia.php?id=16459
"Ócio e Cultura"
"Questão de Olivença" abordada em Vila Nova de Gaia
A Associação Cultural Amigos de Gaia leva a cabo no próximo dia 26 de Novembro, a partir das 15 horas, uma conferência sobre a "Questão de Olivença".Esta realização decorre no Auditório da Biblioteca Pública Municipal de Vila Nova de Gaia, sendo que nesta participa o investigador e professor de História, membro da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença, Carlos Luna, que desenvolverá o tema «Situação Colonial de Olivença: Um Anacronismo no Séc. XXI».
Olivença
Esta realização decorre no Auditório da Biblioteca Pública Municipal de Vila Nova de Gaia, sendo que nesta participa o investigador e professor de História, membro da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença, Carlos Luna, que desenvolverá o tema «Situação Colonial de Olivença: Um Anacronismo no Séc. XXI».
Neste sentido, o Grupo de Amigos de Olivença "convida todos os seus apoiantes e todos os que se interessam pela Questão de Olivença a participar na iniciativa".
29/Nov/2001 - Diário de Notícias - Em Linha...
Olivença
Gibraltar
Ceuta
Para muitos espanhóis, Olivença é o "Gibraltar português". E têm razão como continuariam a tê-la caso se referissem a Olivença como o "Gibraltar espanhol".
O contencioso entre Espanha e o Reino Unido, a propósito do rochedo que Madrid considera como ocupação britânica, tem o mesmo fundo de argumentação histórico-diplomática trocada entre Madrid e Lisboa sobre Olivença. Só que as convicções são inversas: a legitimidade dos tratados que Madrid reivindica a Londres, é negada ao mesmo tipo de reivindicações de Lisboa.
Acresce que, após séculos de ocupação ou integração (conforme a conveniência), os gibraltinos são tão britânicos como os oliventinos são espanhóis. É por isso mesmo que Madrid considera a população de Gibraltar como de emigrantes ingleses, sendo por isso uma verdadeira "Olivença espanhola" pelo que, por corolário, para o "Gibraltar português" os oliventinos não deixarão de ser também emigrantes espanhóis. Por isso, nos dois casos, a hipótese de uma consulta para autodeterminação (que gibraltinos reclamam) tem correspondentemente dois pesos e duas medidas. Madrid não deseja em Gibraltar o que nem Portugal alguma vez suscitou para Olivença.
Gibraltar e Olivença fazem parte da linha de conflitos residuais de fronteiras da Península, controlados como leite no limite de fervedura, e que se prolonga no melindroso dossier de Ceuta, e Mellila que põe Marrocos em permanente atenção.
Há ainda o desconhecido enclave espanhol em território francês: Llívia, 13 Km2 e 903 habitantes entalados nos Pininéus. Llívia tem a área de Gibraltar (ambos, minúsculos face ao apreciável território de Olivença) mas jamais chegará a servir de Andorra que até tem voto na ONU. É caso pacífico de montanhas.
24/Nov/2002 - O Público - Espaço Público - António João Teixeira Marques
Do Rio Minho a Olivença
«A propósito da notícia «Posse de ilha no rio Minho pode gerar conflito diplomático luso-espanhol» («Local Minho», 16-11-2002), gostaria de precisar que, contra o que entendem alguns, a ostensiva ocupação por Espanha da vila portuguesa de Olivença não foi remetida para a prateleira das curiosidades históricas.
A ilhota do Rio Minho, embora signifique muito pelo que demonstra do à-vontade e costumada jactância dos nossos vizinhos, pouco valerá. Olivença, essa, vale muito e representa tudo. Não se trata de dez hectares de terreno nem é um circunstancial e paroquial litígio sobre direitos reais.
A questão de Olivença é conflito diplomático sério entre dois países vizinhos, integrados nos mesmos espaços políticos, económicos, militares, culturais até. Apesar de reprimido e contido nas suas manifestações públicas (por razões diplomáticas, por hipocrisia e cinismo políticos), o diferendo influencia o relacionamento luso- espanhol, ao mais alto nível. Entre duas partes que se querem relacionar de modo franco, nada há pior que a existência de um conflito surdo e enquanto este não for resolvido não há possibilidade efectiva de um relacionamento honesto, muito menos cooperativo.
Ora, a questão de Olivença continua por resolver muito simplesmente porque Portugal, tendo embora o Direito do seu lado, não conseguiu, ainda, que se lhe faça Justiça: Obtida uma sentença favorável no Congresso de Viena, perante a indiferença do agressor, não conseguiu ver a mesma aplicada.
Espanha (consciente do seu poder e das cumplicidades de que goza), condenada a restituir Olivença decidiu fazer orelhas moucas ao Direito, confiando que o decurso do tempo enfraquecesse a posição portuguesa e que, como é comum no sistema das relações internacionais, não houvesse meios de a compelir à restituição.
Depois de alcançar decisão absolutamente favorável às suas pretensões, defrontando-se com a actuação relapsa de Espanha, podia Portugal desistir? Ou devia lembrar o aforismo: «quem não se sente não é filho de boa gente...».
Certo é que Portugal não se conformou nem admitiu abrir mão do seus direitos sobre Olivença. Por isso o Estado português, tanto no seu discurso para o exterior, como no seu Direito interno, continua a considerar o território como sendo de sua pertença.
Em termos de Direito constituído, tal posição oficial resulta e encontra arrimo no acto legislativo do «Manifesto de 1 de Maio de 1808» que re-afirmou a soberania portuguesa sobre Olivença e que, jamais tendo sido suspenso ou revogado, ganhou a autoridade e a substância constitucional resultantes da princípio da inalienabilidade do território que a Lei Fundamental consagra.
Assim, na ordem jurídica nacional. Na ordem internacional rege, com força maior, o Tratado de Viena que decidiu pela devolução da Praça a Portugal.
António João Teixeira Marques»
18/11/2001
500 Anos da Misericórdia de Olivença
No dia 20 de Novembro de 1501 fundou-se a Misericórdia de Olivença. Cumprem-se agora 500 anos. Nessa data, reunidos os oficiais e justiças da vila, mais os nobres e o povo, na presença do escudeiro de D. Manuel, Álvaro da Guarda, instituiu-se a Confraria da Misericórdia.
As reuniões da Mesa começaram por realizar-se na Casa da Câmara, passando depois para a antiga Igreja de Santa Maria do Castelo onde foi erigida uma capela na qual se prestava culto à imagem da Misericórdia.
Em 1520 a Confraria da Misericórdia foi transferida para a Ermida do Espírito Santo. A partir desta construção foram sendo feitas diversas obras durante o século XVI, que se repetiram nas centúrias seguintes. A Misericórdia ainda hoje se mantém no mesmo lugar.
Graças a numerosas doações, a Misericórdia de Olivença pôde desempenhar uma importante acção cultural e assistencial. Depois de 1801, data da ocupação espanhola, a Misericórdia permaneceu um reduto da portugalidade. Desde ínícios do século XVIII, encarrregou-se de adquirir grandes propriedades que posteriormente entregava aos oliventinos que as aproveitavam para o cultivo do azeite e do trigo.
Dedicou-se à cura de enfermos, ao cuidado de expostos, ao enterramento dos mortos e ao auxílio dos presos.
Ao longo do século XIX, apesar da repressão espanhola, conservou os contactos com a margem direita do Guadiana, sobretudo com as Misericórdias de Elvas, Borba, Lisboa e Vila Viçosa.
Até 1990 a Misericórdia de Olivença pertenceu à União das Misericórdias Portuguesas. Pressões espanholas forçaram a instituição oliventina a retirar-se desta organização.
Na sequência do processo de espanholização desta instituição, no dia 11 de Julho de 2001, as Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, que durante 115 anos estiveram ao serviço da Santa Casa da Misericórdia de Olivença, foram substituídas por funcionárias da Segurança Social de Espanha.
TEXTO DE PUBLICAÇÃO LIVRE
O Responsável pela Informação - DR. MÁRIO RUI SIMÕES RODRIGUES
500 Anos da Misericórdia de Olivença
Contactos possíveis:
Presidente do GAO: Dr. Humberto de Oliveira - 936310921 Misericórdia de Olivença: 00 34 924 490 370 Páginas da Misericórdia de Olivença: http://www.terra.es/personal4/santacasaoli/
Outubro 2005 - XV Cimeira Ibero-Americana
Novembro 2004-
A Questão de Olivença está pendente desde 1815: De quanto tempo mais é que precisam?
10/Novembro/2003 - 30/Novembro/2003 - "¿Ocupación ilegal de Olivenza?"
03/Novembro/2003 - 09/Novembro/2003 - Cimeira luso-espanhola
The Dispute over Olivença...More News
Map of the walled town of Olivenca
http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza - gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)
http://s9.invisionfree.com/Free_Olivenca_Forum/ - open to readers comments and to offer constructive argument about Portugal's just claims to Olivenca and what both countries can do to resolve this anomaly.
Um Portugal Novo?
Ver:Passagem de Mais um Aniversário do Tratado de Alcanizes
12 de Setembro de 2002************************************************************************