Comentário à Notícia de que quase metade
dos espanhóis desejaria uma União
Ibérica
futurolusitano
Termos do acordo
Julgo que para os portugueses os únicos
termos aceitáveis seriam: Nome do novo
Pais: Portugal; Capital: Lisboa; Regime:
Republicano; Primeiro Ministro:
obrigatoriamente luso; o Presidente
poderia ser de Olivença. Acho que é
preciso relembrar à nova geração dos
nossos vizinhos a existência do Tratado
entre Afonso Henriques e Afonso VII.
Segundo uma sondagem, publicada no jornal,
"O SOL", 1/4 dos portugueses gostariam
de ser espanhóis, os factores económicos,
são concerteza o factor que mais pesa
nestes "portugueses", porque na sua
cegueira de consumismo e endividamento,
são capazes de
tudo
para ter os "padrões", mais altos de
vida, mas sem fazer nada para que isso
aconteça, nem a nível pessoal, nem a
nível empresarial.
Por isso faço aqui um apelo a esses "portugueses":
Façam o favor de sair da nossa Pátria e
vão todos trabalhar e viver em Espanha,
que é para verem e sentirem por eles
próprios a alegria de serem espanhóis.
Vamos depois ver quanto tempo a sua
visão idílica de Espanha vai perdurar...mas
não se esqueçam de escolher bem qual a
região de Espanha, para onde vão imigrar,
porque se forem para a Catalunha, vão
ter de aprender o Catalão e a respeitar
a Nação Catalã, se forem para a Galiza,
mais vale falarem em Português, porque é
mais fácil de o entenderem do que se
falarem em castelhano, se por acaso
escolher o País Basco, então nem
mencione a palavra Espanha, porque é
considerado anti-patriótico.
Se quiser falar em castelhano e ser
espanhol, o melhor será ir para a região
de Madrid e aí pelo menos será explorado
pelos castelhanos, que já estão
habituados a explorar as outras nações
de Espanha e a viver dos seus
rendimentos, mas se gostar muito mesmo
de ser espanhol, então sugiro-lhe que vá
para a Andaluzia, porque mesmo sendo
extremamente difícil de perceber o
dialecto Andaluz, (Na TV Galiza, pôem
legendas quando dá alguma reportagem ou
qualquer programa nesse linguajar) aí
pelo menos vai ter a oportunidade de
viver no meio dum deserto e rodeado de
mouros por todo o lado...
Vão-se embora seus "portugueses" e que
sejam muito felizes na Espanha, ou no
que dela restar, mas por favor não
voltem depois a Portugal, porque aqui a
malta , embora simpatize com os Galegos,
os Bascos e os Catalães, não gostamos
mesmo nada de espanhóis! "Alhos Verdes ao Poder" 29/9/2006
Tanto o centralismo castelhano
defendido pelo PP, e antes levado a cabo
pela
política imperialista de José Maria
Aznar; bem como, o federalismo iberista
do PSOE, são uma ameaça à existência de
Portugal como ESTADO. Ambas as
políticas, embora com ganhos
diferenciados para os centros de poder
em
ESPANHA, são MÁS para Portugal, porque
implicam sempre a nossa subserviência
e acentuam a nossa perifericidade na
Europa e no Mundo, com consequências
que se irão reflectir no nosso povo, e
para pior. Não há nenhuma realidade
ibérica que possa para nós ser mais
vantajosa que a independência do Estado
Português, apesar de todas as
dificuldades por que o país passa, e do
seu
atraso económico-cultural crónico. Será
que é assim tão difícil perceber
isto?
Os problemas que os portugueses têm hoje,
seríam muitíssimo agravados caso
Portugal perdesse a sua independência
política. Isso já se nota com a
acentuada dependência económica em
relação a Espanha (que ainda por cima
tem
uma economia de fachada, assente na
construção civil, mão-de-obra barata da
imigração, e protecção estatal dos
grandes grupos económicos) que agrava a
perda de competitividade da economia
portuguesa, e consequentemente piora o
nível de vida dos portugueses.
E já chega de haver tanta benevolência
para com estes nacionalismos de
pacotilha, quer sejam catalães ou
andaluzes, que nos querem arrastar para
os
problemas deles. Portugal sempre que se
deixou enredar nas "tricas"
espanholas deu-se muito mal. Essa não é
a nossa realidade, essa não é a
nossa luta. E nem se pense no bem-estar
económico, porque têm que ser os
portugueses a trabalhar por aquilo que é
seu. Os outros estão-se borrifando
para Portugal e para os portugueses.
Há que estar atento aos estragos que
estes federalistas espanhóis vão fazer
neste país, principalmente por causa da
afinidade ideológica entre o PS e o
PSOE. E também tendo em conta as
posições iberistas recentemente tomadas
por
Mário Soares, estrondosamente rejeitado
pelo eleitorado, mas que continua a
ser um homem muito poderoso, e que ainda
pode fazer muito mal a este país...
Quem tiver três dedos de testa sabe do
que eu estou a falar. O Sócrates que
se cuide, porque apesar de tudo, acho
que ele (ainda) não é deste "filme"...
Lionheart
"Zé de Bragança" (malaposta de português em crise)
Assunto TRINTA POR CENTO E UMA PROMESSA
1. Os resultados da sondagem da Intercampus publicada na penúltima
edição do novo semanário "Sol" não me espantam. Trinta por cento dos
portugueses manifestam-se favoráveis à União Ibérica. Adoptariam de bom
grado Madrid como capital e acolheriam com felecidade o rei D. Juan
Carlos como chefe de Estado. Evidentemente que esta opção iberista
assumida por um terço dos nossos concidadãos é puramente materialista.
No seu subconsciente estão o nível de vida, o valor dos salários, o
progresso económico que a Espanha regista. Gostariam de ser espanhóis
não para deixar de ser portugueses mas porque viveriam melhor, ganhando
mais e tendo outras possibilidades de futuro. Em causa não está o seu
amor à Pátria. Está sim o seu amor ao conforto e à estabilidade.
Repare-se, aliás, nesta curiosa simetria: a percentagem de portugueses
que adoptariam a nova nacionalidade é precisamente a percentagem que
separa o nosso PIB "per capita" do espanhol. Ou seja, trinta por cento
de portugueses, sendo espanhóis, passariam a fruir de uma capitação do
PIB trinta por cento superior.
Depois, há o Barcelona, o Pata Negra, a "movida", o "El Corte Inglês" e
todo o manancial de símbolos da pujança espanhola que todos os dias
enfrentamos e consumimos. Aliás, habituámo-nos já à multitudinária
presença espanhola em Portugal, com a qual convivemos com a maior
naturalidade. Depositamos o nosso dinheiro em bancos espanhóis,
seguramos o nosso carro em seguradoras espanholas,, somos atendidos por
médicos espanhóis, compramos casas através de imobiliárias espanholas,
lemos jornais de capital espanhol. Isto para não falar das batatas, do
arroz, da carne, das laranjas e dos tomates, dos refrigerantes, dos
lacticínios e da sardinha que era pequenina e gordinha mas nossa e agora
aparece mais crescida a gritar olés e a dançar sevilhanas.
Para esses trita por cento de portugueses a soberania nacional há muito
se perdeu e, na prática, já se sentem súbditos da Coroa espanhola. O que,
pelos vistos, não lhes desagrada.
Curioso é constatar que esta apetência hispânica emerge NUM MOMENTO EM
QUE A TENSÃO NACIONALISTA COLOCA EM CRISE A UNIDADE do próprio Estado
Espanhol. O Estetuto da Catalunha e o terramoto que a sua aprovação
provocou na tessitura autonómica da Espanha, com as réplicas sentidas
nas Vascongadas e na Galiza, pressagiam um futuro complexo.
EIS O NOSSO SENTIDO DA OPORTUNIDADE HISTÓRICA. QUANDO OS OUTROS QUEREM
FUGIR, ENTENDEMOS SER O MOMENTO DE ENTRAR. Depois, perdidos e
crescentemente desamparados, BUSCAMOS OUTRO DESTINO. Já foi o mar e a
terra. O que nos resta ? O AR ?
2. Conhecido o nome do novo Procurador Geral da República, a Comunicação
Social caíu com uma curiosidade voraz sobre passado, presente, virtudes
e vícios do indigitado. Além das qualidades técnicas, sempre relevadas,
foi evidenciada a opinião que frontalmente expressou sobre os seus pares
e as inimizades com os poderes fácticos da sua corporação que assume sem
rodeios. Parece não ter papas na língua nem medo da confrontação. Dizem
também que gosta de "almoçaradas". Não é um asceta nem uma personalidade
cinzenta e asséptica. Gosta de comer e é petisqueiro. Abençoado seja.
Também eu. De magros e em dieta está a governação cheia.
Jornal "Alentejo Popular"(Beja)
Luciano Caetano da Rosa (Professor Universitário em Berlim; candidato
pela CDU (PCP/Verdes) ao Parlamento Europeu
(texto de opinião sobre eleições europeias, cobrindo uma página A 3 do
jornal; e, no final:)(...)Já na Polónia e na Hungria, a actividade
governativa encontra-se praticamente paralisada em quadros de conjuntura
conservadora e contraditória. Na Tailândia, um golpe militar,
alegadamente para combater a corrupção governamental, viu os seus
militares nas ruas a serem acariciados pelo povo com distribuição de
flores aos soldados. Influências do Abril Português em terras tão
longínquas ? Não seriam de enjeitar !
Na cena nacional, foi espantoso ouvir algumas declarações dessa gente
auto-denominada "Compromisso Portugal". Compromisso? Portugal ?
Compromisso, sim, mas com a exploração do Povo Português, com mais
desemprego maciço, com a economia especulativa de casino, com mais
privatizações e com a submissão do aparelho de Estado aos seus ditames.
O Presidente da República que se cuide em matéria de proximidades com
esta gente, em boa parte responsável pelo atraso económico do País. E
QUE NÃO ESQUEÇA NA AGENDA PARA MADRID, entre outros aspectos, A QUESTÃO
DE OLIVENÇA, alentejana lídima e portuguesa.
2 de Outubto de 2006
Iberismo
António José Teixeira
"Se os portugueses abrem a porta a uma união com Espanha, como espero, o
iberismo dos nossos avós tornar-se-á realidade. Realizá-lo-ão os nossos
netos." A afirmação é de Pasqual Maragall, o presidente da Generalitat
da Catalunha, e noutros tempos teria provocado um incidente diplomático.
Maragall quis comparar a Catalunha a Portugal, pretexto para contrariar
a imagem secessionista que lhe têm colado desde a aprovação do novo
estatuto catalão.
Outrora bastava pronunciar a palavra iberismo para ser apelidado de
traidor à pátria. Hoje, governantes e presidentes portugueses olham para
o lado de lá como a prioridade das prioridades. Uma sondagem divulgada
pelo semanário Sol mostrou que cerca de 28% dos portugueses são
favoráveis à união política com Espanha. Tanto bastou para Maragall se
sentir à vontade para dizer: "Agora que os portugueses querem ser
espanhóis, que se preparem os castelhanos." Descontada a retórica
conveniente ao diálogo/confronto das autonomias espanholas, desenha-se
um ambiente propício a um maior entendimento. Como sempre, os negócios
vão à frente e a política adapta-se às novas circunstâncias. A recente
visita de Cavaco Silva a Madrid é sintomática.
Nos últimos tempos, intensificou-se o debate nos dois lados da fronteira
(quase virtual). Santiago Petschen, professor da Universidade
Complutense de Madrid, lembrava há uma semana nas páginas de El País o
iberismo utópico de Teófilo Braga e o entusiasmo poético de Antero de
Quental. Teófilo defendia que o caminho conjunto de Portugal e da
Espanha fazia parte da ordem natural das coisas. Hoje, no seio de uma
Europa das Nações, há quem vislumbre também um caminho conjunto. O
iberista Mário Soares, por exemplo, aprova uma dimensão política
peninsular no seio da UE. A integração económica tem progredido a passo
acelerado. As relações culturais idem. Partilhamos ídolos na literatura
ou no futebol. Tal como as praias e a gastronomia. Não há conflitos
identitários, mas estamos longe de qualquer integração política.
A capacidade de atracção espanhola é evidente, mas a integração ibérica
deve ser lida à luz do debate nem sempre pacífico das autonomias. É
curioso que os independentistas catalães costumem falar de Portugal como
país afortunado por se ter libertado do jugo filipino... A dimensão
espanhola pesa e ainda assusta. Atenua-se quando se olha a Ibéria num
diálogo de autonomias. Aí até Castela, com os seus dois milhões de
habitantes, parece inofensiva face aos nossos dez milhões...
Há hoje entre Portugal e Espanha uma relação mais "descomplexada", como
diz Cavaco Silva, ou mais "fluida", como se ouve em Madrid. Em qualquer
caso, não fará falta qualquer federação ibérica se passarmos a olhar
para Espanha através das suas várias capitais e não apenas Madrid.
A Repressão espanhola na Galiza
Fazer parte da Espanha? O que fazem na Galiza, fariam os espanhóis em
Portugal!!
Are we witnessing
another of
Spain's Dirty Tricks?
Remember 20 October 1807 and the outrageous
dismemberment of Portugal in the Treaty of Fontainebleu 1807 agreed between
Spain and France! (Treaties Galore)
Could it
be that the Spanish strategy today is that much different?
Os Portugueses não devem esquecer o ultrajante desmembramento de Portugal desejado por Espanha pelo Tratado de Fontainebleau
de 20 de Outubro de 1807! (Treaties Galore)
Então hoje a estratégia espanhola será assim
tão diferente?
Sondagem da revista espanhola "Tiempo"
Quase metade dos espanhóis é favorável a uma união entre Portugal e
Espanha
(espanhóis querem mandar e apagar o nome Portugal)
São mais os espanhóis do que os portugueses que veriam com bons olhos
uma eventual união entre os dois países vizinhos. Quase metade dos
espanhóis contra pouco mais de um quarto dos portugueses.
(espanhóis querem o nome "Espanha" e a capital: Madrid)
Uma sondagem publicada ontem pela revista espanhola Tiempo revela que
45,6 por cento dos espanhóis são favoráveis à fusão. Destes, a maioria
(43,4 por cento) defende que o novo país deve ter um velho nome -
Espanha -, ao passo que 39,4 por cento chamar-lhe-iam Ibéria;
e a esmagadora maioria (80 por cento) defende que a capital deve
manter-se em Madrid, contra apenas 3,3 por cento que favorecem Lisboa.
(espanhóis querem monarquia espanhola)
Cerca de metade dos inquiridos defende a manutenção do actual regime
monárquico espanhol contra 30,2 por cento favorável a uma República.
(51% sim dos jovens espanhóis à união )
A sondagem revela que o apoio à união entre os dois países é
particularmente elevada entre a população mais jovem, dos 18 aos 24 anos,
com mais de metade (50,8 por cento) a mostrar-se favorável a
essa opção.
(portugueses 28% sim e 70% não à união)
Esta sondagem surge poucas semanas depois de uma visita presidencial de
Cavaco Silva a Espanha e de uma sondagem publicada pelo semanário
português Sol que indicava que 28 por cento dos portugueses são a
favor de uma integração de Portugal e Espanha num único Estado.
(espanhóis querem mudar a lingua para o Castelhano)
Esta revelação teve, porventura, mais eco do outro lado da fronteira do
que cá, suscitando artigos de opinião na imprensa espanhola e até uma
reportagem no telejornal da TVE sobre como as tabuletas comerciais (em
português) teriam de ser alteradas (para castelhano), se tal fusão se
concretizasse...
OLIVENÇA no 5 DE OUTUBRO de 2006
RTP 1 (20:00), RTPN (21:00), RTP 2 (22:00)
Reportagem sobre as Comemorações do 5 de Outubro
"(...)enquanto a Banda da GNR animava os mais novos, um pequeno Grupo
aproveitava"(imagens: cartaz ocupando todo o "écran" com as polavras "A
REPÚBLICA AINDA NÃO CHEGOU A OLIVENÇA"; depois, imagem de uma grande
faixa branca com a inscrição, a verde, "OLIVENÇA É TERRA
PORTUGUESA")"para exigir a reintegração de Olivença no território
nacional";(imagem: o rosto do Dr. Castanhinha; as palavras deste :)"Nós
temos sempre a esperança, num princípio de mandato, que o Presidente da
República ouça a voz daqueles cidadãos portugueses que querem que este
problema seja resolvido, e que, ele tendo muito boas relações com o
Chefe de Estado Espanhol, aborde esta questão, e, na medida do possível,
ponha esta Questão em cima da mesa diplomática".
A Reportagem passava logo a outros assuntos. "Terminada a
cerimónia"(imagem: Cavaco e Sócrates a falar)
"CORREIO DA MANHÃ", 06-Outubro-2006, OLIVENÇA no 5-Outubro
(dentro das notícias das com. 5-Outubro)
OLIVENÇA
Cerca de uma dezena de manifestantes compareceram ontem na cerimónia de
comemoração dos 96 anos da proclamação da República na Praça do
Município para lembrar qoe o "território juridicamente português de
Olivença continua ocupado ilegalmente por Espanha".
30 de Setembro de 2006
PORTUGAL E ESPANHA: ATITUDES DIFERENTES
O facto do Presidente da República Portuguesa se ter deslocado a Espanha
nos passados dias 25, 26, 27, e 28 de Setembro de 2006 leva-me a meditar
sobre recentes eventos ligados a questões de litígios pendentes entre
nações, e que, neste caso, dizem respeito a Espanha.
Começo por relatar, comentando, uma notícia de 18 de Setembro de 2006.
Irei depois tentar estabelecer um nexo com a visita presidencial a
Espanha.
E direi que é sempre bom ler notícias sobre novos passos no sentido da
resolução de conflitos, principalmente se tal caminho é aberto por meios
pacíficos. Parece que, aqui e ali, a Humanidade quer mostrar que há
processos de reunir num diálogo civilizado e produtivo as várias partes
de um litígio, e que se podem avançar para soluções que a todos
satisfaçam, sem que se ponham em causa princípios fundamentais. E,
melhor ainda, abrindo a porta para desenvolvimentos futuros.
Estas conclusões podem ser tiradas examinando os termos do acordo a que
a Espanha e a Grã-Bretanha chegaram em Córdova, no dia 18 de Setembro de
2006, a propósito da situação de Gibraltar.
Na verdade, conseguiram-se consensos em torno de vários aspectos
práticos, como a utilização comum do Aeroporto do Rochedo, a resolução
de problemas ligados às telecomunicações, pagamentos de pensões a seis
mil espanhóis que trabalharam em Gibraltar, e facilidades de trânsito. O
Governo de Gibraltar esteve também presente... no contexto de um
denominado Foro Tripartido.
Não se pode deixar de chamar a atenção para os cuidados de Madrid em
todo este processo. Assim, evitou-se a denominação "internacional" para
o Foro, de modo a nem por um instante se entender ter Gibraltar um
Estatuto que pudesse equipará-lo a um Estado. Nunca, no Acordo, se fala
de Fronteira, mas sim de "Verja"(Porta, Portão). Em certos casos, na
impossibilidade de se conciliar a presença de bandeiras, optou-se pela
eliminação radical de todo e qualquer símbolo. O Ministro dos Negócios
Estrangeiros espanhol não cessou de chamar a atenção para o facto de
continuar em aberto o problema da soberania. Madrid não cede, reivindica
o território, como sempre, desde que o cedeu (Tratado de Utrecht,
1713-1714), e, pelos vistos, não quer a questão arredada do Comité de
Descolonização da O.N.U.. O Ministro espanhol, na Conferência de
Imprensa, mais do que negar-se a responder a uma questão sobre este
aspecto, impediu o ministro principal de Gibraltar de o fazer, tomando a
palavra e dizendo que aquele acordo visava tão só eliminar os factores e obstáculos
mais "irritantes" que diziam respeito à vida no Rochedo e dos seus
arredores andaluzes em aspectos práticos e do dia-a-dia.
A Espanha não deixou de deixar bem claro que o problema da
autodetermanação de Gibraltar não se podia colocar. Os gibraltinos têm
de se conformar com as decisões do Tratado de 1713-1714: ou são
espanhóis, ou britânicos. Isto, claro, sem que Madrid deixe de continuar
a reivindicar ter razões para reassumir a soberania da Região. Os
argumentos mantêm-se, não faltando os comentários no sentido de "ser um
anacronismo a manutenção de um território colonial no espaço europeu,
por parte de um Membro da União, e dentro do território de outro membro".
Alguma imprensa, incluindo de esquerda, não deixa de assinalar que uma
bandeira espanhola ficará desfraldada no espaço gibraltino,
correspondendo ao edifício do Instituto Cervantes.
Referem-se, e muito, as melhorias nas condições sociais e económicas dos
gibraltinos e espanhóis da Andaluzia, e especificam-se alguns aspectos.
O nível de vida dos habitantes do Rochedo, cerca de 70 % superior ao dos
espanhóis, não corre riscos imediatos. Desde há muito que Madrid se nega
a considerar o factor do nível de vida como argumento de soberania,
limitando-se a garantir aos gibraltinos o respeito pelos seus direitos e
regalias.
Toda esta atenção aos pormenores, aos simbolismos subjacentes, todos
estes cuidados em relação à manutenção de posições de Princípio, levam a
que se admire a persistência espanhola... velha de quase três séculos.
Mas, ao mesmo tempo, alguma perplexidade tende a perturbar o cidadão, no
caso de este ser português e conhecer razoavelmente bem a sua História.
E colocam~se-lhe algumas dúvidas. Por exemplo, como é possível que a
diplomacia espanhola ignore que existe outra "Gibraltar", de nome "Olivença",
mais recente (desde 1815, mais ou menos), sobre a qual tratados
internacionais colocam claras dúvidas sobre a legalidade da soberania de
Madrid... e sobre a qual o Estado Português mantem uma reivindicação ?
Como podem os responsáveis espanhóis ser tão intransigentes em relação a
certos princípios, com uma situação destas no seu passivo ? Como é
possível ser tão cuidadoso em problemas, detalhes, simbólicos, e exigir
que Portugal, em Olivença, aceite sem protestar o uso de todo o tipo de
símbolos da potência administrante ? Ou, pior, como se pode criticar que
em Portugal se reivindique a Terra das Oliveiras, e exprimir indignação
perante a ostentação de símbolos reivindicativos em locais públicos, ou
até de símbolos nacionais portugueses em colóquios ou manifestações em
que se reivindique a soberania portuguesa, classificando e
ssas atitudes como "fascizantes", "hostis a Espanha", se Madrid revela
tantos cuidados e amor por detalhes numa situação análoga?
E, no final, uma última e talvez mais angustiante dúvida: como podem
autoridades portuguesas, ou outros responsáveis e instituições, acharem
normal que seja mantido quase em segredo o Problema de Olivença, e que
não se divulguem propostas pacíficas para ultrapassar este diferendo...
perante uma tal incongruência dos responsáveis de Madid ? Porque se
parece procurar "silenciar" quem fala deste litígio ? Como é possível
que se chegue a praticar auto-censura ?
Como se vê, a Espanha não silencia as suas reivindicações.
O que haverá de errado em imitar, neste caso, a Espanha ( e outros
países que têm resolvido questões de forma similar... ), e, DE FORMA
PACÍFICA E NEGOCIADA, passar a discutir a problemática oliventina como
qualquer nação moderna e democrática, claramente, livremente, à luz do
Direito Internacional ?
O que se passa em Portugal ?
Por que razão, em sucessivas demonstrações de amizade luso-espanhola,
como a visita recente de Cavaco Silva a Madrid e Oviedo, se calam os
responsáveis políticos...para já não falar de alguns órgãos de
comunicação... nunca se fala do litìgio de Olivença?
O argumento de que tal não se proporciona porque há muito boas relações
entre Espanha e Portugal, muito usado, é absurdo, pois conduz à
conclusão "maquiavélica" de que tal problemática só poderá ser levantada
se PIORAREM as relações entre os dois maiores Estados Ibéricos. Por
favor, não se usem tais "justificações"!
É entre amigos que se podem colocar, sem excessivo melindre, todas as
questões, abertamente.
Estremoz, 30 de Setembro de 2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna
Semanário "O DIABO", 03-Outubro-2006 Humberto Nuno de Oliveira
(Professor Universitário)
condecorações desiguais
SERVIDÃO E VASSALAGEM
São naturalmente muitos os prismas sob os quais se pode comentar a
recente visita ao País vizinho do actual Presidente da República e sua
lustrosa comitiva. Seguramente tão variados quantos os prismas que
derivam da complexidade, delicadeza e melindre das relações
luso-espanholas que mandaria a prudência e o rigor, fossem melhor
acauteladas. Habituados, porém, estamos a que assim não seja, não vale,
pois, a pena chorar sobre o assunto.
Terminada a visita à sede do imperialismo espanhol - Madrid - e antes da
passagem pelo principado das Astúrias, dei-me ao trabalho de pesquisar
as primeiras páginas da maior parte dos diários do País vizinho. Ao
contrário da quase totalidade dos nossos jornais, que embandeiraram em
arco com a visita de CAVACO, a viagem do Presidente português ao País
vizinho foi olimpicamente ignorada pela maior parte da imprensa local...
Numa útil perspectiva realista, nada como ter a clara percepção de que
não se verifica idêntico entusiasmo, do lado de lá da fronteira,
relativamente a Portugal.
Nem o facto do o nosso CAVACO mais a sua MARIA terem sido os primeiros a
saber da notícia da gravidez de LETIZIA, antes mesmo dos espanhóis e do
nosso D. DUARTE, trazia para o merecimento da capa os personagens tidos
localmente como secundários... Não obstante, o nosso CAVACO, com aquele
ar dele, não cabia de contentamento e a MARIA fora, de facto, a primeira
confidente. Que subida honra que quase resgatava a afronta dos 60 anos
de dominação estrangeira. Agora sim eram amigos e confidentes. Todos os
problemas se olvidavam e a Presidência da República partilhava, em
primeiríssima mão, do júbilo colectivo pela real gravidez...
Enfim, a medida quesa exacta da apagada e vil tristeza em que cada vez
mais nos encontramos. Estamos certos que na próxima edição da "Hola" (
ao que se vê cada vez mais a grande revista de referência dos tais 30
por cento que querem ser espanhóis e ter Madrid por capital ), o nosso
Comandante Supremo das Forças Armadas, mais a sua MARIA, merecerão o
justo destaque. Para mim não é novidade, mas para muitos, que parecem
querer viver nesse sonho de paridade e "amizade", quase parece um dogma.
Enfim
Já nas capas dos jornais portugueses, dos enjoos de LETIZIA ao esbanjar
de prebendas honoríficas, se foi fazendo a crónica da dita viagem de
Estado ( cuja percepção, como já disse, não é a mesma do lado de lá ).
Como temia, na capa de um deles, encontrei a fotografia que confirmou as
minhas apreensões anteriores à visita. CAVACO condecorou o soberano
vizinho com a Grã-Cruz da Ordem de Avis ( destinada a premiar altos
serviços militares, sendo exclusivamente reservada a oficiais das Forças
Armadas e da Guarda Nacional Republicana e, ainda, a unidades, órgãos,
estabelecimentos e corpos militares ), ao que se via, na referida
fotografia, a rainha com a Ordem de Santiago de Espada e o príncipe com
a Ordem da Torre e Espada ( com cujo grande colar o pai já foi
condecorado numa viagem anteror de um nosso PR destes últimos trinta
anos ). Receberam "em troca" a Ordem de Mérito Civil de Isabel a
Católica ( que não é sequer a mais elevada condecoração civil espanhola,
quanto mais militar... ), sim porque os espanhóis são espanhóis mas não
são parvos e não iriam conceder ao Presidente de Portugal a Real e
Militar Ordem de São Fernando ou a Ordem do Tosão de Ouro. Ou seja
atribuímos do mais
importante que temos e recebemos uma condecoração, para aí, de quinta ou
sexta importância...
Mais uma vez, em bicos dos pés, saímos diminuídos na "fotografia". É
pena, muitos não o querem ver, mas também nestas "pequenas" coisas se vê
a dignidade dos Estados, ou a ausência dela...
Haja paciência para isto...
últimas Noticias
21-Outubro-2006
DISCUTIR O IBERISMO
Voltou a estar na moda apontar uma eventual união Portugal-Espanha para
resolver os grandes problemas do povo português. Tudo isto partindo de
um estudo em que quase 28% dos inquiridos manifestava tal opinião, e que
foi referido quase até à exaustão... esquecendo-se que no mesmo estudo
quase 70% dos inquiridos acreditava ser Portugal um país viável.
Desgosta-me ver pessoas tratar destes temas de Unificação Iberica em
termos
tão ligeiros e irresponsáveis. Deveria ser já tempo de se falar de
assuntos polémicos com profundidade.
Pessoalmente, não sou a favor duma União Ibérica. Parece-me ridículo ...pôr
em causa uma independência de 850 anos, que nunca se teria mantido se
não fosse sólida e justificada. Já é suficiente, sem discutir se terá
sido o caminho correcto, a "dissolução" (relativa...) na União Europeia,
onde, como Estado Soberano, temos voz igual aos outros membros. Numa
União Ibérica, até essa igualdade se perderia.
Todavia, penso que os que a defendem como uma solução para Portugal no
quadro de uma Confederação o fazem convictos de que querem conservar uma
cultura portuguesa distinta, e merecem ser respeitados, mesmo
discordando da idéia! Enfim, igualmente
aqueles que, ao defender uma Unificação Iberica, defendem o
aniquilamento
puro e simples de Portugal, e a sua "castelhanização", também têm o
direito
de o afirmar sem receio de represálias. Contudo, na minha
opinião,merecem-me menos respeito.
Na verdade, aniquilar um País só porque atravessa um momento de crise
parece-me ilógico e revelador de falta de confiança ... e mesmo de
imaginação. Defender que outros vão fazer o que a nós compete fazer é
muita
ingenuidade. E, já agora, porque defender a opção espanhola? Revelaria
mais
imaginação ( e MUITO maior proveito económico) uma federação marítima
("talassocrática") com a Holanda ou com a Dinamarca, por exemplo...
O facto de partilharmos uma Península com um Estado não nos obriga a
unir-nos por motivos "geográficos"...assim como a Suécia e a Noruega não
se
unem só porque partilham a península escandinava. O facto de se dizer
que
"Portugal saíu da Espanha", para além de errado (Portugal "saíu" do
Reino de
Leão, a Espanha não existia), a nada nos obriga também. Os holandeses e
os
suíços saíram da Alemanha... e não me consta que se defenda a sua
reunificação com o pátria original.
Todos estes argumentos escondem uma profunda incapacidade de pensar
assuntos
sérios com profundidade e num espírito construtivo, e revelam a preguiça
de
pensar Portugal a partir do que ele é. Melhor, revelam a preguiça de
pensar.
É muito mais cómodo ( e parece ser moda) desistir e dizer que não vale a
pena porque não se vai chegar a lado nenhum. Presume-se que os outros
serão
tão incapazes como quem o proclama.
Talvez o mais preocupante seja verificar que a razão principal, quando
não a única, dos que defendem a União Portugal-Espanha, é de natureza
económica... ou interesseira. "Se fôssemos espanhóis, ganharíamos mais,
já que eles ganham mais". Esta frase aparece em quase todos os
inquéritos.
O erro é evidente: quase sempre ao longo da História, Portugal repetiu
um erro: esperar que a riqueza viesse ter ao seu encontro. Tal sucedeu
na Época da Expansão, e noutras épocas mais ou menos favoráveis. As
elites preferiam viver de rendimentos, pouco arriscando em busca de
novas fontes de enriquecimento...principalmente se passavam por produzir
algo de novo no seu próprio país...
O povo em geral ia vivendo mal, e verificava que quem prosperava era
quem menos riqueza produzia... quando não lançava mão de métodos menos
honestos. Ser "esperto", "desenrascar-se", era muito mais rentável do
que matar-se a trabalhar.
Trabalho que, aliás, era visto como algo de pouco dignificante. O
trabalho não era apanágio das classes dominantes. Uma mentalidade que
ainda não foi de todo ultrapassada.
O que se espera, muitas vezes, de uma União Ibérica é que estrangeiros
façam por nós aquilo que nós próprios não conseguimos fazer. Uma ilusão.
Imaginemos Madrid a subir o nível de vida em Portugal de um momento para
o outro. Como iria buscar recursos para tal ? Só tirando-os a regiões
espanholas, que não o iriam aceitar nunca.
Não se deve esquecer também que a tendência geral seria tirar Centros de
Decisão de Portugal (por exemplo, sedes de empresas) para os aproximar
de Madrid. Aliás, isso já sucede. E se hoje o Poder político de Lisboa
pode tentar contrariar livremente essa dita tendência, muito mais
dificilmente o faria não sendo um Poder Independente.
Há quem argumente que o Poder Central em Portugal poucas decisões
acertadas toma para desnvolver Portugal e o nível de vida das suas
populações. Mas... porque existe uma "coisa" chamada Independência
Nacional, os portugueses podem, livremente, decidir votar em políticos
mais eficazes. Usando uma ezpressão comum, podem até "derrubar o governo".
Ninguém poderá interferir. Mas... imagine-se que Portugal não era um
Estado Soberano. Em caso de descontentamento com o Poder Central... como
derrubá-lo...situando-se ele fora do território nacional... e sendo
compartido com outras regiões? Já se meditou seriamente sobre isso?
E... como se faria caso, após uma união ibérica, os interesses
portugueses chocassem com os interesses de Madrid? Proclamava-se nova
separação? E como reagiriam a isso as autoridades espanholas?
Não se pretende com estes exemplos dizer que se "desconfia das intenções
da Espanha", ou que "a Espanha é a bruxa má desta questão". Não. O que
se pretende é que se medite seriamente nos riscos que se corre ao
abdicar-se de uma Soberania Plena. As lições de 1580-1640, e as da
Guerra que se seguiu, deveriam ser muito bem estudadas. Não porque a
História se repita, mas porque, por vezes, os exemplos do passado nos
podem ajudar a projectar o futuro com mais sabedoria.
Não creio, também, que o Povo Espanhol esteja "preparado" para tal tipo
de União. Infelizmente, muitos encaram-na, ainda que inconscientemente,
como uma "reunificação", ou "absorção". Na verdade, 44% dos espanhóis,
contra 38%, declarou num estudo recente que Espanha deveris ser o nome
de um eventual Estado Ibérico Unificado. E, nesse mesmo estudo, 80% dos
inquiridos do País vizinho considerou que a Capital deveria ser Madrid,
só 3% opinando por Lisboa.
Parece, pois, que uma União Ibérica levaria, quase seguramente, a uma
centralização, directa ou indirecta, de poderes no Centro da Península...e,
com o tempo,a uma despersonalização de Portugal.O exemplo da
despersonalização efectuada, e ainda existente, em Olivença, dá que
pensar. Quase me atreveria a perguntar a iberistas de vários quadrantes,
quando vêem Portugal enquanto província ou Estado integrado numa "Ibéria",
se deveria incluir Olivença ( e Táliga) dentro do seu espaço, ou se
deveria continuar em espaço alheio.
Em termos históricos, e para concluir( e muito mais haveria a dizer ),
direi que nunca um povo ou um país prosperaram abdicando da sua
existência. Nenhum estrangeiro (Espanhol, Francês, Alemão) nos virá "ajudar"
sem pedir nada em troca. E sem ter tendência a monopolizar os cargos
superiores e mais bem pagos...
Estremoz, 21-Outubro-2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna
15-OUTUBRO-2006
DIÁRIO DE NOTÍCIAS,
OPINIÃO/TRIBUNA LIVRE
GIBRALTAR, OLIVENÇA E A IBÉRIA
Parece estar na moda comparar Espanha e Portugal. Um inquérito recente
indica, entre outras coisas, que 27,7 % dos portugueses gostariam que
Portugal e Espanha formassem um só país, o que deu lugar a inúmeras
notícias e comentários, em Portugal e Espanha, em que o referido número
(27,7 %) foi referido até `exaustão. Outros números desse estudo, aliás
bastante aleatório, eram igualmente desfavoráveis à manutenção de
Portugal como País independente.
Curiosamente, no meio de tantas percentagens, um resultado tem sido
desprezado. Nada menos de 69,4 % opinou que Portugal tem condições para
se manter como País Independente, contra 23,6 % que acha que não.
Isto contradiz, e bastante, os restantes resultantes!(...)
(...) Resta uma última e talvez mais angustiante dúvida: como podem
autoridades portuguesas, ou outros responsáveis e instituições, acharem
normal que seja mantido quase em segredo o Problema de Olivença, e que
não se divulguem propostas pacíficas para ultrapassar este diferendo...
perante uma tal incongruência dos responsáveis de Madid ? Porque se
parece procurar "silenciar" quem fala deste litígio ? Como é possível
que se chegue a praticar auto-censura ?
Aqui, é clara a diferença entre Portugal e Espanha. Na verdade, como se
vê, a Espanha não silencia as suas reivindicações... e, neste caso, é-lhe
indiferente qualquer outro aspecto (...), desde que considera que tem
razão em reivindicar a soberania sobre a região !
Pergunto-me, talvez dirigindo-me aos iberistas portugueses ou aos
admiradores das atitudes espanholas, sobre o que haverá de errado em
imitar, neste caso, a Espanha ( e outros países que têm resolvido
questões de forma similar... ), e, DE FORMA PACÍFICA E NEGOCIADA, passar
a discutir a problemática oliventina como qualquer nação moderna e
democrática, claramente, livremente, à luz do Direito Internacional ?
Será que este tipo de procedimentos é correcto se for originado em
Madrid, ou em qualquer outro País, e "idiota", "caricato", e sabe-se lá
que mais, se procedente de Lisboa?
Por que razão, em sucessivas demonstrações de amizade luso-espanhola,
como a visita recente de Cavaco Silva a Madrid e Oviedo, se calam os
responsáveis políticos...para já não falar de alguns órgãos de
comunicação... e quase nunca se fala do litìgio de Olivença?
Tal comportamente nada prenuncia de bom. Indica uma predisposição
preocupante para aceitar situações de humilhação. Imagino que, no caso
de uma União Ibérica, isto significaria tudo aceitar, desde que viesse
de Madrid. Mesmo que contra os interesses fundamentais de quem vivesse
na região ibérica portuguesa.
O que, sinceramente, me deixa profundamente apreensivo !
Carlos Eduardo da Cruz Luna , ESTREMOZ
Portugal Activo
Portugal vai organizar Jogos da Lusofonia em 2009
Índia e Brasil candidataram-se a 2013
Portugal vai organizar Jogos da Lusofonia em 2009
10.10.2006 - 13h30 Lusa
Portugal vai organizar a segunda edição dos Jogos da Lusofonia, em
2009, anunciou hoje a assembleia-geral da Associação dos Comités
Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). A Índia e o Brasil
candidataram-se à organização dos Jogos de 2013.
"Em termos de financiamento, podemos confirmar que estão já
garantidos os apoios institucionais e financeiros do governo
português para a organização dos Jogos da Lusofonia em 2009, através
da Secretaria de Estado do Desporto", disse o Comité Olímpico de
Portugal (COP).
Em declarações anteriores, o presidente do COP, Vicente Moura,
estimou que a organização dos Jogos em Portugal deverá custar 11
milhões de euros.
Vicente Moura avançou ainda que o evento poderá decorrer em Lisboa e
considerou que a candidatura portuguesa se insere num contexto de
desenvolvimento desportivo que passa pela candidatura à organização
dos Jogos Olímpicos em 2020.
A ACOLOP considerou ainda como "muito positivo" que o Brasil e a
Índia se tenham candidatado à organização em 2013, podendo mesmo
aparecer outras candidaturas.
Na agenda das próximas assembleias-gerais da associação estará ainda
a eventual inclusão ou exclusão de modalidades desportivas, após um
processo de avaliação do figurino dos primeiros Jogos da Lusofonia,
mas sempre "procurando a abrangência e o equilibro entre os países da
ACOLOP", disse um dos participantes na reunião.
A primeira edição dos Jogos inclui as modalidades de futsal, futebol,
basquetebol, ténis de mesa, taekwondo, atletismo, voleibol de recinto
coberto e voleibol de praia.
Os Jogos da Lusofonia são o maior evento alguma vez realizado entre
os 11 países e regiões que falam português e contam nesta primeira
edição com uma participação de 760 atletas oriundos de Macau,
Portugal, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tome e
Príncipe, Moçambique, Timor-Leste, Índia (Goa) e Sri Lanka.
Entre 4 e 15 de Outubro, os Jogos da Lusofonia são a primeira grande
manifestação desportiva da ACOLOP, criada em Lisboa em meados de 2004.
"...Como consequência disto,
muitos blogues recolhem o vídeo do anúncio televisivo agora censurado,
que pode ser visto:
aqui. "
Olivença - Portugal Livre
1. - Este serviço de
informação foi iniciado (originalmente em inglês) para informar melhor
os leitores da "Rede" através de notícias actuais e eventos históricos,
sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana
(Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância da Espanha sobre o litígio desde
1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas
obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as
"boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas,
sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua
humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal a agir e
tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e
Juromenha, para que Madrid e seu "reino espanhol" cumpra o respeito à
integridade territorial de Portugal.