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26/Set/2002 - Correio da Manhã
Soberania Nacional em Risco
O banqueiro Jardim Gonçalves e o bispo de Beja D. Manuel Falcão consideram que Portugal atravessa uma grave crise de soberania que deve ser corrigida rapidamente para “manter a independência” do País e evitar “um suicídio nacional”.
Jardim Gonçalves teme fuga de centros decisores empresariais de Portugal Em resposta ao pedido do ministro da Defesa para que se pronunciassem sobre as bases do novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional, ambos foram além da iniciativa de Paulo Portas e sugeriram que o debate “extravasasse as Forças Armadas”.
No texto de uma página enviado para o ministério da Defesa em 21 de Setembro, D. Manuel Falcão é particularmente duro em relação à imigração, que diz ser um fenómeno “anárquico e preocupante“. O bispo de Beja, que antes do 25 de Abril foi afastado do patriarcado de Lisboa pelo regime de Salazar, sustenta que há um movimento de “desnacionalizaçação” do País que dissolveasoberaniaeautonomianacionais.
Para fundamentar esta opinião, aponta “o progressivo acesso de estrangeiros à propriedade de terras e empresas no território nacional” e o “amortecimento do amor-pátrio”. A estes problemas pede respostas “com humanidade e realismo”, mas acrescenta que a “fraca atenção” à história portuguesa nas escolas e o fim do recrutamento militar obrigatório são também causas a ter em conta.
D. Manuel Falcão contesta ainda “a contracepção generalizada” e “o movimento abortista” que designa por “cultura anti-vida”. Mas vai mais longe e lamenta “a falta de uma verdadeira política de promoção da família” que provoca “o envelhecimento progressivo da população e a desertificação” de vastas áreas rurais. A conclusão é brutal: ”O risco de um inexorável suicídio nacional.”
Jardim Gonçalves é menos contundente, embora também insista na perda iminente da soberania nacional e considere que não faz sentido a subsistência das Forças Armadas se, paralelamente, não existir “um poder que seja de facto” nacional. “Ou seja, a manutenção em território português de centros de decisão nacionais sobre sectores estratégicos, nomeadamente nos campos dos recursos energéticos, águas, comunicações (...) e sistema financeiro.”
Para Jardim Gonçalves a questão é simples. “Um país que não disponha de um grau de autonomia sobre tais meios e bens existentes no seu território já não precisa de ser defendido. Porque então já não será independente”. Mais uma vez a conclusão é arrasadora: “A identidade nacional” estará definitivamente posta em causa.
Paulo Portas vai avaliar estas e outras contribuições nos próximos meses para que, até ao final do ano, seja apresentado no Parlamento uma versão final do Conceito Estratégico de Defesa Nacional.
André Macedo - Correio da Manhã
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Uns Comentários
Sexta-feira, 27 Setembro - Alberto Simoes Sendo uma área que por razões profissionais muito me preocupa, só tenho pena que este tipo de análises nao tenha a audiência que merece.Com efeito a campanha de intoxicação desencadeada pela nossa comunicação social (em especial RTPi que sigo diáriamente)impede que estas mensagens de alerta penetrem na mente dos portugueses. Os PORTUGUESES que amam a sua pátria, continuam a acreditar ser possivel inverter a catástrofe nacional.
- antonino cardoso Sermos humildes e tolerantes para com o próximo ,porque ninguém é perfeito-muito bem!Mas, tudo isso tem limites.É que há os mais perfeitos e os menos perfeitos, e não é justo termos que tolerar os menos perfeitos quando há os mais perfeitos para melhor exercerem cargos que exigem o máximo de transparência e de carácter!"MUITOS SERÃO OS CHAMADOS ,POUCOS SERÃO OS ESCOLHIDOS"
- MV Sem concordar inteiramente com os textos dos dois senhores cujas opiniões o jornal transcreve, devo reconhecer que, de facto, as coisas estão a tornar-se perigosas. Então não é que ouvi há pouco, numa televisão, que numa escola primária de uma aldeia ou vila do Norte de Portugal foi colocada uma professora espanhola?!... Os pais, porque certamente ainda não foram contaminados com o virus do "europeísmo", protestaram viementemente... A Defesa começa essencialmente por aqui, pela nossa identidade..
- Português Atento Mais HUMILDES e TOLERANTES do que temos sido ? Oh Dª Myriam Correia Ribeiro... por amor de Deus ! Quem manda na sua casa ? É a senhora ou qualquer estranho que entre por ali dentro ? Na sua casa só entra quem a senhora quer. Certo ? Então porque em relação ao nosso país «casa» já poderá entrar qualquer «indivíduo» como são pomposamente chamados os marginais ? Continue a pensar assim que pode ser que venha a ter alguma «surpresa» cometida pelos seus «convidados» !!!
Fonte:Correio da Manhã