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PORTUGAL: UM MILÉNIO DE HISTÓRIA

Tudo começou quando no ano 868 Vimara Peres tomou o destino nas suas mãos e expulsou os Mouros fora da comunidade de Portuscale a beira do rio Douro.  A luta para a liberdade havia chegado.  Desde este ano até 1095 seguiram vários condes de Portuscale.  O Conde Nuno Mendes tentou separar o território do rei Alfonso VI de Lião em 1071 mas foi derrotado.

Com a morte do Conde Henrique de Borgonha (1095 -1109). a sua viuva D. Teresa influenciada por o amante, Fernão Trava, queria unir o Condado, agora chamado "Portucalense" à Galiza.  Em 1128, com 19 anos de idade, seu filho Afonso Henriques revoltou-se contra a mãe, reestabeleceu a autonomia do Condado, derrotando as forças de D. Teresa, e do seu primo, o rei Alfonso VII de Lião.

Em Ourique, a sul de Leiria, antes de travar batalha contra os Mouros, as suas tropas reconheceram Afonso Henriques o seu Senhor e seu Rei.. Uma realidade que Alfonso VII de Lião, Galiza e Castela, veio finalmente a reconhecer em Zamora em 1143, mas a verdadeira independência de Lião e do proclamado "Emperador de todas as Espanhas" somente foi feito formalmente em 1179 (mesmo que o Papa o tivesse reconhecido em 1143).

Para pôr fim às muitas contendas e guerras com Castela,  Portugal pelo Tratado de Alcanizes entre D. Diniz e o rei castelhano D. Ferdinand IV, as fronteiras entre os dois reinos foram definidas em 1297.  No sul, Portugal desistia dos seus direitos (reconhecidos por Castela) de muitas terras entre o rio Odiana e o rio Odiel.  Por seu lado Castela reconhecia os direitos e restituia Olivença (fundada pelos Templários portugueses) e seu termo a Portugal.  Acima do Odiana Portugal era reconhecido os seus direitos a umas terras da margem esquerda do rio Caia, mas perdia outras.  No norte era reconhecido os seus direitos às terras de Ribacoa.

Em 1383 começou vários desacordos entre D Fernando I e o rei Juan I de Castela sobre atentados pelo nosso rei ao trono castelhano.  Na terceira, e na maior invasão castelhana contra Portugal em 14 de Agosto de 1385, as forças castelhanas foram completamente derrotadas em Aljubarota.  Mas um acordo de paz só foi alcançado em 1411.

Com a morte de Enrique IV de Castela, Afonso V de Portugal envolveu-se na guerra da sucessão ao trono de Castela.  A 2 de Marco de 1476 era vencido na batalha de Toro e o trono castelhano estava usurpado por Isabella.  No Tratado de Alcaçóvas o rei português desistia das suas pretenções ao trono de Castela e perdia o termo de São Félix dos Galegos.

Devido a uns matrimónios imprudentes entre D. Manuel I com princesas castelhanas e a morte ignomínia do seu sucessor D. Sebastião, derrotado numa aventura militar catastrófica no norte de Àfrica em 1578, a independência de Portugal tornou-se ameaçada por o poderoso reino vizinho de Filipe II.  Tomando vantagem da situação militar fraca em que Portugal se encontrava invadiu o nosso país em 1580.  Depois de "comprar" muitos dos nobres portugueses Filipe II usurpou o trono de Portugal em 1581, através das Cortes de Tomar.

A captividade espanhola durou 60 anos até quando em 1640 a monarquia portuguesa foi restituida pelo rei D. João IV, depois de um golpe popular contra a ocupação espanhola.  Por mais 28 anos os espanhóis lutaram contra Portugal até que foi assinado um Tratado de Paz em Lisboa em 1668.  Este tratado reconhecia  a independência de Portugal com os seus limites fronteiriços que existia antes da ocupação.  (A Espanha reconheceu a soberania portuguesa sobre Olivença como antes da guerra.)

Seguindo o acordo da Espanha com Napoleão, Portugal foi invadido no Alentejo por tropas espanholas em 1801 em conjunto com tropas aliadas francesas que entravam na Beira.  Até hoje parte do Alentejo na margem esquerda do Odiana, quase sempre referido simplesmente como "Olivença" continua ocupado pela Espanha em contravenção dos acordos internacionais de 1814 e 1815.  Olivença é uma colónia da Espanha na Europa.

No Outono de 1807, tropas espanholas e francesas invadiram Portugal ocupando Lisboa e a maior parte de Portugal até 1808 quando chegaram tropas aliadas da Inglaterra que aos poucos expulsou os espanhóis e franceses e a independência portuguesa ficou retaurada. (Olivença foi retomada aos franceses em 1811 mas os ingleses entregaram-na aos espanhois..!)

Portugal é membro da união europeia desde 1986.  1,000 anos de história de independência está ameaçada.  A Espanha está a tomar vantagem duma "Europa sem fronteiras" (no que parece só no que diz derespeito a Portugal) para controlar a economia portuguesa e anexar Portugal.  Será que no século XXI os portugueses realmente querem ser servos na sua casa, e ter um governo de estrangeiros a mandar no nosso país?  Ou, novamnete vão tomar posse do seu destino e ficar donos da sua Pátria, e manter Portugal LIVRE?

Rui A.M. da Silva