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"Crer e Querer para Vencer"
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Olivença, Portugal
Caros Concidadãos!
Muitos duvidam que estando em Olivença, está-se em Portugal! Ora, os portugueses e estrangeiros devidamente esclarecidos não porão em causa a posição oficial do Estado Português nem o Direito Internacional Público. Na verdade, o termo de Olivença e Vila Real (Alandroal) é solo português. O que os distingue do restante território é que são administrados por Espanha. Essa administração é ilegítima, isto é, Portugal não aceita essa soberania. Podemos pois dizer que Espanha ocupa ilegitimamente território português estando dessa forma a colonizá-lo, impedindo dessa forma que a Língua Portuguesa seja leccionada em Olivença e Vila Real no Alandroal como língua materna. Para além disso, afasta-as e tem-nas afastado de todo o resto do país castelhanizando a cultura portuguesa e alentejana dessa região.
No passado, o reino de Portugal e o reino de Aragão aproximaram-se no sentido de se opor às tentativas hegemónicas do reino de Castela, em meados do século XIII. Entre as casas reais portuguesa e aragonesa realizaram-se vários casamentos, funcionando como alianças (por exemplo o de D. Dinis com D. Isabel, filha de Pedro III de Aragão). Apesar de tudo a hegemonia do reino de Castela fez-se sentir com a união a Aragão no ano de 1479. O reino actual de Espanha nasceu em 1492 com a conquista definitiva de Granada aos mouros por Castela, Leão e Aragão. Castela e Leão agregou vários grupos etno -culturais contra a vontade de cada um deles. Nos antigos reinos que Castela e Leão colonizou, o castelhano tornou-se a língua de "prestígio", sobrepondo-se a todas as outras. Houve também da parte dos reis "católicos" a apropriação ilegítima da palavra Hispania, que designava na época imperial Romana toda a Península Ibérica. É legitimo pensar que Portugal, desde 1139, seja o único reino sobrevivente, verdadeiramente independente e soberano na posição geográfica- Península Ibérica.
Concluindo, pode afirmar-se que Portugal nunca pertenceu ao Reino de Espanha. Por outro lado é importante recordar que Olivença e Vila Real (Alandroal) nunca fez parte do reino de Espanha e que, desde 1297, ano em que se celebrou o Tratado de Alcanices entre o Rei de Castela e Leão e o Rei de Portugal, Olivença tornou-se para sempre parte do território português, não se podendo aliená-la como aliás a Constituição da República Portuguesa o refere no artigo 5º: "O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras". É importante recordar que de 1580 a 1640, Portugal nunca perdeu a sua soberania e independência, facto que se comprova pela manutenção de todas as possessões ultramarinas após 1640. Filipe I de Portugal era o Filipe II de Espanha. É pois absurdo dizer-se que Olivença passou várias vezes de uma soberania espanhola para a portuguesa e vice-versa. É muitas vezes utilizado este tipo de argumento para justificar a ilegitimidade espanhola em manter aquela vila sob sua administração. É deveras importante que os portugueses estejam conscientes dos factos históricos, sociais, políticos das várias épocas do seu país- Portugal, para que não se deixem ludibriar nem induzam os seus e os que nos visitam a erros desnecessários que poderão ser gravosos para uma imagem coerente e sólida de Portugal, dos portugueses e das suas decisões.