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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  Com Az(n)ar ou sem ele, ainda a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu,  todo o nosso país. 

Não é isto realmente toda a verdade, ainda em 2004, sempre à moda castelhana, da política imperialista de Madri?

Notícias de Olivença  Setembro 2004

- Domingo, 26 Setembro 2004 - 00:00
OLIVENÇA AMORDAÇADA
Afinal Olivença é nossa ou é deles?  Um punhado de portugueses decidiu invadir a cidade, para agitar a ‘vuelta’. Passaram as bicicletas, mas não passou a bandeira portuguesa – bastou um luso levantá-la, que logo lhe caiu em cima ‘la Guardia’.

http://www.correiomanha.pt/pesquisa.asp?q=OLIVEN%C7A+AMORDA%C7ADA+-

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22 de Setembro de 2004, Jornal Digital - Regional

Grupo de Amigos de Olivença queixa-se das autoridades espanholas

Acção da organização impedida

Lisboa - O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) emitiu esta quarta-feira uma nota à imprensa onde reprova a atitude da Guarda Civil espanhola, durante o início de uma etapa da Volta a Espanha em bicicleta, naquela localidade. O GAO acusa as autoridades espanholas de terem actuado de modo «agreste e intimidativo», ao não permitir que fossem distribuídos alguns panfletos à caravana da «vuelta» e a alguns espectadores que ali se encontravam.

«À entrada no território oliventino, a Guarda Civil identificou os membros da delegação e jornalistas que os acompanhavam, revistando minuciosamente os veículos e, já na localidade, contingentes daquela força e das polícias nacional e municipal impediram a distribuição da ‘saudação’ e a exibição das bandeiras portuguesas e, com palavras obscenas e gestos ameaçadores, invectivaram-nos, acabando mesmo por retirar algumas bandeiras (portuguesas) que amarrotaram», denuncia o GAO.

A organização lamenta o sucedido e promete continuar com iniciativas a defender a integração total de Olivença no território português. A localidade está sob alçada administrativa espanhola

http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=1353

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   24 de Setembro de 2004 16:27:45 -0000

A "CIMEIRA IBÉRICA" DE 1 DE OUTUBRO


    A data de 1 de Outubro de 2004 caracterizar-se-á por uma "Cimeira Ibérica", desta vez em Santiago de Compostela. É assinalável a regularidade com que estes encontros têm decorrido, principalmente
após a restauração das democracias na Península desde 1974-1975.
    Equipas de especialistas de ambos os Estados discutirão vários "dossiers", sendo de esperar avanços em vários domínios, num clima de cordialidade. É isso que se deseja. Ninguém de bom senso quererá que Portugal mostre má-vontade, ou desejará que a Espanha tenha uma atitude negativa. Claro, lamentar-se-á que Portugal não consiga dividendos assinaláveis, ou que não consiga equilibrar mais a seu favor várias questões, quase todas de âmbito económico. Isso dependerá da atitude portuguesa nessa cimeira, embora, como sabemos, muito do que poderia ter sido feito neste sentido tenha vindo a ser "adiado" ao longo dos anos. Não são os espanhóis que muitas vezes se têm posto em vantagem em relação a Portugal. Têm sido os portugueses a permitir, e por vezes a aplaudir (!), que uma tal relação de forças se tenha vindo a estabelecer.
    Caberá aos responsáveis portugueses, sejam quais forem os governos ( o actual, e os futuros) elaborarem e porem em prática estratégias e políticas que "melhorem" a situação, ou a "classificação" de Portugal neste "Torneio" Ibérico. E, claro, a toda a sociedade... a começar pelos reputados especialistas que
denunciam (e bem!) as fraquezas e os erros  da sociedade e do País em geral, mas que (e mal!) não tentam sequer apontar soluções, preferindo o discurso, que parece estar na moda, de que só resta a Portugal chorar sobre os seus "podres" para os quais não há solução possível. Triste País que tais elites ouve... e aplaude!
    O que não se pode negar, penso, é a inegável vontade de Lisboa no sentido de "limar arestas" em relação a Madrid. Em qualquer cimeira, a vontade portuguesa tem sido quase sempre a de chegar a acordo com os políticos espanhóis. Atitude que, aliás, é, em geral, louvável. Também muitas vezes Madrid "lima" algumas "arestas". Afinal, o bom relacionamento entre os dois países convida a um clima de amizade.
    Todavia, em muitos "dossiers", tem-se a sensação de que os pontos de vista espanhóis são quase sempre os adoptados pelos negociadores de Lisboa. È incompreeensível que tal assim tenha sido em alguns dos casos conhecidos. Parece haver um medo de "contrariar" Espanha, mesmo em detalhes insignificantes, por parte da maioria dos governantes portugueses. E esta atitude não será talvez muito saudável nem conveniente. Uma amizade verdadeira pressupõe discussões, perdas e ganhos. Nunca uma sujeição total de um ou outro interveniente.
    Vários casos se poderiam citar de "capitulação" portuguesa... passe o exagero da expressão. Mas há um que não pode ser deixado em claro. É um caso que, por ser talvez o mais antigo, e por ter reflexos ao nível da partilha dos lençóis de água criados com o Alqueva, está sempre presente. Refiro-me, como já muitos terão percebido, a Olivença. Não tanto pelo facto de o Estado Português, como se sabe, apesar de não reconhecer a soberania espanhola sobre a Região, adiar quase constantemente a colocação na Agenda Diplomática da Questão ( o que é inadmissível; basta comparar com a persistência espanhola em torno de Gibraltar ). Mas principalmente, neste momento, pelo que se está a passar em torno da Ponte da Ajuda,sobre
o Guadiana,  entre Elvas e Olivença.
   Convém recuar um pouco no tempo. Em 1994, Portugal decidiu, nomeadamente graças ao Ministro Durão Barroso, que Lisboa tomaria a seu cargo, integralmente, para que não houvesse sinais de que abdicava de reivindicar a região, a Construção de uma nova ponte no local e a recuperação da Velha Ponte Manuelina, o que foi aceite por Madrid. Em Outubro de 1999, forças policiais espanholas intervieram decididamente nas obras em curso, paralizando-as. Já depois de a nova Ponte ter sido inaugurada em 11 de Novembro de 2000, soube-se que se fizera um estranho acordo, pelo qual o Instituto de Estradas de Espanha poderia recuperar a velha Ponte após parecer do IPPAR. Sem esperar este parecer, que aliás acabaria por ser negativo, a Espanha começou a efectuar obras na velha ponte em 2003, o que motivou tantos protestos que foi decidido parar.
   Com estupefacção, soube-se que a Espanha apresentara novo projecto ao IPPAR, a que este não respondeu, talvez por considerar o seu primeiro "não" definitivo, e que tal ausência de resposta fora
interpretada como um sim ao recomeço das obras por Madrid, já a partir de Outubro de 2004 (Jornal "Hoy", Badajoz, 11 de Setembro de 2004), a "confirmar na Cimeira Ibérica de 1 de Outubro"(!) .  Pior, a Junta da Extremadura (espanhola, evidentemente), declarou, por essa altura, a Ponte da Ajuda "monumento extremenho/espanhol"... sabendo perfeitamente que a mesma fora declarada monumento português desde
24 de Janeiro de 1967. O que significa que tomou uma decisão unilateral, com laivos ofensivos.Mesmo porque, a 25 de Junho deste ano, todos os partidos políticos parlamentares portugueses revelaram, sem excepção, que havia dúvidas fundamentadas sobre a administração espanhola em Olivença!
   A Imprensa Portuguesa quase não noticiou estas decisões extremenhas/espanholas de Setembro. Aguarda-se com alguma impaciência qualquer afirmação que esclareça o que pensa Lisboa de tudo isto. Não o fazer, poderá significar que se abdicou até do Direito à Indignação. Ou até do Direito de ter uma Diplomacia 
própria dum país independente, séria, capaz de se fazer respeitar dentro das normas mais elementares do Direito Internacional, a que Portugal e Espanha estão subordinadas.
   É de presumir que Madrid compreenderá que, numa amizade verdadeira e entre entidades soberanas e iguais em direitos e DEVERES, não é possível tomar este tipo de atitudes. E talvez Lisboa comece finalmente a comprender que é quando existe um clima favorável na relação entre dois povos que se devem resolver os
litígios pendentes. Sem por em causa amizades, mas sem abdicar de princípios justos.

 Carlos Eduardo da Cruz Luna (Prof. História) - Estremoz

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Jornal "LINHAS DE ELVAS", 23 de Setembro de 2004


PONTE DA AJUDA DECLARADA MONUMENTO... ESPANHOL/EXTREMENHO!!!

Não vale talvez a pena comentar muito. Todavia, assinale-se: a Junta da EXTREMADURA ( ESPANHOLA, NATURALMENTE...) DECLAROU a Ponte da Ajuda (monumento Classificado PORTUGUÊS desde 24 de Janeiro de 1967) como bem de "interesse cultural"  extremenho/espanhol. Sabe-se (e sabe a Junta de Extremadura) como este assunto é delicado, e como a sensibilidade dos portugueses é afectada por procedimentos destes.


Mas não há mostras de algum, digamos, "recato". As autoridades extremenhas/espanholas preferem, talvez como gesto de boa-vontade para com Portugal, passar por cima de tudo isso, e dar a entender que sobre este problema ( que tem a ver, também, com as águas do Alqueva) só existe uma "visão" possível. A delas. Unilateral, claro.


  Mas... isto surge um dia depois de, a 11 de Setembro de 2004, lermos no "Hoy" de Badajoz que, como o IPPAR (português, naturalmente) não respondeu atempadamente a contra-propostas espanholas, se deduziu que aceitava as posições espanholas, e que, portanto, a Reconstrução por Espanha da Velha Ponte da Ajuda ia recomeçar, talvez ainda em Outubro de 2004. Palavra de Ramón Rocha Maqueda, Presidente do Município oliventino.


  Tanta determinação, tanta atenção aos detalhes, comove.
  Como é bonito ver tanta amabilidade desinteressada!


        Carlos Luna (Estremoz)

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22 de Setembro de 2004

Grupo dos Amigos de Olivença

 

Nota Informativa 12-2004

 

Ontem, na ocasião em que uma etapa da «Vuelta» ciclista a Espanha se iniciava em Olivença – acontecimento significativo atendendo a que a prova se inibira de passar pelo País Basco, Catalunha e Galiza... – uma delegação do Grupo dos Amigos de Olivença compareceu ali, distribuindo uma «Saudação» à caravana e ao povo oliventino e assinalando a situação anómala do território que opõe os dois Estados peninsulares.

No caso, as autoridades policiais espanholas entenderam actuar de modo agreste e intimidativo, coarctando a liberdade de movimentos de cidadãos pacíficos e desconsiderando e hostilizando as bandeiras nacionais portuguesas que aqueles, como é habitual em manifestações públicas e desportivos, exibiam.

À entrado do território oliventino, a Guardia Civil identificou os membros da delegação e jornalistas que os acompanhavam, revistando minuciosamente os veículos e, já na localidade, contingentes daquela força e das polícias Nacional e Municipal, impediram o contacto dos representantes do GAO com a população oliventina, proibindo-lhes a distribuição da «Saudação» e a exibição das bandeiras portuguesas e, com palavras obscenas e gestos ameaçadores, invectivaram-nos, acabando mesmo por lhes retirar algumas bandeiras que amarrotaram.

Os representantes do GAO, nas circunstâncias descritas, limitaram-se a sustentar os seus direitos de pessoas livres e pacíficas, cidadãos portugueses e europeus.

A iniciativa do GAO, simples e normal exercício dos direitos de livre expressão, tem de ser recebida com naturalidade numa sociedade aberta e democrática, designadamente num país integrante da União Europeia. Aliás, mal seria que, no espaço da União Europeia, logo em Olivença se pretendesse impedir a presença e exibição públicas da Bandeira Portuguesa.

Seria conveniente que as autoridades espanholas, designadamente as estremenhas, compreendessem que actuações como as descritas – porventura resquícios de épocas mais «imperiais» – não se coadunam com as relações de boa-vizinhança, diálogo e aliança hoje existentes entre Portugal e Espanha.

Sendo certo que esta organização não pretende provocar ou dar azo a qualquer «mal-entendido» com as autoridades do país vizinho, também é certo – e reafirma-se – que não admitirá qualquer limitação ou compressão ilegítimas no exercício dos seus direitos, muito menos se intimidará no que toca aos seus contactos e presença em Olivença, território sob administração espanhola não reconhecida pelo Estado português.

Lisboa, 22-09-2004.

A Direcção

 

__________________________

Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa 

www.olivenca.org  -  olivenca@olivenca.org  

Tlm. 96 743 17 69   -  Fax. 21 259 05 77

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Grupo dos Amigos de Olivença

SAUDAÇÃO 

 

Inicia-se hoje em Olivença a 16.ª etapa da «Vuelta».

A volta ciclista a Espanha – prescindindo de passar pela Catalunha, País Basco e Galiza... – veio visitar a Cidade de Olivença que, encontrando-se sob administração espanhola há dois séculos, permanece intimamente ligada a Portugal, à sua Memória, à sua Cultura e à sua História.

O Estado português não reconhece a soberania espanhola sobre o território oliventino e os portugueses não esquecem Olivença. A situação anómala de Olivença, exemplo de uma política que já não pode ser a do Século XXI, motiva um litígio que a ninguém beneficia e que tarda em ser solucionado.

O Grupo dos Amigos de Olivença, organização de portugueses que simplesmente pugna pela livre aproximação aos oliventinos, cultiva o entendimento entre os dois povos peninsulares e apoia a intensificação e o estreitamento das relações entre Portugal e Espanha.

Felicitando os valorosos ciclistas e toda a caravana pela visita a esta Nobre, Leal e Notável Cidade, o Grupo dos Amigos de Olivença saúda especialmente os oliventinos, a quem traz, da outra margem do Guadiana, um abraço fraterno de todos os portugueses.

Olivença, 21 de Setembro de 2004.

www.olivenca.org

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Noticia publicada a las 19:45
domingo, 19 de septiembre de 2004

MERIDA, 19 (EUROPA PRESS)

El Grupo dos Amigos de Olivença anunció hoy su presencia el próximo
martes, día 21, en la salida de la decimosexta etapa de la Vuelta
Ciclista a España 2004 en Olivenza (Badajoz) con el objetivo de
afirmar públicamente la "situación anómala" de este territorio
y "recordar el litigio que opone a los dos Estados peninsulares".

En una nota de prensa remitida a Europa Press, esta asociación
considera que la localidad de Olivenza es territorio portugués
que "se encuentra bajo la ocupación española no reconocida por
Portugal".

El Grupo dos Amigos de Olivença asegura así que, "no dejando de
saludar a esta caravana ciclista, y especialmente a los valerosos
ciclistas, en este paso por tierras portuguesas, estará presente en
Olivenza en la salida de la etapa, afirmando así públicamente la
situación anómala de dicho territorio y recordando el litigio que
opone a los dos Estados peninsulares".

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18/Set/2004

Grupo dos Amigos de Olivença

 

Nota Informativa 12-2004

Comunicado de Imprensa

  

A 16.ª etapa da Volta a Espanha em Bicicleta – que prescindiu de visitar a Catalunha, o País Basco e a Galiza... – tem início, dia 21-09-2004, na cidade de Olivença que, sendo território português de jure, se encontra sob ocupação espanhola não reconhecida por Portugal.

 

O Grupo dos Amigos de Olivença – não deixando de saudar a caravana, e muito especialmente os valorosos ciclistas, nesta sua passagem por terras de Portugal – estará presente em Olivença, à partida da etapa, assim assinalando publicamente a situação anómala do território e lembrando o litígio que opõe os dois Estados peninsulares.

 

18 de Setembro de 2004.

A Direcção

Grupo dos Amigos de Olivença

                        

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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

12 de Setembro de 2004

O Tratado de Alcanizes e a Ocupação de Olivença

Neste dia, 12 de Setembro de 2004, comemoramos mais um aniversário da restituição de Olivença, a Portugal.(1)  O Tratado de Alcanizes foi assinado em 1297 pelo Rei D. Fernando IV de Castela e o nosso Rei D. Diniz, o seu Protector.  Este Tratado definio as fronteiras portuguesas e garantio o trono ao Rei jovem castelhano numa Castela com sérias desavenças internas.

Passados 707, os sucessores do reino de Castela não respeitam as fronteiras delimitadas "para sempre" e ameaçam "em nome do espanholismo" reabrir e desatar novas contendas com resultados imprevisíveis.  Tudo começou em 1801 quando forças espanholas arrebataram a Portugal uma terra de raíz portuguesa e que ainda hoje se mantem captiva por Espanha ao desafio do Direito Internacional.

Cimeira Luso-espanhola

Presenta-se uma oportunidade extraordinária na proxima Cimeira Luso-espanhola a 1 de Outubro, em Compostela, na Galiza, para lembrar à Espanha o seu compromisso de nos restituir o Território de Olivença e de exigir o cumprimento da reversão desta terra portuguesa em face da justa reclamação que a Espanha reconheceu ao nosso País pela Acta Final do Congresso de Viena em 1815.   É uma obrigação constitucional que o Governo português exija o cumprimento dos tratados para que Olivença nos seja restituída.

Portugal atravessa um mau momento, encontrando-se economicamente fraco e de auto-estima em baixo, ocasião para os espanhóis aproveitar para manipular e tomarem vantagem.  Além do governo central espanhol, estara também reunidos a medir as suas forças, quatro presidentes das regiões "autonómicas" espanholas, incluindo o "presidente" Iribarne (PP) da Galiza e o "presidente" Ibarra (PSOE) da Extremadura.  Ambos cobiçam um bocado do território português.  Memórias de 1807...

Boas Relações

Em Outubro 2004 não precisamos usar frases divergentes dos factos, ou praticar domínio de um povo sobre o outro.  O que resta é respeitar a integridade territorial e o Direito Internacional.  Entre dois países membros da União Europeia não há lugar para uma estratégia de expansão imperialista.  O Tratado de Alcanizes em 1297 trouxe uma  resolução responsável e estável.  Essa foi e será a unica capaz de aproximar e aprofundar as boas relações entre o povo português e o povo espanhol.

(1)Exemplo como às vezes os espanhóis dizem a verdade: "Con certeza documental, Olivenza pertenicio a los templarios (portugueses) hasta 1278, ano en que Alfonso X se la desaproprio y entrego al concejo pacense."("Olivenza y el Tratado de Alcanices, Manuel Matinez Martinez)


        Rui A M da Silva

Olivença - Portugal Livre

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Sol Português (Canada) - Portugal em Foco - http://www.solnet.com/24set04/portugal/portug10.htm

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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

04 de Setembro 2004

Mais um Gesto Antipatico espanhol a Portugal quanto a Olivença

O novo Ministro espanhol dos Assuntos Externos, Miguel Moratinos, já indicou claramente o que pensa sobre as "sensibilidades" ou qualquer vestigio de respeito a Portugal. Passado recentemente a muita batida da lingua reagindo aos gestos "inamistosos" da Gra Bretanha no seu apoio ao tricentenario de dominio Britanico sobre Gibraltar, o Sr Moratinos cala-se no que diz a nova provocação espanhola contra Portugal.

Falta de "Sensibilidade"

Ele sabe perfeitamente que Portugal sempre se opos a ocupação ilegal espanhola em Olivença, mas mesmo em vesperas de mais uma Cimeira Luso-espanhola, a 1 de Outubro, em Compostela, na Galiza, sem a minima apreciação a luz das "boas relações" entre os dois estados peninsulares, foi decidido que desta vez a 16 etapa da Volta a Espanha começará em Olivença. Não foi escolhido qualquer outra localidade como Gerês dos Cavaleiros, ou Zafra, nem mesmo Almendralejo, mas sim Olivença, um território injustificavelmente arrebatado a Portugal em 1801 e mantido em diferendo desde 1807 quando a Espanha invadiu Portugal, para retirar de uma vez para sempre o nosso país do mapa da Europa.  Felizmente não o conseguiu então mas que por detras da máscara da chamada "amizade" astuciosamente conspira e exige(!) por todos os meios ao seu dispor que torne-se na realidade.

Gesto Ofensivo

Há poucos meses, o Rei "Juan Carlos" do Reino espanhol visitou o Pais Basco, onde foi capturado por camera da TV a fazer um gesto ofensivo a população vasca.  Portanto, não deviamos ficar surprendidos que o Ministro espanhol dos Assuntos Externos venha também faltar-lhe a sensibilidade para Portugal.  Ainda será dificil algum português compreender que as ideais anacronísticos de um novo Império espanhol continua no seculo XXI na mentalidade da maioria dos politicos do governo espanhol em Madrid?

Lei Internacional Considera Olivença Terra Portuguesa

Olivença foi fundada pelos Portugueses em 1228-1245 e finalmente reconhecida pelo Tratado Luso-Castelhano de Alcanizes a 12 de Setembro de1297.  Na altura quando o território português foi traiçoeiramente invadido pelos espanhóis em 1801 a sua população portuguesa consistia de cerca de 8,000.  Militarmente  Portugal encontrava-se enfraquecido com as suas forças pouco preparadas depois de a "volte face" no Rossilhão, no sul da França, que teve o efeito de os nossos soldados que ajudavam a Espanha ficarem abandonados ao seu destino.  Mais de 2,500 morreram.  Impiedosamente e cinicamente, os espanhóis impuseram o Tatado de Badajós forçando Portugal a ceder Olivença.

A Anomalia de Olivença

Alguma vez a Espanha admitio a anomalia de Olivença publicamente ou tentou cumprir seriamente o compromisso do Tratado de Viena?  Claro que não.  Não aceitou ela a restituição de Menorca em 1802 da Gra Bretanha?  Com certeza!  Poderá ser que os atentados teimosos por Espanha para recuperar Gibraltar não seja mais que um ponto de salto para Portugal?  É chocante mas, parece que sim.  E o governo português que pode fazer?  Eles querem andar nas "boas relações" com os seus "irmãos" ou "hermanos" como os espanhóis preferem ser chamados.   Eles estão com de costas voltadas ao mar.  Seria uma grande trote senão fosse o facto da Espanha ter rediscoberto um novo sentido de "destino" e de " grandeza".  Talvez Portugal terá que se bater noutro "Dia de Independência" como o 14 de Agosto (Aljubarrota 1385) para se livrar de uma extinção futura.

Imperialismo Espanhol

Sob as suas ambições de um novo "emperio",  a Espanha vai reivindicar a "restituição" da Sicilia, ou mesmo recolonizar o sul dos EUA - demasiado estranho?  Parece-se que o estado espanhol tomou o rolo neste seculo da raça ficcional "Borg"  por meio de um conceito nada novo de assimilação e destruição de outras culturas, como já acontece na Galiza com a sua fala indígena do galego-português oprimida e adulterada, uma situação que fica bem dentro da sua habitual história passada.

E, o que passará com a "Volta"?  Talvez, nada mais de especial que voltar a colocar Olivença na holofote do grande palco do mundo, a demonstrar de novo a todos a vergonhosa ego imperialista espanhola.

Rui A M da Silva

Olivença - Portugal Livre

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Gibraltar e Olivença

Expresso, 4-Setembro-2004 - Carlos Luna

http://semanal.expresso.clix.pt/1caderno/opiniao.asp?
edition=1662&articleid=ES146142

Expresso, ed. 1662
 
OS MESES de Julho e Agosto têm sido férteis em notícias sobre as reivindicações espanholas em torno de Gibraltar. Agora, Madrid protesta contra a visita do ministro britânico da Defesa ao disputado território, considerando que tal provoca «mal-estar», tanto mais que em 2004 se cumprem 300 anos de ocupação inglesa.

Na verdade, estamos perante atitudes espanholas que não têm mudado substancialmente nos últimos três séculos. Madrid insiste no princípio de que Gibraltar é parte do seu território, de que é uma colónia anacrónica em 2004, que fere a dignidade de todos os espanhóis. E nada demove Madrid. Os resultados de referendos são desprezados, porque «a soberania não é plesbicitável», ou «a população viu alterada a sua composição e é sistematicamente
enganada». O nível de vida dos gibraltinos, superiores aos dos espanhóis, também não, porque «a soberania não se vende, nem pode estar sujeita a conjunturas económicas». Muito menos a remota assinatura da cedência à Inglaterra, em 1713, porque «se tratou de um Tratado arrancado a Espanha sob coacção».

Este tipo de argumentos é repetido por Madrid até à exaustão, atravessando alguns deles todos os regimes em que a Espanha já viveu. Há que reconhecer a persistência notável dos responsáveis espanhóis.

É aqui que qualquer português não pode deixar de se sentir um tanto admirado. Estes argumentos espanhóis, a serem encarados como válidos e pertinentes, podem, com razões mais sustentáveis, ser aplicados ao caso de Olivença! Será possível que ninguém, em Madrid, se dê conta deste facto evidente... a que a imprensa estrangeira (começando pela de Gibraltar) já tem feito referência? Não saberão que Olivença foi ocupada em 1801, devolvida por Tratados europeus em 1815 a Portugal (assinados por Espanha em 1817), despersonalizada ao longo de duas
centenas de anos, e que o Estado português não reconhece Olivença como espanhola... o que até tem beneficiado Portugal na questão da posse das águas do Alqueva...? Não saberão que em finais de Junho de 2004 todos os grupos parlamentares portugueses, embora discordando num ou noutro aspecto, manifestaram a sua concordância em relação ao facto de considerarem a administração espanhola em Olivença como de legalidade no mínimo duvidosa?

E o que se passa em Portugal? Ninguém, entre responsáveis do Estado, ergue a voz para denunciar esta escandalosa distorção/manipulação do Direito Internacional? Não haverá comentadores de renome que tenham
a frontalidade de opinar sobre tão paradoxal situação?

Fala-se muito, em Portugal, de falta de amor próprio. Na verdade, o silêncio perante estas contradições diplomáticas pode ser um reflexo dessa situação. A mania, quase moda, de se considerar Portugal fraco, inferior, ou incapaz, sem que, curiosamente, se apontem soluções, leva a uma situação em que a apatia se torna quase uma segunda natureza de muita gente. E, pelos vistos, do próprio Estado.

Há que por cobro a tal «estado de espírito». Mesmo que se lamente a «pequenez» do país (como se não existissem Estados muito mais pequenos...), isso não pode pôr em causa o Direito de protestar contra o que é injusto, e não pode levar a esquecer-se que o Direito Internacional se aplica independentemente do tamanho de uma nação.
É, procurando ter voz, que Portugal se torna respeitado.

O caso de Olivença não é certamente o maior problema do país. Mas não se vê por que razão não pode ser equacionado em termos diplomáticos, como, por esse mundo fora, o fazem outros países com «casos» análogos. Sem que, por isso, surjam graves incidentes entre Estados.

Mostrar que se tem princípios tem necessariamente de ser válido. A persistência é muito mais vezes recompensada do que a apatia. Esta, em parte nenhuma é considerada uma virtude.

O que causa alguma perplexidade é o uso, quase abuso, de um conjunto de argumentos para uma situação (a de Gibraltar), e a negação inexplicável dos mesmos para outra situação, igual, ou mesmo mais clamorosamente injusta (Olivença).
 

PORTUGAL LIVRE

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Informação sobre Olivença noutros sítios:

Enciclopédia "Kiwi"
http://www.wikipedia.org/wiki/Portugal

http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/po.html#Issues
http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/sp.html

 Portugal e Espanha http://www.portugal-e-espanha.blogspot.com

Valadares & a Cidadehttp://www.valadaresemfoco.com/mnu792.php

Em todo o mundo um idioma:  o português!

Os Factos Históricos sobre Olivença

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Comunicado de Imprensa

Ponte da Ajuda na Mira do Tribunal

Denúncia Criminal na Procuradoria Geral da República 

A Polémica da Ponte Nossa Senhora da Ajuda, Alentejo, Portugal

 

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