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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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Publicado desde 12 Setembro 2001

Notícias de Olivença Novembro 2007

"Crer e Querer para Vencer"

1. - Este serviço de informação foi iniciado em 2001 (somente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" em todo o mundo através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância de Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal, para reagir a Madrid e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, e fazer o "reino espanhol" respeitar a integridade territorial de Portugal.

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710 Anos do Aniversário do Tratado de Alcanizes (1297-2007) 

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Vale a pena ler:

http://cosoberaniaolivenza.blogia.com/

 

25-11-2007 
Jornal D' Alenquer

Olivença
Argumentos Pouco Sérios

“Parte do princípio de que há conquistadores com boas intenções (os espanhóis), e outros perversos (os ingleses, claro!). É a visão histórica (?) própria dos finais do século XIX e princípios do século XX, em que cada povo via em si quase só virtudes, e nos outros quase só maldade”.

O mês de Junho de 2005 fica marcada pela aparição à venda de mais um livro sobre a Questão de Olivença. O seu título é "Olivenza, las razones de España", e o seu autor é Luis Alfonso Limpo Píriz, bibliotecário na localidade.

Trata-se de um livro favorável aos argumentos de Madrid, que pedirá uma análise cuidada, impossível de concretizar para já. Todavia, o livro apresenta um prólogo/introdução de quatro páginas, assinadas por um intelectual de relevância, de nome Juan García Gutiérrez (JGG). Neste texto, há algumas afirmações de imediato polémicas e pouco consistentes, que merecem alguns reparos.

Lê-se (páginas 14 e 15) no mesmo, e traduzindo, "...nesse longo período de História que vai do Tratado de Alcañices (1297) ao de Badajoz (1801), Olivença não esteve de forma ininterrupta sob domínio português; desde 1580 com Filipe II até 1640 com o neto deste, Filipe IV, foi Portugal inteiro que esteve debaixo de domínio espanhol; e ainda foi ocasionalmente que Olivença foi retomada depois da segunda dessas datas, quando em 1658 um destacamento vindo de Badajoz a voltou a ocupar, ainda que por pouco tempo. O ocaso dos Áustrias com Carlos II fez com que a praça voltasse a mãos portuguesas, até à sua definitiva incorporação em Espanha pelo Tratado de Badajoz."

Há que interromper aqui a transcrição, e fazer desde já alguns comentários. JGG confunde os desejos com a realidade. Olivença foi portuguesa sem discussões a partir de 1297, e só esteve ocupada episodicamente por Espanha durante algumas guerras, tal como sucedeu com outras praças, e tal como Portugal também ocupou praças espanholas. O argumento, no que toca ao período de 1580-1640, é confrangedor. Portugal esteve unido à Coroa Espanhola, Olivença como todas as outras localidades lusas. Sempre como parte do Reino de Portugal... ao ponto de ter sido uma das localidades alentejanas a revoltar-se em 1637/38. E, se em 1658 esteve ocupada por Madrid (até 1668), é um facto histórico que toda a sua população, salvo trinta pessoas, resolveu refugiar-se noutras localidades portuguesas, regressando só em 1668, quando a praça voltou para Portugal. E isto quando não se podia ainda falar do ocaso dos Áustrias, que só se deu de facto em 1700. Estamos perante 504 anos de presença portuguesa...mesmo porque em 1658 Olivença foi considerada como parte do Reino de PORTUGAL, recuperada para a administração da coroa espanhola.

Não resisto a recordar que Gibraltar só foi para a Coroa Castelhana, por conquista aos muçulmanos, em 1462, ainda que em 1309 tenha sido conquistada pela mesma, mas perdida logo a seguir. Tendo sido ocupada pela Grã-Bretanha em 1704, e cedida à mesma no Tratado de Utrecht em 1713-14, só esteve integrada em Castela/Espanha durante 242 anos. A História tem ironias divertidas.

Regressando ao texto que se pretende analisar, JGG dedica um parágrafo a referir outros aspectos, principalmente a ocupação de território espanhol por Portugal no início do século XIX, em parte decorrente da Guerra de 1801. Esquece que tal situação não foi citada em nenhum tratado da época, e que a ocupação do actual Uruguai, um pouco mais tarde, decorre já de nova Guerra, em que a França napoleónica invade, com Espanha, o território português. Mais, Portugal persistiu nessa ocupação principalmente para obrigar Madrid a devolver Olivença, conforme o estabelecido no Congresso de Viena de 1815. O exército espanhol que, com o acordo português, se preparava, em 1820, para ir tomar conta do Uruguai, revoltou-se e proclamou o primeiro Regime Liberal em Espanha...coisa com que Portugal nada teve a ver. De qualquer forma, tendo a Espanha reconhecido a independência de todos os novos países da América Latina nas décadas de 1820 e 1830, evidente é que prescindiu de recuperar qualquer território na região.

O parágrafo seguinte, já na página 15, merece ser reproduzido na íntegra (traduzido):"...o assunto de Olivença não admite paralelo com o de Gibraltar; este sim, que foi uma rapina, um acto de pirataria perpetrado pela (pre)potência marítima que na época foi significativamente denominada "pérfida Albión"; o (assunto) de Olivença foi, antes de mais, como já o afirmámos, uma questão de família em torno de uma herdade que esteve alternadamente nas mãos de um ou outro dos pleitantes; o argumento geográfico dos limites naturais (cordilheiras, rios, lagos) esteve sempre a favor de Espanha."

Eis talvez os argumentos mais desprovidos de lógica, pelo menos de lógica actual, digna dos tempos que correm. Começo pelo segundo (o geográfico), pois talvez seja mais simples. De facto, por uma questão de lógica geográfica, mudar-se-iam muitas fronteiras, pois os seres humanos não se dispõem segundo regras lógicas matemáticas. Portugal teria de entregar Barrancos a Espanha, mas esta teria de entregar Cedillo a Portugal. Haveria inúmeras "transacções" deste género. Ceuta e Melilla passariam de imediato para Marrocos, e Llivia, localidade espanhola isolada, seria desde logo entregue à França. Prosseguir neste caminho é inútil.

O primeiro dos argumentos é, todavia, o mais curioso...infelizmente, o mais "chocante" também. Parte do princípio de que há conquistadores com boas intenções (os espanhóis), e outros perversos (os ingleses, claro!). É a visão histórica (?) própria dos finais do século XIX e princípios do século XX, em que cada povo via em si quase só virtudes, e nos outros quase só maldade. Tudo o que corria mal a um país era culpa sempre de acções de outros países. Sabe-se o que tal significou nas dolorosas experiências ditatoriais e nas políticas militaristas em que o século XX foi fértil.

Podemos mesmo examinar este argumento(?) noutras vertentes! Por exemplo, o colonialismo francês dizia-se respeitador dos direitos dos cidadãos, o britânico respeitador de estruturas locais, o holandês tolerante. Do colonialismo português, dizia-se ser assimilador, e até dado a miscigenações. Do espanhol, dizia cristianizador, e orientado por princípios em conformidade.

Todavia, todos despertaram nos colonizados (talvez ingratos) desejos de independência. E diz-nos a História que todos estes colonialismos usaram processos eticamente muito reprováveis.

Defender que há conquistadores, ou colonizadores, cujos comportamentos são mais aceitáveis do que outros, é sempre legitimar algum tipo de conquista. Faz-me recordar a publicidade, quando cada marca de detergente apregoa que o seu produto "lava mais limpo".

Talvez não seja má ideia, aqui, prosseguir com mais uma transcrição/tradução, a última, pois, pela extensão do original, será descabido, num texto como este, tudo reproduzir. E esta última transcrição afirma que "...Olivença está plenamente inserida em Espanha e isto torna utópica qualquer tentativa de retrocesso a Portugal; não é realista pretender, nesta altura, que a situação mude; não é igual o caso de Gibraltar (...); aqui, sim, verifica-se uma sobrevivência residual de colonialismo, cem por cento anacrónica."

Portanto, uma ocupação de 300 anos (Gibraltar) não legitima nada. Uma ocupação de 200 anos (Olivença) legitima a manutenção de uma situação de legitimidade duvidosa. No segundo caso, é utópica uma retrocessão; no primeiro, não é. Olivença está plenamente integrada, enquanto Gibraltar é administrativamente uma colónia, situação anacrónica. O facto de a despersonalização histórica e cultural em Olivença ter seguido todas as normas de um colonialismo clássico ( e pouco importa aqui como a potência administrante resolveu, em termos oficiais, denominar a sua forma de administração ) não parece impressionar JGG. Muito menos que os gibraltinos, por duas vezes, uma já no Século XXI, tenham votado a favor ( e por 99%!!!) do seu estatuto de "pobres" colonizados.

Claro, dir-se-á que os gibraltinos têm sido desinformados. Esquece-se que também os oliventinos...cuja História que lhes tem sido ministrada, a julgar desde já pelos exemplos referidos neste preciso texto, mais não é que u ma campanha de propagando pró-espanhola (numa perspectiva pouco científica ), como se poderá verificar por um inquérito independente sobre "verdades históricas" junto dos mesmos.

Do ponto de vista humano, tais análises pseudo-históricas têm explicação. Mas já aqui se referiu como partem de argumentos quase inteiramente falsos. Por isso, quase nada têm a ver com os factos tal como eles se produziram. E muito menos têm a ver com a moderna Ciência Histórica!

Qualquer debate sério sobre a Questão de Olivença não pode assentar neste tipo de preconceitos. Aliás, nenhum debate sobre coisa nenhuma...

Por: Carlos Luna

 

 

OLIVENÇA

5/Nov/2007
ARGUMENTOS ERRADOS
Um novo argumento tem vindo a ganhar força, no que respeita à problemática de Olivença. É o de que Godoy RECUPEROU a "cidade" para Espanha, em 1801, já que ela havia sido "espanhola" até 1297.


Este argumento nada tem de científico. Vejamos porquê:


a) trata-se de um argumento típico de épocas imperialistas/fascizantes. O País agressor vitimiza-se, e, quando conquista territórios, diz serem legítima defesa, pela reposição da justiça, para recuperar territórios... que lhe pertenceram em épocas e contextos completamente diferentes, claro!


b) omite que a população oliventina é descendente de Alentejanos. Em 1297, ficaram uns habitantes, outros saíram. Depois, a vila/cidade foi organizada e povoada... com muitos novos habitantes. Muitos nomes, constantes em velhos registos, não deixam margem para dúvidas: são portugueses (como outros do Alentejo).


c) omite também algo que era claro para Espanha: que Olivença era legalmente portuguesa, ao ponto de durante a "União Ibérica" (1580-1640) nunca Madrid ter posto em causa esse aspecto. Todas as descrições de viagens, espanholas, dos séculos XV, XVI, XVII, e XVIII, nos falam de Olivença como terra tipicamente portuguesa.


d) cria DOIS problemas diplomáticos! O primeiro consiste em poder levar à conclusão de que, tendo Olivença** passado para Portugal em 1297 COM OUTRAS LOCALIDADES (Campo Maior, Ouguela, Almeida, etc.), se poder concluir que a Espanha está à espera de uma oportunidade para recuperar essas praças também...


e) o outro problema diplomático é o de que, em 1297, Ferreira de Alcântara, Valença de Alcântara, Esparregal, e ainda Arouche, Aracena, e Aiamonte,(todos antes tomados aos Mouros) terem sido entregues a Castela. Seguindo a lógica espanhola, se Portugal ocupasse alguma destas localidades, estaria a repôr ou a recuperar a integridade do seu território. Como pode isto ser defensável?


f) Afonso Henriques chegou a ocupar Cáceres, Trujilho e Montachez (também tomados aos Mouros). Obviamente que isto NÃO DÁ a Portugal qualquer direito a essas localidades. Mas, pela lógica de alguns autores, ao referir um regresso de Olivença ao "todo" espanhol porque a 'Espanha', (leia-se Castela e Leão) já tinha (alegadamente) "passado" pelo território antes de Portugal, seria possível defender algum remoto direito.


g) é errado dizer que, entre 1657 e 1668 Olivença foi espanhola. Esteve OCUPADA, como parte de Portugal que Espanha queria "recuperar". Também Salvaterra do Minho, e até Badajós, em várias guerras, estiveram ocupadas durante vários anos por Portugal. Não se pode dizer QUE JÁ FORAM PORTUGUESAS!


h) as fronteiras entre Espanha e França têm mudado um pouco ao longo dos séculos. O Rossilhão foi catalão/espanhol até 1659. Navarra reve como reis os soberanos franceses durante mais de um século. Seria ridículo apresentar reivindicações com base nestas situações.


i) todas as mudanças territoriais são baseadas em tratados. Olivença passou para Portugal em 1297, e como portuguesa viveu até 1801. Segundo Portugal, os Tratados de 1814 e 1815, e as ratificações de 1817, dão-lhe direito a reclamar o território. POR MUITO DISCUTÍVEIS QUE POSSAM SER ESTES ARGUMENTOS, têm ou pretendem uma base legal, jurídica, e histórica, que não pode ser reconhecida ao argumento citado no início (o de que Olivença deveria ser espanhola porque já o fora, e que Godoy "restaurou" a integridade do território espanhol ), que mais não é que propaganda nacionalista imprópria numa democracia, e nunca uma manifestação de uma opinião válida, minimamente científica, no domínio da HISTÓRIA entendida como um estudo SÉRIO das situações...

 

Notas sobre **Olivença

A terra das oliveiras foi conquistada aos Almoravides por forças portuguesas no reinado de D. Afonso Henriques de Portugal em 1164, incluindo a praça de Alconchel, e perdida aos Almohadas em 1969. 

Olivença não existia. Foi fundada pelos Templários portugueses depois da reconquista desta mesma terra em 1228. 

Alfonso X, filho de Ferdinand III de Castela que usurpou o trono de Leão em 1230, decidiu fazer contenda por muitas das terras já na posse dos portugueses, e finalmente aproveitou a ausência dos Templários na Palestina em 1258 para anexar Olivença, e as praças de Alconchel, Burguilhos, Fregenal e outras que pertenciam aos nossos Templários, que Alfonso IX de Leão lhes haviam doado em 1230 por reconhecimento dos serviços prestados na conquista de Badajós e Mérida.  

Pelo Tratado de Alcanizes em 1297 entre Diniz e Ferdinand IV, Castela reconheceu os direitos de Portugal a Olivença  e outros territórios na margem este do Odiana (Guadiana)Em contrapartida, Portugal desistiu dos seus direitos sobre uma enorme área de território que extendia-se desde a Ribeira de Olivença passando pelas montanhas de Aracena e indo para o sul pelo Rio Odiel até o mar, incluindo as praças de Alconchel, Arouche, Almonaster, Aracena e Aiamonte que Sancho II e Afonso III de Portugal tinham conquistado aos Mouros.

Rui da Silva, OPL

 

Muralha de Olivença

 

Hoy.es, 4/Nov/2007

"Ceuta y Melilla se engalanan para recibir a los Reyes":

Carlos Luna

OPINIÃO DE UM PORTUGUÊS: MARROCOS E ESPANHA DESENTENDEM-SE SOBRE DISPUTAS TERRITORIAIS  As imprensas espanhola e marroquina entraram em ebulição. Tudo porque o Rei de Espanha vai visitar Ceuta e Melilha. Consideram os marroquinos que, uma vez que Rabat reclama a soberania sobre os dois enclaves, tal visita pode ser considerada como ofensiva à dignidade marroquina. Os argumentos trocados são, por vezes, de uma pobreza (de espírito!) confrangedora. Muitos marroquinos fingem ignorar a ocupação ilegal, pelo seu País, do Sahará Ocidental, onde continuam a ser desrespeitadas as decisões da O.N.U. e Rabat continua a colocar populações marroquinas. Um colonialismo repugnante!

Muitos espanhóis argumentam de forma ultra-nacionalista, insistem na visita real como afirmação da "indesmentível" espanholidade dos enclaves no Magrebe a despeito dos protestos, e recordam a humilhação que já é para Madrid ter de suportar uma colónia britânica (Gibraltar) na sua Costa... sem compreenderem que os seus argumentos podem ser usados por Marrocos para reclamarem Ceuta e Melilha... É visível, por parte de Espanha e de Marrocos, o aproveitamento de qualquer evento, por menor que seja, para reafirmar as suas razões.

Não resisto aqui a recordar um quarto território que pode ser acrescentado nesta lista de disputas ibéricas: falo de Olivença, território anexado pela Espanha em 1801, e que, segundo a diplomacia Oficial portuguesa, deveria obedecer a Lisboa, face aos acordos assinados em 1815 e 1817. Não vejo espanhóis a recordar a situação "irregular" desta região. Os argumentos, contraditórios, podem aplicar-se quase sempre a esta disputa. Talvez não fosse má ideia promover uma qualquer visita estatal ou semelhante às terras oliventinas, para provocar reacções. Como pode a Espanha pensar que não há ligações entre todas estas quatro questões... ou que, pelo menos, há semelhanças que tornam quase impossível discuti-las isoladamente? Carlos Eduardo da Cruz Luna Estremoz,Portugal, 4 de Novembro de 2007

 

Olivença, ("Largo Santa Maria do Castelo")

COMENTÁRIO NO "PÚBLICO" espanhol, 2 de Novembro (ed.

Hay que ver que hay en la Panínsula Ibérica y Norte de África 4 (quatro!) problemas: Gibraltar, Ceuta, Melilla, y Olivença...conquistada por España en 1801, y que Porugal considera su posesión legal después las firmas de los Tratados en 1815 (Viena de Áustria) y 1817 (aceptación por España. És evidente que todo esto tiene que ser hablado, discutido CIVILIZADAMENTE, para que todo sea resuelto de forma pacífica y equilibrada.

Carlos Luna, Estremoz (Portugal)
 

 

Rua em Olivença ("Calle Espiritu Santo")

Jornal Gratuito "GLOBAL notícias", 30-Outubro-2007

UM LUGAR ONDE A LÍNGUA PORTUGUESA (VARIEDADE ALENTEJANA...)ESTÁ EM AGONIA
SALVAR O PORTUGUÊS EM OLIVENÇA
(inclui reflexões de um jovem local de 28 anos )

Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola (1801), o Português foi proibido em Olivença, inclusivamente nas Igrejas.


Todavia, ele foi sobrevivendo, numa deliciosa toada alentejana, que logo
as autoridades, vigilantes, classificaram como "chaporreo", palavra de
difícil tradução (talvez "patois"; talvez "deturpação"), que criou complexos
de inferioridade nos utilizadores, levando-os, cada vez mais, a usar a
Língua Tradicional apenas a nível caseiro, dentro do aconchego do lar.


Mesmo com esses condicionalismos, depois de duzentos anos de pressão, ela
é entendido e falado por cerca de, pelo menos 35% da população, segundo
cálculos da União Europeia (Programa Mosaic).


Como sucede, contudo, neste casos, em qualquer ponto do Globo, o
Português foi perdendo prestígio. Não sendo utilizado nunca em documentos
oficiais, na toponímia (salvo se traduzido e deturpado), ou em qualquer
outra situação que reflectisse a dignidade de um idioma, manteve-se,
discretamente, por vezes envergonhadamente.

 
A ditadura franquista piorou a situação. Nas décadas de 1940, 1950, e 1960, era raríssimo, mesmo impossível em alguns casos, encontrar professores,
polícias, funcionários em geral, que fossem filhos da terra oliventina, na
própria Olivença. Colonizadores inconscientes, peões numa política geral de
destruição das diferenças por toda a Espanha.


Por ironia da História, alguns desses cidadãos "importados", com muito
menos complexos que os naturais porque não tinham, quaisquer conflitos de
identidade, ou os seus filhos, puseram-se a estudar os aspectos "curiosos",
"específicos", da cultura oliventina, acabando por produzir trabalhos de valor sobre a cultura da sua Nova terra, que podem chamar para sempre, e sem contestações, de Terra Mãe, por adopção, por paixão, ou já por nascimento.


A Democracia abriu algumas novas perspectivas, mas os fantasmas não
desapareceram de todo. Alguns cursos de Português foram surgindo, com maior ou menor sucesso. Por vezes ao sabor de questões políticas, como durante a Década de 1990 . Em 1999/2000, continuando em 2000/2001, a Embaixada de Portugal em Madrid, e o Instituto Camões, passam a apoiar o apoiar o ensino do português no Ensino Primário em todas as Escolas de Olivença. Incluindo as Aldeias. Apenas Táliga, antiga aldeia de Olivença transformada no Século XIX em município independente, está ainda de fora deste projecto, para o qual foram destacados, primeiro três, depois quatro professores portugueses.

 
É urgente acudir a Táliga, onde só 10% da população ainda tem algo a ver com a Língua de Camões.


Foi dado um primeiro e importante passo. Mas não se tem revelado
suficiente. O Estado Português deverá tentar influenciar mais a tomada de
outras medidas, dada até a sua posição sobre o Direito de Soberania sobre
Olivença: o ensino da História (que não é feito em parte nenhuma em
Olivença), por exemplo: a utilização prática da Língua, em documentos
oficiais, toponímia, etc.; a continuação do Estudo do Português até níveis
de ensino mais avançados; e tantas coisas mais que se poderiam referir!
Acima de tudo, é preciso dar ao Português dignidade... e utilidade.


Revalorizar o Português que sobrevive, o qual, por ser uma variante da fala
lusa regional do Alentejo, é vítima de comentários pouco abonatórios.
Deve-se "fazer a ponte" entre as velhas gerações e os jovens alunos.
Ensinando-lhes, por exemplo, a partir de exemplos da velha poesia popular e
erudita oliventina, no idioma de Camões, e que é ainda, graças a recolhas
etnográficas e a alguns poetas populares vivos, suficientemente conhecida
para tal. Porque, sem perceberem que estão a dar continuidade à cultura dos
seus avós, os jovens oliventinos dificilmente compreenderão que aprender a
língua lusa é muito diferente de aprender uma língua estrangeira (Inglês,
Francês, Alemão). É preciso dizer claramente que o Português é
imprescindível para que as novas gerações compreendam o que as gerações
anteriores quiseram transmitir.


Por tudo isto, a situação actual não é famosa. Há estudos recentes que falam em "declínio do Português em Olivença", no seu uso coloquial, como um trabalho da Professora Maria de Fátima Resende Matias, da Universidade de Aveiro.

 
Como dizia um jovem oliventino (Junho de 2007), a este respeito, «isto é uma verdadeira tragédia; depois de pouco mais de 200 anos, o português vai
desaparecer em Olivença; a alma dos povos é a lingua; a lingua é a memória,
é tudo; em Olivença vam ficar sómente as pedras, as fachadas, do que foi o
seu passado português; Nao há nada mais triste que conhecer que o fim vai
chegar e ninguém fiz[fez] nada para evitá-lo; ninguém compreende que a morte do último luso-falante vai ser a morte da alma portuguesa, o fim de gerações falando português nas ruas, nas moradias, no campo oliventino, ao longo de mais de sete seculos?». E continua: «O artigo da senhora Fátima Matias explica perfeitamente as razoes e o contexto da agonia do português em Olivença; mas... agora já não há ditadura; Deveriamos ficar orgulhosos de ter esta riqueza linguística e procurar a defesa e o ensino do português oliventino; (...) e, um pouco também, o Estado português é também responsavel; com independência de questões de índole soberanista, deveria implicar-se na promoção do português em Olivença e nao sómente não reconhecer [a soberania espanhola] e não fazer nada.»


Pode-se aplaudir o que se faz hoje, mas é imprescindível algo mais:
faça-se um estudo do Português-Alentejano falado em Olivença, e ligue-se o
mesmo ao Português-Padrão ensinado nas Escolas, de modo a fazer a ligação
entre as gerações e produzir uma normal continuidade que deveria
naturalmente ter ocorrido. Assim se corrigirá a distorção introduzida pela
pressão do Castelhano. Este estudo pode ser feito por quem se mostre capaz
de o fazer: portugueses, mas também alguns especialistas e linguistas
extremenhos. A nenhum Estado (Portugal ou Espanha) se poderá perdoar deixar morrer uma cultura!


O aspecto político da questão, que existe, pode ser secundarizado ao máximo. O Primeiro passo poderão ser umas Jornadas, ou um Congresso, sobre o tema, que reuna a participação de especialists e autoridades das mais diferentes origens, unidos pela sua boa vontade...

Estremoz, texto actualizado em Agosto de 2007
Carlos Eduardo da Cruz Luna

 

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Usurpação/Etnicídio Perfeito

 

http://www.biologydaily.com

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(gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença(in English)

 

Enciclopédia "Kiwi"
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A Repressão espanhola na Galiza

Portugal fazer parte de Espanha?  Haja juízo!  O que fazem na Galiza, fariam os espanhóis em Portugal!!

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Arquivos 2003

08/Dezembro/2003 - 28/Dezembro/2003 Sobre a Anexação de Portugal pela Espanha...

01/Dezembro/2003 - 07/Dezembro/2003 Olivença é Portugal!

10/Novembro/2003 - 30/Novembro/2003 "¿Ocupación ilegal de Olivenza?"

03/Novembro/2003 - 09/Novembro/2003 Cimeira luso-espanhola

27/Outubro/2003 - 02/Novembro/2003 "...una cosoberanía sobre Olivenza"

20/Outubro/2003 - 26/Outubro/2003 "Ceuta, Melilla, Gibraltar, Olivenza"

06/Outubro/2003 - 19/Outubro/2003   Olivença or Olivenza - CIA List Revives Old Border Dispute

29/Setembro/2003 - 05/Outubro/2003 Olivença, Espanha e a CIA

22 /Setembro/2003 - 28/Setembro/2003 Os Espanhóis é que «descongelam» Olivença

15/Setembro/2003 - 21/Setembro/2003 A CIA Anima o Aniversário do Tratado de Alcanizes

08/Setembro/2003 - 14 /Setembro/2003 AR: Grupo Amigos de Olivença congratula-se com referência da CIA  a "diferendo"

01/Setembro 2003 - 07/Setembro/2003 Declarações de Martins da Cruz e as deturpações espanholas

19/Agosto/2003 - 31/Agosto/2003 A Velha Ponte da Ajuda

01/Agosto/2003 - 18/Agosto/2003 Batalha de Aljubarrota

23/Julho/2003 - 31/Julho/2003 Audiência de Discussão e Julgamento do Tribunal Judicial de Elvas de 23 de Julho 2003

03/Julho/2003 - 22/Julho/2003 Lisboa Recebeu Reunião Luso-espanhola para Discutir Ponte da Ajuda

24/Fevereiro/2003 - 02/Julho/2003 - Portugal Rejeitará Sempre o "Facto Consumado"

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