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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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"Crer e Querer para Vencer"
Notícias de Olivença  
October/Outubro 2006

Comentário/Comment

 RESPOSTA PUB. JORNAL DE NEGÓCIOS 18-Outubro-2006

Comentário à Notícia de que quase metade dos espanhóis desejaria uma União Ibérica

futurolusitano

Termos do acordo

Julgo que para os portugueses os únicos termos aceitáveis seriam: Nome do novo Pais: Portugal; Capital: Lisboa; Regime: Republicano; Primeiro Ministro: obrigatoriamente luso; o Presidente poderia ser de Olivença. Acho que é preciso relembrar à nova geração dos nossos vizinhos a existência do Tratado entre Afonso Henriques e Afonso VII.

 

Segundo uma sondagem, publicada no jornal, "O SOL", 1/4 dos portugueses gostariam de ser espanhóis, os factores económicos, são concerteza o factor que mais pesa nestes "portugueses", porque na sua cegueira de consumismo e endividamento, são capazes de tudo para ter os "padrões", mais altos de vida, mas sem fazer nada para que isso aconteça, nem a nível pessoal, nem a nível empresarial.
Por isso faço aqui um apelo a esses "portugueses":
Façam o favor de sair da nossa Pátria e vão todos trabalhar e viver em Espanha, que é para verem e sentirem por eles próprios a alegria de serem espanhóis. Vamos depois ver quanto tempo a sua visão idílica de Espanha vai perdurar...mas não se esqueçam de escolher bem qual a região de Espanha, para onde vão imigrar, porque se forem para a Catalunha, vão ter de aprender o Catalão e a respeitar a Nação Catalã, se forem para a Galiza, mais vale falarem em Português, porque é mais fácil de o entenderem do que se falarem em castelhano, se por acaso escolher o País Basco, então nem mencione a palavra Espanha, porque é considerado anti-patriótico.
Se quiser falar em castelhano e ser espanhol, o melhor será ir para a região de Madrid e aí pelo menos será explorado pelos castelhanos, que já estão habituados a explorar as outras nações de Espanha e a viver dos seus rendimentos, mas se gostar muito mesmo de ser espanhol, então sugiro-lhe que vá para a Andaluzia, porque mesmo sendo extremamente difícil de perceber o dialecto Andaluz, (Na TV Galiza, pôem legendas quando dá alguma reportagem ou qualquer programa nesse linguajar) aí pelo menos vai ter a oportunidade de viver no meio dum deserto e rodeado de mouros por todo o lado...
Vão-se embora seus "portugueses" e que sejam muito felizes na Espanha, ou no que dela restar, mas por favor não voltem depois a Portugal, porque aqui a malta , embora simpatize com os Galegos, os Bascos e os Catalães, não gostamos mesmo nada de espanhóis!
"Alhos Verdes ao Poder" 29/9/2006

 

http://ablasfemia

1/Out/2006

Tanto o centralismo castelhano defendido pelo PP, e antes levado a cabo pela
política imperialista de José Maria Aznar; bem como, o federalismo iberista
do PSOE, são uma ameaça à existência de Portugal como ESTADO. Ambas as
políticas, embora com ganhos diferenciados para os centros de poder em
ESPANHA, são MÁS para Portugal, porque implicam sempre a nossa subserviência
e acentuam a nossa perifericidade na Europa e no Mundo, com consequências
que se irão reflectir no nosso povo, e para pior. Não há nenhuma realidade
ibérica que possa para nós ser mais vantajosa que a independência do Estado
Português, apesar de todas as dificuldades por que o país passa, e do seu
atraso económico-cultural crónico. Será que é assim tão difícil perceber
isto?
Os problemas que os portugueses têm hoje, seríam muitíssimo agravados caso
Portugal perdesse a sua independência política. Isso já se nota com a
acentuada dependência económica em relação a Espanha (que ainda por cima tem
uma economia de fachada, assente na construção civil, mão-de-obra barata da
imigração, e protecção estatal dos grandes grupos económicos) que agrava a
perda de competitividade da economia portuguesa, e consequentemente piora o
nível de vida dos portugueses.
E já chega de haver tanta benevolência para com estes nacionalismos de
pacotilha, quer sejam catalães ou andaluzes, que nos querem arrastar para os
problemas deles. Portugal sempre que se deixou enredar nas "tricas"
espanholas deu-se muito mal. Essa não é a nossa realidade, essa não é a
nossa luta. E nem se pense no bem-estar económico, porque têm que ser os
portugueses a trabalhar por aquilo que é seu. Os outros estão-se borrifando
para Portugal e para os portugueses.
Há que estar atento aos estragos que estes federalistas espanhóis vão fazer
neste país, principalmente por causa da afinidade ideológica entre o PS e o
PSOE. E também tendo em conta as posições iberistas recentemente tomadas por
Mário Soares, estrondosamente rejeitado pelo eleitorado, mas que continua a
ser um homem muito poderoso, e que ainda pode fazer muito mal a este país...
Quem tiver três dedos de testa sabe do que eu estou a falar. O Sócrates que
se cuide, porque apesar de tudo, acho que ele (ainda) não é deste "filme"...
Lionheart

 

Leia Mais

 

1/Out/2006

"Zé de Bragança" (malaposta de português em crise)
Assunto TRINTA POR CENTO E UMA PROMESSA
1. Os resultados da sondagem da Intercampus publicada na penúltima edição do novo semanário "Sol" não me espantam. Trinta por cento dos portugueses manifestam-se favoráveis à União Ibérica. Adoptariam de bom grado Madrid como capital e acolheriam com felecidade o rei D. Juan Carlos como chefe de Estado. Evidentemente que esta opção iberista assumida por um terço dos nossos concidadãos é puramente materialista. No seu subconsciente estão o nível de vida, o valor dos salários, o progresso económico que a Espanha regista. Gostariam de ser espanhóis não para deixar de ser portugueses mas porque viveriam melhor, ganhando mais e tendo outras possibilidades de futuro. Em causa não está o seu amor à Pátria. Está sim o seu amor ao conforto e à estabilidade.
Repare-se, aliás, nesta curiosa simetria: a percentagem de portugueses que adoptariam a nova nacionalidade é precisamente a percentagem que separa o nosso PIB "per capita" do espanhol. Ou seja, trinta por cento de portugueses, sendo espanhóis, passariam a fruir de uma capitação do PIB trinta por cento superior.
Depois, há o Barcelona, o Pata Negra, a "movida", o "El Corte Inglês" e todo o manancial de símbolos da pujança espanhola que todos os dias enfrentamos e consumimos. Aliás, habituámo-nos já à multitudinária presença espanhola em Portugal, com a qual convivemos com a maior naturalidade. Depositamos o nosso dinheiro em bancos espanhóis, seguramos o nosso carro em seguradoras espanholas,, somos atendidos por médicos espanhóis, compramos casas através de imobiliárias espanholas, lemos jornais de capital espanhol. Isto para não falar das batatas, do arroz, da carne, das laranjas e dos tomates, dos refrigerantes, dos lacticínios e da sardinha que era pequenina e gordinha mas nossa e agora aparece mais crescida a gritar olés e a dançar sevilhanas.
Para esses trita por cento de portugueses a soberania nacional há muito se perdeu e, na prática, já se sentem súbditos da Coroa espanhola. O que, pelos vistos, não lhes desagrada.
Curioso é constatar que esta apetência hispânica emerge NUM MOMENTO EM QUE A TENSÃO NACIONALISTA COLOCA EM CRISE A UNIDADE do próprio Estado Espanhol. O Estetuto da Catalunha e o terramoto que a sua aprovação provocou na tessitura autonómica da Espanha, com as réplicas sentidas nas Vascongadas e na Galiza, pressagiam um futuro complexo.
EIS O NOSSO SENTIDO DA OPORTUNIDADE HISTÓRICA. QUANDO OS OUTROS QUEREM FUGIR, ENTENDEMOS SER O MOMENTO DE ENTRAR. Depois, perdidos e crescentemente desamparados, BUSCAMOS OUTRO DESTINO. Já foi o mar e a terra. O que nos resta ? O AR ?
2. Conhecido o nome do novo Procurador Geral da República, a Comunicação Social caíu com uma curiosidade voraz sobre passado, presente, virtudes e vícios do indigitado. Além das qualidades técnicas, sempre relevadas, foi evidenciada a opinião que frontalmente expressou sobre os seus pares e as inimizades com os poderes fácticos da sua corporação que assume sem rodeios. Parece não ter papas na língua nem medo da confrontação. Dizem também que gosta de "almoçaradas". Não é um asceta nem uma personalidade cinzenta e asséptica. Gosta de comer e é petisqueiro. Abençoado seja. Também eu. De magros e em dieta está a governação cheia.
 

 

Jornal "Alentejo Popular"(Beja)

Luciano Caetano da Rosa (Professor Universitário em Berlim; candidato pela CDU (PCP/Verdes) ao Parlamento Europeu

(texto de opinião sobre eleições europeias, cobrindo uma página A 3 do jornal; e, no final:)(...)Já na Polónia e na Hungria, a actividade governativa encontra-se praticamente paralisada em quadros de conjuntura conservadora e contraditória. Na Tailândia, um golpe militar, alegadamente para combater a corrupção governamental, viu os seus militares nas ruas a serem acariciados pelo povo com distribuição de flores aos soldados. Influências do Abril Português em terras tão longínquas ? Não seriam de enjeitar !
Na cena nacional, foi espantoso ouvir algumas declarações dessa gente auto-denominada "Compromisso Portugal". Compromisso? Portugal ?
Compromisso, sim, mas com a exploração do Povo Português, com mais desemprego maciço, com a economia especulativa de casino, com mais privatizações e com a submissão do aparelho de Estado aos seus ditames. O Presidente da República que se cuide em matéria de proximidades com esta gente, em boa parte responsável pelo atraso económico do País. E QUE NÃO ESQUEÇA NA AGENDA PARA MADRID, entre outros aspectos, A QUESTÃO DE OLIVENÇA, alentejana lídima e portuguesa.

 

2 de Outubto de 2006

Iberismo

António José Teixeira

"Se os portugueses abrem a porta a uma união com Espanha, como espero, o iberismo dos nossos avós tornar-se-á realidade. Realizá-lo-ão os nossos netos." A afirmação é de Pasqual Maragall, o presidente da Generalitat da Catalunha, e noutros tempos teria provocado um incidente diplomático. Maragall quis comparar a Catalunha a Portugal, pretexto para contrariar a imagem secessionista que lhe têm colado desde a aprovação do novo estatuto catalão.


Outrora bastava pronunciar a palavra iberismo para ser apelidado de traidor à pátria. Hoje, governantes e presidentes portugueses olham para o lado de lá como a prioridade das prioridades. Uma sondagem divulgada pelo semanário Sol mostrou que cerca de 28% dos portugueses são favoráveis à união política com Espanha. Tanto bastou para Maragall se sentir à vontade para dizer: "Agora que os portugueses querem ser espanhóis, que se preparem os castelhanos." Descontada a retórica conveniente ao diálogo/confronto das autonomias espanholas, desenha-se um ambiente propício a um maior entendimento. Como sempre, os negócios vão à frente e a política adapta-se às novas circunstâncias. A recente visita de Cavaco Silva a Madrid é sintomática.

Nos últimos tempos, intensificou-se o debate nos dois lados da fronteira (quase virtual). Santiago Petschen, professor da Universidade Complutense de Madrid, lembrava há uma semana nas páginas de El País o iberismo utópico de Teófilo Braga e o entusiasmo poético de Antero de Quental. Teófilo defendia que o caminho conjunto de Portugal e da Espanha fazia parte da ordem natural das coisas. Hoje, no seio de uma Europa das Nações, há quem vislumbre também um caminho conjunto. O iberista Mário Soares, por exemplo, aprova uma dimensão política peninsular no seio da UE. A integração económica tem progredido a passo acelerado. As relações culturais idem. Partilhamos ídolos na literatura ou no futebol. Tal como as praias e a gastronomia. Não há conflitos identitários, mas estamos longe de qualquer integração política.

A capacidade de atracção espanhola é evidente, mas a integração ibérica deve ser lida à luz do debate nem sempre pacífico das autonomias. É curioso que os independentistas catalães costumem falar de Portugal como país afortunado por se ter libertado do jugo filipino... A dimensão espanhola pesa e ainda assusta. Atenua-se quando se olha a Ibéria num diálogo de autonomias. Aí até Castela, com os seus dois milhões de habitantes, parece inofensiva face aos nossos dez milhões...

Há hoje entre Portugal e Espanha uma relação mais "descomplexada", como diz Cavaco Silva, ou mais "fluida", como se ouve em Madrid. Em qualquer caso, não fará falta qualquer federação ibérica se passarmos a olhar para Espanha através das suas várias capitais e não apenas Madrid.

 

A Repressão espanhola na Galiza

Fazer parte da Espanha?  O que fazem na Galiza, fariam os espanhóis em Portugal!!

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http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza(gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)

 

 

Enciclopédia "Kiwi"
http://www.wikipedia.org/wiki/Portugal

 

 

http://www.odci.gov/cia/

publications/factbook/

geos/po.html#Issues
http://www.odci.gov/

cia/publications/factbook/

geos/sp.html

 

 

Latest News

28 October 2006

Are we witnessing another of Spain's Dirty Tricks?

Remember 20 October 1807 and the outrageous dismemberment of Portugal in the Treaty of Fontainebleu 1807 agreed between Spain  and France! (Treaties Galore)

Could it be that the Spanish strategy today is that much different?

Os Portugueses não devem esquecer o ultrajante desmembramento de Portugal desejado por Espanha pelo Tratado de Fontainebleau de 20 de Outubro de 1807!   (Treaties Galore)

Então hoje a estratégia espanhola será assim tão diferente?


18.10.2006 - PÚBLICO

http://www.publico.clix.pt


Sondagem da revista espanhola "Tiempo"
Quase metade dos espanhóis é favorável a uma união entre Portugal e
Espanha


(espanhóis querem mandar e apagar o nome Portugal)
São mais os espanhóis do que os portugueses que veriam com bons olhos uma eventual união entre os dois países vizinhos. Quase metade dos espanhóis contra pouco mais de um quarto dos portugueses.


(espanhóis querem o nome "Espanha" e a capital: Madrid)
Uma sondagem publicada ontem pela revista espanhola Tiempo revela que 45,6 por cento dos espanhóis são favoráveis à fusão. Destes, a maioria (43,4 por cento) defende que o novo país deve ter um velho nome - Espanha -, ao passo que 39,4 por cento chamar-lhe-iam Ibéria;
e a esmagadora maioria (80 por cento) defende que a capital deve
manter-se em Madrid, contra apenas 3,3 por cento que favorecem Lisboa.


(espanhóis querem monarquia espanhola)
Cerca de metade dos inquiridos defende a manutenção do actual regime monárquico espanhol contra 30,2 por cento favorável a uma República.


(51% sim dos jovens espanhóis à união )
A sondagem revela que o apoio à união entre os dois países é
particularmente elevada entre a população mais jovem, dos 18 aos 24 anos, com mais de metade (50,8 por cento) a mostrar-se favorável a
essa opção.


(portugueses 28% sim e 70% não à união
)
Esta sondagem surge poucas semanas depois de uma visita presidencial de Cavaco Silva a Espanha e de uma sondagem publicada pelo semanário
português Sol que indicava que 28 por cento dos portugueses são a
favor de uma integração de Portugal e Espanha num único Estado.

 
(espanhóis querem mudar a lingua para o Castelhano)
Esta revelação teve, porventura, mais eco do outro lado da fronteira do que cá, suscitando artigos de opinião na imprensa espanhola e até uma reportagem no telejornal da TVE sobre como as tabuletas comerciais (em português) teriam de ser alteradas (para castelhano), se tal fusão se concretizasse...   

    

OLIVENÇA no 5 DE OUTUBRO de 2006

RTP 1 (20:00), RTPN (21:00), RTP 2 (22:00)
Reportagem sobre as Comemorações do 5 de Outubro
"(...)enquanto a Banda da GNR animava os mais novos, um pequeno Grupo aproveitava"(imagens: cartaz ocupando todo o "écran" com as polavras "A REPÚBLICA AINDA NÃO CHEGOU A OLIVENÇA"; depois, imagem de uma grande faixa branca com a inscrição, a verde, "OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA")"para exigir a reintegração de Olivença no território nacional";(imagem: o rosto do Dr. Castanhinha; as palavras deste :)"Nós temos sempre a esperança, num princípio de mandato, que o Presidente da República ouça a voz daqueles cidadãos portugueses que querem que este problema seja resolvido, e que, ele tendo muito boas relações com o Chefe de Estado Espanhol, aborde esta questão, e, na medida do possível, ponha esta Questão em cima da mesa diplomática".
A Reportagem passava logo a outros assuntos. "Terminada a cerimónia"(imagem: Cavaco e Sócrates a falar)

 

"CORREIO DA MANHÃ", 06-Outubro-2006, OLIVENÇA no 5-Outubro

(dentro das notícias das com. 5-Outubro)
OLIVENÇA
Cerca de uma dezena de manifestantes compareceram ontem na cerimónia de comemoração dos 96 anos da proclamação da República na Praça do Município para lembrar qoe o "território juridicamente português de Olivença continua ocupado ilegalmente por Espanha".
 

 

30 de Setembro de 2006

PORTUGAL E ESPANHA: ATITUDES DIFERENTES
O facto do Presidente da República Portuguesa se ter deslocado a Espanha nos passados dias 25, 26, 27, e 28 de Setembro de 2006 leva-me a meditar sobre recentes eventos ligados a questões de litígios pendentes entre nações, e que, neste caso, dizem respeito a Espanha.
Começo por relatar, comentando, uma notícia de 18 de Setembro de 2006. Irei depois tentar estabelecer um nexo com a visita presidencial a Espanha.
E direi que é sempre bom ler notícias sobre novos passos no sentido da resolução de conflitos, principalmente se tal caminho é aberto por meios pacíficos. Parece que, aqui e ali, a Humanidade quer mostrar que há processos de reunir num diálogo civilizado e produtivo as várias partes de um litígio, e que se podem avançar para soluções que a todos satisfaçam, sem que se ponham em causa princípios fundamentais. E, melhor ainda, abrindo a porta para desenvolvimentos futuros.
Estas conclusões podem ser tiradas examinando os termos do acordo a que a Espanha e a Grã-Bretanha chegaram em Córdova, no dia 18 de Setembro de 2006, a propósito da situação de Gibraltar.
Na verdade, conseguiram-se consensos em torno de vários aspectos práticos, como a utilização comum do Aeroporto do Rochedo, a resolução de problemas ligados às telecomunicações, pagamentos de pensões a seis mil espanhóis que trabalharam em Gibraltar, e facilidades de trânsito. O Governo de Gibraltar esteve também presente... no contexto de um denominado Foro Tripartido.
Não se pode deixar de chamar a atenção para os cuidados de Madrid em todo este processo. Assim, evitou-se a denominação "internacional" para o Foro, de modo a nem por um instante se entender ter Gibraltar um Estatuto que pudesse equipará-lo a um Estado. Nunca, no Acordo, se fala de Fronteira, mas sim de "Verja"(Porta, Portão). Em certos casos, na impossibilidade de se conciliar a presença de bandeiras, optou-se pela eliminação radical de todo e qualquer símbolo. O Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol não cessou de chamar a atenção para o facto de continuar em aberto o problema da soberania. Madrid não cede, reivindica o território, como sempre, desde que o cedeu (Tratado de Utrecht, 1713-1714), e, pelos vistos, não quer a questão arredada do Comité de Descolonização da O.N.U.. O Ministro espanhol, na Conferência de Imprensa, mais do que negar-se a responder a uma questão sobre este aspecto, impediu o ministro principal de Gibraltar de o fazer, tomando a palavra e dizendo que aquele acordo visava tão só eliminar os factores e obstáculos mais "irritantes" que diziam respeito à vida no Rochedo e dos seus arredores andaluzes em aspectos práticos e do dia-a-dia.
A Espanha não deixou de deixar bem claro que o problema da autodetermanação de Gibraltar não se podia colocar. Os gibraltinos têm de se conformar com as decisões do Tratado de 1713-1714: ou são espanhóis, ou britânicos. Isto, claro, sem que Madrid deixe de continuar a reivindicar ter razões para reassumir a soberania da Região. Os argumentos mantêm-se, não faltando os comentários no sentido de "ser um anacronismo a manutenção de um território colonial no espaço europeu, por parte de um Membro da União, e dentro do território de outro membro".
Alguma imprensa, incluindo de esquerda, não deixa de assinalar que uma bandeira espanhola ficará desfraldada no espaço gibraltino, correspondendo ao edifício do Instituto Cervantes.
Referem-se, e muito, as melhorias nas condições sociais e económicas dos gibraltinos e espanhóis da Andaluzia, e especificam-se alguns aspectos. O nível de vida dos habitantes do Rochedo, cerca de 70 % superior ao dos espanhóis, não corre riscos imediatos. Desde há muito que Madrid se nega a considerar o factor do nível de vida como argumento de soberania, limitando-se a garantir aos gibraltinos o respeito pelos seus direitos e regalias.
Toda esta atenção aos pormenores, aos simbolismos subjacentes, todos estes cuidados em relação à manutenção de posições de Princípio, levam a que se admire a persistência espanhola... velha de quase três séculos. Mas, ao mesmo tempo, alguma perplexidade tende a perturbar o cidadão, no caso de este ser português e conhecer razoavelmente bem a sua História.
E colocam~se-lhe algumas dúvidas. Por exemplo, como é possível que a diplomacia espanhola ignore que existe outra "Gibraltar", de nome "Olivença", mais recente (desde 1815, mais ou menos), sobre a qual tratados internacionais colocam claras dúvidas sobre a legalidade da soberania de Madrid... e sobre a qual o Estado Português mantem uma reivindicação ? Como podem os responsáveis espanhóis ser tão intransigentes em relação a certos princípios, com uma situação destas no seu passivo ? Como é possível ser tão cuidadoso em problemas, detalhes, simbólicos, e exigir que Portugal, em Olivença, aceite sem protestar o uso de todo o tipo de símbolos da potência administrante ? Ou, pior, como se pode criticar que em Portugal se reivindique a Terra das Oliveiras, e exprimir indignação perante a ostentação de símbolos reivindicativos em locais públicos, ou até de símbolos nacionais portugueses em colóquios ou manifestações em que se reivindique a soberania portuguesa, classificando e
ssas atitudes como "fascizantes", "hostis a Espanha", se Madrid revela tantos cuidados e amor por detalhes numa situação análoga?
E, no final, uma última e talvez mais angustiante dúvida: como podem autoridades portuguesas, ou outros responsáveis e instituições, acharem normal que seja mantido quase em segredo o Problema de Olivença, e que não se divulguem propostas pacíficas para ultrapassar este diferendo... perante uma tal incongruência dos responsáveis de Madid ? Porque se parece procurar "silenciar" quem fala deste litígio ? Como é possível que se chegue a praticar auto-censura ?
Como se vê, a Espanha não silencia as suas reivindicações.
O que haverá de errado em imitar, neste caso, a Espanha ( e outros países que têm resolvido questões de forma similar... ), e, DE FORMA PACÍFICA E NEGOCIADA, passar a discutir a problemática oliventina como qualquer nação moderna e democrática, claramente, livremente, à luz do Direito Internacional ?
O que se passa em Portugal ?
Por que razão, em sucessivas demonstrações de amizade luso-espanhola, como a visita recente de Cavaco Silva a Madrid e Oviedo, se calam os responsáveis políticos...para já não falar de alguns órgãos de comunicação... nunca se fala do litìgio de Olivença?
O argumento de que tal não se proporciona porque há muito boas relações entre Espanha e Portugal, muito usado, é absurdo, pois conduz à conclusão "maquiavélica" de que tal problemática só poderá ser levantada se PIORAREM as relações entre os dois maiores Estados Ibéricos. Por favor, não se usem tais "justificações"!
É entre amigos que se podem colocar, sem excessivo melindre, todas as questões, abertamente.
Estremoz, 30 de Setembro de 2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna  

 

Semanário "O DIABO", 03-Outubro-2006 Humberto Nuno de Oliveira (Professor Universitário)

 condecorações desiguais

SERVIDÃO E VASSALAGEM

São naturalmente muitos os prismas sob os quais se pode comentar a recente visita ao País vizinho do actual Presidente da República e sua lustrosa comitiva. Seguramente tão variados quantos os prismas que derivam da complexidade, delicadeza e melindre das relações luso-espanholas que mandaria a prudência e o rigor, fossem melhor acauteladas. Habituados, porém, estamos a que assim não seja, não vale, pois, a pena chorar sobre o assunto.
Terminada a visita à sede do imperialismo espanhol - Madrid - e antes da passagem pelo principado das Astúrias, dei-me ao trabalho de pesquisar as primeiras páginas da maior parte dos diários do País vizinho. Ao contrário da quase totalidade dos nossos jornais, que embandeiraram em arco com a visita de CAVACO, a viagem do Presidente português ao País vizinho foi olimpicamente ignorada pela maior parte da imprensa local... Numa útil perspectiva realista, nada como ter a clara percepção de que não se verifica idêntico entusiasmo, do lado de lá da fronteira, relativamente a Portugal.
Nem o facto do o nosso CAVACO mais a sua MARIA terem sido os primeiros a saber da notícia da gravidez de LETIZIA, antes mesmo dos espanhóis e do nosso D. DUARTE, trazia para o merecimento da capa os personagens tidos localmente como secundários... Não obstante, o nosso CAVACO, com aquele ar dele, não cabia de contentamento e a MARIA fora, de facto, a primeira confidente. Que subida honra que quase resgatava a afronta dos 60 anos de dominação estrangeira. Agora sim eram amigos e confidentes. Todos os problemas se olvidavam e a Presidência da República partilhava, em primeiríssima mão, do júbilo colectivo pela real gravidez...
Enfim, a medida quesa exacta da apagada e vil tristeza em que cada vez mais nos encontramos. Estamos certos que na próxima edição da "Hola" ( ao que se vê cada vez mais a grande revista de referência dos tais 30 por cento que querem ser espanhóis e ter Madrid por capital ), o nosso Comandante Supremo das Forças Armadas, mais a sua MARIA, merecerão o justo destaque. Para mim não é novidade, mas para muitos, que parecem querer viver nesse sonho de paridade e "amizade", quase parece um dogma. Enfim
Já nas capas dos jornais portugueses, dos enjoos de LETIZIA ao esbanjar de prebendas honoríficas, se foi fazendo a crónica da dita viagem de Estado ( cuja percepção, como já disse, não é a mesma do lado de lá ).
Como temia, na capa de um deles, encontrei a fotografia que confirmou as minhas apreensões anteriores à visita. CAVACO condecorou o soberano vizinho com a Grã-Cruz da Ordem de Avis ( destinada a premiar altos serviços militares, sendo exclusivamente reservada a oficiais das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana e, ainda, a unidades, órgãos, estabelecimentos e corpos militares ), ao que se via, na referida fotografia, a rainha com a Ordem de Santiago de Espada e o príncipe com a Ordem da Torre e Espada ( com cujo grande colar o pai já foi condecorado numa viagem anteror de um nosso PR destes últimos trinta anos ). Receberam "em troca" a Ordem de Mérito Civil de Isabel a Católica ( que não é sequer a mais elevada condecoração civil espanhola, quanto mais militar... ), sim porque os espanhóis são espanhóis mas não são parvos e não iriam conceder ao Presidente de Portugal a Real e Militar Ordem de São Fernando ou a Ordem do Tosão de Ouro. Ou seja atribuímos do mais
importante que temos e recebemos uma condecoração, para aí, de quinta ou sexta importância...
Mais uma vez, em bicos dos pés, saímos diminuídos na "fotografia". É pena, muitos não o querem ver, mas também nestas "pequenas" coisas se vê a dignidade dos Estados, ou a ausência dela...
Haja paciência para isto...

 

 últimas    Noticias

21-Outubro-2006

DISCUTIR O IBERISMO

Voltou a estar na moda apontar uma eventual união Portugal-Espanha para resolver os grandes problemas do povo português. Tudo isto partindo de um estudo em que quase 28% dos inquiridos manifestava tal opinião, e que foi referido quase até à exaustão... esquecendo-se que no mesmo estudo quase 70% dos inquiridos acreditava ser Portugal um país viável.
Desgosta-me ver pessoas tratar destes temas de Unificação Iberica em termos
tão ligeiros e irresponsáveis. Deveria ser já tempo de se falar de assuntos polémicos com profundidade.
Pessoalmente, não sou a favor duma União Ibérica. Parece-me ridículo ...
pôr em causa uma independência de 850 anos, que nunca se teria mantido se não fosse sólida e justificada. Já é suficiente, sem discutir se terá sido o caminho correcto, a "dissolução" (relativa...) na União Europeia, onde, como Estado Soberano, temos voz igual aos outros membros. Numa União Ibérica, até essa igualdade se perderia.
Todavia, penso que os que a defendem como uma solução para Portugal no quadro de uma Confederação o fazem convictos de que querem conservar uma cultura portuguesa distinta, e merecem ser respeitados, mesmo discordando da idéia! Enfim, igualmente
aqueles que, ao defender uma Unificação Iberica, defendem o aniquilamento
puro e simples de Portugal, e a sua "castelhanização", também têm o direito
de o afirmar sem receio de represálias. Contudo, na minha opinião,merecem-me menos respeito.
Na verdade, aniquilar um País só porque atravessa um momento de crise
parece-me ilógico e revelador de falta de confiança ... e mesmo de
imaginação. Defender que outros vão fazer o que a nós compete fazer é muita
ingenuidade. E, já agora, porque defender a opção espanhola? Revelaria mais
imaginação ( e MUITO maior proveito económico) uma federação marítima
("talassocrática") com a Holanda ou com a Dinamarca, por exemplo...
O facto de partilharmos uma Península com um Estado não nos obriga a
unir-nos por motivos "geográficos"...assim como a Suécia e a Noruega não se
unem só porque partilham a península escandinava. O facto de se dizer que
"Portugal saíu da Espanha", para além de errado (Portugal "saíu" do Reino de
Leão, a Espanha não existia), a nada nos obriga também. Os holandeses e os
suíços saíram da Alemanha... e não me consta que se defenda a sua
reunificação com o pátria original.
Todos estes argumentos escondem uma profunda incapacidade de pensar assuntos
sérios com profundidade e num espírito construtivo, e revelam a preguiça de
pensar Portugal a partir do que ele é. Melhor, revelam a preguiça de pensar.
É muito mais cómodo ( e parece ser moda) desistir e dizer que não vale a
pena porque não se vai chegar a lado nenhum. Presume-se que os outros serão
tão incapazes como quem o proclama.
Talvez o mais preocupante seja verificar que a razão principal, quando não a única, dos que defendem a União Portugal-Espanha, é de natureza económica... ou interesseira. "Se fôssemos espanhóis, ganharíamos mais, já que eles ganham mais". Esta frase aparece em quase todos os inquéritos.
O erro é evidente: quase sempre ao longo da História, Portugal repetiu um erro: esperar que a riqueza viesse ter ao seu encontro. Tal sucedeu na Época da Expansão, e noutras épocas mais ou menos favoráveis. As elites preferiam viver de rendimentos, pouco arriscando em busca de novas fontes de enriquecimento...principalmente se passavam por produzir algo de novo no seu próprio país...
O povo em geral ia vivendo mal, e verificava que quem prosperava era quem menos riqueza produzia... quando não lançava mão de métodos menos honestos. Ser "esperto", "desenrascar-se", era muito mais rentável do que matar-se a trabalhar.
Trabalho que, aliás, era visto como algo de pouco dignificante. O trabalho não era apanágio das classes dominantes. Uma mentalidade que ainda não foi de todo ultrapassada.
O que se espera, muitas vezes, de uma União Ibérica é que estrangeiros façam por nós aquilo que nós próprios não conseguimos fazer. Uma ilusão. Imaginemos Madrid a subir o nível de vida em Portugal de um momento para o outro. Como iria buscar recursos para tal ? Só tirando-os a regiões espanholas, que não o iriam aceitar nunca.
Não se deve esquecer também que a tendência geral seria tirar Centros de Decisão de Portugal (por exemplo, sedes de empresas) para os aproximar de Madrid. Aliás, isso já sucede. E se hoje o Poder político de Lisboa pode tentar contrariar livremente essa dita tendência, muito mais dificilmente o faria não sendo um Poder Independente.
Há quem argumente que o Poder Central em Portugal poucas decisões acertadas toma para desnvolver Portugal e o nível de vida das suas populações. Mas... porque existe uma "coisa" chamada Independência Nacional, os portugueses podem, livremente, decidir votar em políticos mais eficazes. Usando uma ezpressão comum, podem até "derrubar o governo". Ninguém poderá interferir. Mas... imagine-se que Portugal não era um Estado Soberano. Em caso de descontentamento com o Poder Central... como derrubá-lo...situando-se ele fora do território nacional... e sendo compartido com outras regiões? Já se meditou seriamente sobre isso?
E... como se faria caso, após uma união ibérica, os interesses portugueses chocassem com os interesses de Madrid? Proclamava-se nova separação? E como reagiriam a isso as autoridades espanholas?
Não se pretende com estes exemplos dizer que se "desconfia das intenções da Espanha", ou que "a Espanha é a bruxa má desta questão". Não. O que se pretende é que se medite seriamente nos riscos que se corre ao abdicar-se de uma Soberania Plena. As lições de 1580-1640, e as da Guerra que se seguiu, deveriam ser muito bem estudadas. Não porque a História se repita, mas porque, por vezes, os exemplos do passado nos podem ajudar a projectar o futuro com mais sabedoria.
Não creio, também, que o Povo Espanhol esteja "preparado" para tal tipo de União. Infelizmente, muitos encaram-na, ainda que inconscientemente, como uma "reunificação", ou "absorção". Na verdade, 44% dos espanhóis, contra 38%, declarou num estudo recente que Espanha deveris ser o nome de um eventual Estado Ibérico Unificado. E, nesse mesmo estudo, 80% dos inquiridos do País vizinho considerou que a Capital deveria ser Madrid, só 3% opinando por Lisboa.
Parece, pois, que uma União Ibérica levaria, quase seguramente, a uma centralização, directa ou indirecta, de poderes no Centro da Península...e, com o tempo,a uma despersonalização de Portugal.O exemplo da despersonalização efectuada, e ainda existente, em Olivença, dá que pensar. Quase me atreveria a perguntar a iberistas de vários quadrantes, quando vêem Portugal enquanto província ou Estado integrado numa "Ibéria", se deveria incluir Olivença ( e Táliga) dentro do seu espaço, ou se deveria continuar em espaço alheio.
Em termos históricos, e para concluir( e muito mais haveria a dizer ), direi que nunca um povo ou um país prosperaram abdicando da sua existência. Nenhum estrangeiro (Espanhol, Francês, Alemão) nos virá "ajudar" sem pedir nada em troca. E sem ter tendência a monopolizar os cargos superiores e mais bem pagos...
Estremoz, 21-Outubro-2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna

 

15-OUTUBRO-2006

DIÁRIO DE NOTÍCIAS,

OPINIÃO/TRIBUNA LIVRE

GIBRALTAR, OLIVENÇA E A IBÉRIA
Parece estar na moda comparar Espanha e Portugal. Um inquérito recente indica, entre outras coisas, que 27,7 % dos portugueses gostariam que Portugal e Espanha formassem um só país, o que deu lugar a inúmeras notícias e comentários, em Portugal e Espanha, em que o referido número (27,7 %) foi referido até `exaustão. Outros números desse estudo, aliás bastante aleatório, eram igualmente desfavoráveis à manutenção de Portugal como País independente.
Curiosamente, no meio de tantas percentagens, um resultado tem sido desprezado. Nada menos de 69,4 % opinou que Portugal tem condições para se manter como País Independente, contra 23,6 % que acha que não.
Isto contradiz, e bastante, os restantes resultantes!(...)
(...) Resta uma última e talvez mais angustiante dúvida: como podem autoridades portuguesas, ou outros responsáveis e instituições, acharem normal que seja mantido quase em segredo o Problema de Olivença, e que não se divulguem propostas pacíficas para ultrapassar este diferendo... perante uma tal incongruência dos responsáveis de Madid ? Porque se parece procurar "silenciar" quem fala deste litígio ? Como é possível que se chegue a praticar auto-censura ?
Aqui, é clara a diferença entre Portugal e Espanha. Na verdade, como se vê, a Espanha não silencia as suas reivindicações... e, neste caso, é-lhe indiferente qualquer outro aspecto (...), desde que considera que tem razão em reivindicar a soberania sobre a região !
Pergunto-me, talvez dirigindo-me aos iberistas portugueses ou aos admiradores das atitudes espanholas, sobre o que haverá de errado em imitar, neste caso, a Espanha ( e outros países que têm resolvido questões de forma similar... ), e, DE FORMA PACÍFICA E NEGOCIADA, passar a discutir a problemática oliventina como qualquer nação moderna e democrática, claramente, livremente, à luz do Direito Internacional ?
Será que este tipo de procedimentos é correcto se for originado em Madrid, ou em qualquer outro País, e "idiota", "caricato", e sabe-se lá que mais, se procedente de Lisboa?
Por que razão, em sucessivas demonstrações de amizade luso-espanhola, como a visita recente de Cavaco Silva a Madrid e Oviedo, se calam os responsáveis políticos...para já não falar de alguns órgãos de comunicação... e quase nunca se fala do litìgio de Olivença?
Tal comportamente nada prenuncia de bom. Indica uma predisposição preocupante para aceitar situações de humilhação. Imagino que, no caso de uma União Ibérica, isto significaria tudo aceitar, desde que viesse de Madrid. Mesmo que contra os interesses fundamentais de quem vivesse na região ibérica portuguesa.
O que, sinceramente, me deixa profundamente apreensivo !
Carlos Eduardo da Cruz Luna , ESTREMOZ

 

Portugal Activo

Portugal vai organizar Jogos da Lusofonia em 2009

Índia e Brasil candidataram-se a 2013
Portugal vai organizar Jogos da Lusofonia em 2009
10.10.2006 - 13h30 Lusa

http://www.publico

http://www.macau

2006.org/pt/index.php

Portugal vai organizar a segunda edição dos Jogos da Lusofonia, em
2009, anunciou hoje a assembleia-geral da Associação dos Comités
Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). A Índia e o Brasil
candidataram-se à organização dos Jogos de 2013.

"Em termos de financiamento, podemos confirmar que estão já
garantidos os apoios institucionais e financeiros do governo
português para a organização dos Jogos da Lusofonia em 2009, através
da Secretaria de Estado do Desporto", disse o Comité Olímpico de
Portugal (COP).

Em declarações anteriores, o presidente do COP, Vicente Moura,
estimou que a organização dos Jogos em Portugal deverá custar 11
milhões de euros.

Vicente Moura avançou ainda que o evento poderá decorrer em Lisboa e
considerou que a candidatura portuguesa se insere num contexto de
desenvolvimento desportivo que passa pela candidatura à organização
dos Jogos Olímpicos em 2020.

A ACOLOP considerou ainda como "muito positivo" que o Brasil e a
Índia se tenham candidatado à organização em 2013, podendo mesmo
aparecer outras candidaturas.

Na agenda das próximas assembleias-gerais da associação estará ainda
a eventual inclusão ou exclusão de modalidades desportivas, após um
processo de avaliação do figurino dos primeiros Jogos da Lusofonia,
mas sempre "procurando a abrangência e o equilibro entre os países da
ACOLOP", disse um dos participantes na reunião.

A primeira edição dos Jogos inclui as modalidades de futsal, futebol,
basquetebol, ténis de mesa, taekwondo, atletismo, voleibol de recinto
coberto e voleibol de praia.

Os Jogos da Lusofonia são o maior evento alguma vez realizado entre
os 11 países e regiões que falam português e contam nesta primeira
edição com uma participação de 760 atletas oriundos de Macau,
Portugal, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tome e
Príncipe, Moçambique, Timor-Leste, Índia (Goa) e Sri Lanka.

Entre 4 e 15 de Outubro, os Jogos da Lusofonia são a primeira grande
manifestação desportiva da ACOLOP, criada em Lisboa em meados de 2004.

 

 

EXTRA>>>

7 Outubro 2006

Juíza espanhola proíbe anúncio pró-selecções desportivas catalãs


"...Como consequência disto, muitos blogues recolhem o vídeo do anúncio televisivo agora censurado, que pode ser visto: aqui. "

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1. - Este serviço de informação foi iniciado (originalmente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância da Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.

4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal a agir e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, para que Madrid e seu "reino espanhol" cumpra o respeito à integridade territorial de Portugal.

Rui A.M. da Silva 

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